Os resultados deste verão estão calculados – mais um verão, mais um recorde de emissões por jatos privados portugueses.

Fica a ideia para o OE 2026 – taxem isto que jatos privados pagam menos impostos que os carros

by jorgecardleitao

9 comments
  1. Desculpem malta, foi culpa minha. Ainda tenho umas palhinhas de plástico aqui em casa

  2. > Fica a ideia para o OE 2026 – taxem isto que jatos privados pagam menos impostos que os carros

    A maior parte dos jatos portugueses não opera em Portugal. A unica forma de resolver este problema teria que vir de uma iniciativa europeia.

  3. Ok. Mas gostava que alguém fizesse o cálculo de quanta diferença faria no total de emissões se esses jatos desaparecessem todos. Haveria menos 30% de emissões? Menos 3%? Menos 0.0001%? Isto importa para determinar o quão relevante um assunto é.

  4. Incrível como Portugal emite muito mais do que Espanha, França ou Itália.

  5. Haja guita.

    Certamente são de imigrantes dos bons!

  6. Ora muito boa tarde. Vou entrar a pés juntos porque de sustentabilidade na indústria aeronáutica posso falar e vejo aqui várias analises erradas.

    Para começar, estás factualmente errado porque começas a analisar os dados com a premissa de “jatos privados portugueses”, sendo que temos uma empresa gigante deste mercado cá, a NetJets Europe, e com os jatos deles registados cá , estes são considerados propriedade portuguesa (não entrando no campo legal aqui), para não falar dos outros cá registados. Só aqui, tens uma dramatização dos dados, que tenderão para valores que não são comparativos com nada, pois os jatos são usados por quem os paga, portugueses ou não. Outro ponto que tens muito errado aqui é ao fazer a comparação direta, apenas com valores totais e não com rácios entre emissões/movimento ou emissões/passageiros.

    Por outro lado, a % das emissões oriundas do uso de jatos privados no “bolo” total das emissões da indústria aeronáutica é irrisório, se não olhares apenas para a métrica das “emissões por passageiro”. Penso que a % está na ordem dos 1%, mas teria de pesquisar para confirmar.

    E pela minha experiencia, porque também posso falar disto sem dar muitos detalhes, são raros os portugueses que voam de jatos privados (mas existem, óbvio). Tens é muito brasileiro, mas principalmente malta dos EUA, onde esta indústria é gigante. Também utilizares os valores de 2020 e 2021 como exemplo para algo, não é recomendado. Na minha experiencia, só os dados a partir de 2019 e depois 2022-2025 são credíveis para tirar conclusões decentes.

    Por outro lado, em vez de ir logo a taxar financeiramente, porque não obrigar a usar SAF (sustainable aviation fuels), de modo a compensar as emissões scope 1 oriundas destes com a aviação comercial, taxando assim e garantindo que poluem muito menos. Afinal de contas, queres dinheiro ou estás preocupado com o planeta?

    E falando em emissões de scope 1, se visses o progresso que está a ser realizado na europa no sentido de as reduzir, tal como as emissões de scope 2 e 3, ficavas parvo. Pesquisa por ACA (Airport Carbon Accreditation) e ve como estamos em Portugal.

    Daqui a uns meses mando-te a minha dissertação de mestrado se ainda tiveres interessado, que é exatamente sobre este tema (não da aviação privada e sim da sustentabilidade nas operações de aeródromo, mas é um tema que facilmente relaciona com este)

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