Mais de 1,6 milhões de portugueses são pobres e vivem com menos de 540 euros por mês

15 comments
  1. De acordo com a Pordata, comparando o ano de 1974 com o ano de 2020, e descontando o efeito da inflação, as pessoas que recebem o salário mínimo nacional (SMN) recebem hoje mais 138,70 euros do que em 74, tendo em conta que nesse ano o SMN seria de 582,60 euros e em 2020 de 721,30 euros

    Já os beneficiários das pensões mínimas de velhice e invalidez do regime geral da Segurança Social recebem praticamente o mesmo, com um aumento de sete euros no valor das pensões.

    Com o mesmo cálculo, a Pordata aponta para uma pensão mínima de velhice e invalidez de 260,70 euros em 1974, enquanto em 2020 esse subsídio aumentou para 268 euros

  2. É um ciclo.

    Pobreza = menos literacia financeira, menos informação, mais ingenuidade, menos sensibilização e espírito crítico = votar esquerda = pobreza = … e sempre assim.

    Como está as sondagens? PS já bate nos 70%?

  3. Como diz o Marcelo: “Somos os melhores dos melhores do mundo”.
    Claramente isto tem de ser atribuído a Passos Coelho e à malvada troika, onde já se viu uma coisa desta. O governo PS e os amigos extremistas ideológicos tudo fazem e farão para combater isto.

    EDIT: se isto fosse partilhado pelo Instituto +Liberdado já era cherry picking, desinformação e teríamos aqui o exército jotinha a defender o seu (Des)Governo.

  4. “O risco de pobreza diminui à medida que a escolaridade aumenta, tanto que em Portugal esse risco atinge os 23,1% entre as pessoas com escolaridade entre o pré-escolar e o ensino básico, baixando depois para 11,8% entre quem completou o ensino secundário ou pós-secundário e caindo para 5,1% nas pessoas com o ensino universitário.”

    Sem um investimento sério na Educação não há como reverter esta tendência, a meu ver.

    Se se investir na educação, poupa-se na Saúde, só para começar.
    Formam-se melhores trabalhadores ( e melhores patrões), a produtividade aumenta. As empresas crescem e geram mais empregos, o que se traduz num menor esforço da Segurança Social.

    As pessoas consomem mais conscientemente, idealmente preferindo artigos cujo impacto ambiental de produção e distribuição seja menor.

    Enfim… Mais guito para a TAP.
    Renovem-se as frotas de carros dos deputados.

    E não se esqueçam!…
    Precisamos de mais submarinos.

    Votem.

  5. O governo põe a mão em tudo, salário, subsídio de férias, subsídio de natal, trabalhar para sustentarmos a nossa família, e os corruptos do governo! Tenho um conhecido que trabalha todos os dias de semana + 4 domingos o ordenado é de 750€ com todos os descontos feitos.
    Ele fica revoltado porque tem 4 filhos e a percentagem de descontos é a mesma que de uma pessoa solteira.

  6. > De acordo com a Pordata (base de dados desenvolvida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos), que revela estes dados no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, em 2019, **16,2% da população residente era considerada pobre**, ou seja, mais de 1,6 milhões de pessoas vivem com rendimentos inferior ao limiar de risco de pobreza (após todas as transferências sociais). “**Ainda assim, este é o valor mais baixo desde 2000**.

  7. > Segundo uma análise feita pela Pordata, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), quando se assinala o Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza, em 2020, 9,5% da população empregada em Portugal era considerada pobre, ou seja, vivia com rendimentos inferiores ao limiar da pobreza, que, nesse ano, situava-se nos 540 euros mensais.

    > Uma situação em que Portugal **só é ultrapassado** pela **Roménia** (14,9%), **Espanha** (11,8%), **Alemanha** (10,6%), **Estónia** (10%), **Grécia** (9,9%), **Polónia** (9,6%) e **Bulgária** (9,6%), sendo que em alguns países europeus, no caso a Finlândia e a Bélgica, o risco de pobreza não chega a atingir 5% da população empregada.

    Espanha e Alemanha também neste grupo?

    Isto é preocupante.

    Todos temos como prioridade máxima o melhoramento das nossas condições de vida individuais, ou quanto muito estendemos esse esforço de melhoramento à nossa família.

    Isso é completamente compreensível e até diria que é natural no ser humano individual. Parece-me é que esta estratégia não é suficiente para acomodar o bem estar de todos: pelos vistos, 10% a 11% ficam de fora…

    Acho que as entidades que formamos e elegemos como seres humanos ‘civilizados’ – p.e., governos locais, de um país, União Europeia, etc. – têm de começar a incutir comportamentos na sociedade para resolver isto e evitar que o problema se agrave.

    Infelizmente não estou a ver como fazer isto sem mais impostos, i.e. sem baixar o nível de vida daqueles que já se encontram acima do limiar de pobreza…

  8. Só sou eu que acho a definição do risco de pobreza bizarra? É que pelo que encontrei na net, corresponde a 60% do rendimento mediano, o que pode significar uma vida confortável no Luxemburgo, enquanto que na Venezuela ter um rendimento acima da mediana pode significar morrer à fome na mesma… Fui eu que entendi mal ou é mesmo assim?

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