Kokçu cumpriu, esta época, o sonho de jogar pelo Besiktas ao deixar o Benfica. E apesar de ainda ser muito cedo para se dizer que o sonho já se tornou num pesadelo, o jogador tarda em ganhar o ritmo desejado para começar a justificar o investimento nele feito – é a contratação mais cara de sempre do Besiktas.
O médio foi titular no empate da equipa este domingo (1-1), no terreno do Kasimpasa. Mais uma escorregadela numa época repleta de desilusões, sobretudo devido às eliminações nas pré-eliminatórias da Europa League (com o Shakhtar Donetsk) e, depois, da Conference League (com o Lausanne). Na Liga Turca, o Besiktas está em 4.º, a 11 pontos do líder Galatasaray.
Frente ao Kasimpasa, Kokçu somou o 14.º jogo (nono a titular) pelas águias negras para todas as competições, enquanto ainda procura a estreia a marcar pela equipa. Em termos de contribuições diretas para golo, soma apenas uma assistência, frente ao Konyaspor, a 22 de outubro.
Trata-se de um rendimento baixo, sobretudo em comparação àquilo que fazia com a camisola do Benfica na época passada: a 26 de outubro de 2024, somava quatro golos e três assistências em 10 jogos.
Curiosamente, esta época e a anterior têm uma semelhança para Kokçu: é que o jogador já teve dois treinadores em ambas, ainda numa fase inicial. Ole Gunnar Solskjaer foi rendido por Sergen Yalçin após o descalabro europeu, enquanto há um ano, claro, Bruno Lage já havia substituído Roger Schmidt no Benfica.
Kokçu, de 24 anos, até é o terceiro jogador mais utilizado pelo Besiktas esta época (1178 minutos), ficando só atrás de Rafa Silva e de Tammy Abraham.
Assim, enquanto a equipa procura alguma estabilidade – ainda não somou mais de duas vitórias seguidas para o campeonato –, Kokçu também espera por dias mais proveitosos do ponto de vista ofensivo, para justificar o investimento de 30 milhões de euros nele feito – o jogador está emprestado pelas águias, mas o negócio contempla uma cláusula de compra obrigatória, desse valor, no final da época.