Assim é que os patroes tugas deixavam de contratar mulheres
Não me parece mal dentro dos termos que estão na noticia.
Por mim, desse que isso não seja mais burocracia para o médico resolver, tudo bem (já estou a ver os médicos de família a terem de preencher um qualquer relatório para as tuas as mulheres da lista).
Com a maioria dos patrões presos no século passado acho que até iam evitar contratar mulheres só para não lhes dar esses 3 dias.
Na teoria seria ótimo. Na prática, em muitos locais as mulheres passariam a nem sequer ser consideradas para o trabalho.
Epá, concordo mas diria que é uma medida perigosa porque pode levar a esquemas em que as pessoas pedem baixa mesmo quando as dores não comprometem a sua mobilidade. Sou gaja e tenho período todos os meses mas são raras as vezes que fico acamada ou a sentir-me doente por causa das dores menstruais. Os homens não têm noção mas há mulheres com problemas menstruais bem agravantes. Eu tenho uma tia que até ia ao hospital só por causa da menstruação. Eu já tive dois dias acamada porque era mesmo insuportável
Depois queixam-se da desigualdade salarial…
Um tiro nos pés aos direitos das mulheres. Com menos 3 dias de trabalho por mês em comparação com um homem, a disparidade salarial entre géneros corre risco de se manter ou até aumentar. Ou até mesmo a empregabilidade, se bem que no actual quadro de falta de mão-de-obra isso não iria ter tanto impacto.
Visto que a menstruação afecta de forma diferente diferentes mulheres, não seria melhor o uso de um certificado médico para os casos que o justificassem?
Era uma medida bem justa para quem sofre tanto com isso.
Esta proposta estende-se também aos homens, certo?
É que, caso não seja, trata-se de um claro desrespeito pela igualdade de género!
Andamos a fazer avanços gigantescos, a adicionar emojis de homens grávidos, e afinal parece que nada muda…
Era desta que não nos queriam a trabalhar
A ideia tem alguma lógica mas parece-me daquelas coisas bem intencionadas que no mercado laboral português ia trazer mais problemas que soluções.
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Assim é que os patroes tugas deixavam de contratar mulheres
Não me parece mal dentro dos termos que estão na noticia.
Por mim, desse que isso não seja mais burocracia para o médico resolver, tudo bem (já estou a ver os médicos de família a terem de preencher um qualquer relatório para as tuas as mulheres da lista).
Com a maioria dos patrões presos no século passado acho que até iam evitar contratar mulheres só para não lhes dar esses 3 dias.
Na teoria seria ótimo. Na prática, em muitos locais as mulheres passariam a nem sequer ser consideradas para o trabalho.
Epá, concordo mas diria que é uma medida perigosa porque pode levar a esquemas em que as pessoas pedem baixa mesmo quando as dores não comprometem a sua mobilidade. Sou gaja e tenho período todos os meses mas são raras as vezes que fico acamada ou a sentir-me doente por causa das dores menstruais. Os homens não têm noção mas há mulheres com problemas menstruais bem agravantes. Eu tenho uma tia que até ia ao hospital só por causa da menstruação. Eu já tive dois dias acamada porque era mesmo insuportável
Depois queixam-se da desigualdade salarial…
Um tiro nos pés aos direitos das mulheres. Com menos 3 dias de trabalho por mês em comparação com um homem, a disparidade salarial entre géneros corre risco de se manter ou até aumentar. Ou até mesmo a empregabilidade, se bem que no actual quadro de falta de mão-de-obra isso não iria ter tanto impacto.
Visto que a menstruação afecta de forma diferente diferentes mulheres, não seria melhor o uso de um certificado médico para os casos que o justificassem?
Era uma medida bem justa para quem sofre tanto com isso.
Esta proposta estende-se também aos homens, certo?
É que, caso não seja, trata-se de um claro desrespeito pela igualdade de género!
Andamos a fazer avanços gigantescos, a adicionar emojis de homens grávidos, e afinal parece que nada muda…
Era desta que não nos queriam a trabalhar
A ideia tem alguma lógica mas parece-me daquelas coisas bem intencionadas que no mercado laboral português ia trazer mais problemas que soluções.