A habitação é o maior desafio que os jovens enfrentam, dizem os deputados sub-30 de Lisboa

21 comments
  1. De lembrar que o antigo governo em vez de criar mais habitação aprovou uma medida que tornou a habitação social inviável para os fundos, sem ter um plano sequer ou alternativas, atirando várias famílias para a rua…

    ​

    Claro depois tivemos a malta do BE a dizer que a culpa é dos privados

  2. Deputados sub-30 a fazerem-se à habitação social da câmara de lisboa….

    As casas a preços a acessiveis da epul já estão todas ocupadas pelos amigos dos governos anteriores…azar

  3. 100% de acordo. Até para quem ganha acima da média conseguir alugar um apartamento nessa cidade é um desafio tremendo quando mais pensar em comprar.

  4. Quando se usa a palavra “desafio”, dilui-se todo o cocó que foi feito para que assim fosse.

    Participar nos jogos olímpicos é e deve ser um desafio.

    Ter acesso a algo tao básico quanto a habitação quando se trabalha 160 ou mais horas por mês nunca devia ser um desafio. Devia ser um dado adquirido.

    As gerações anteriores tiveram direito a isso e muito mais, com bem menos estudos e a fazer trabalhos menos especializados.

    Mas por causa da ganância das gerações de outrora, mau aproveitamento das casas já construídas, especulação com pouquíssimos limites, vistos gold emitidos à grande e à francesa (e chinesa, russa e por aí adiante), é-nos dito que isto é um desafio.

    O “desafio” era pegarem numa merda que deveria ser um dado adquirido para 1-2 trabalhadores a tempo inteiro e transformá-lo num luxo para estatuto ou numa armadilha de pobreza para os inquilinos que se matam a trabalhar. Isso é que exigiu toda uma série de acções extraordinárias, desconsideração pelos não dotados de riqueza em abundância, desinteresse político sistémico em fornecer melhor habitação social (e interesse das câmaras em meter mais ao bolso).

    Isso foi o desafio no Taskmaster da parvoíce. Jogou-se um jogo parvo cujo prémio é igualmente parvo: o acesso à habitação é agora um quase-luxo reservado para uns quantos, por compadrio, sorte ou em muito poucos casos por real esforço herculeano do adquirente da casa.
    E se isto continuar assim, as classes mais baixas/médias não terão mesmo habitação.

    Se assim for, como é que as gravatas terão escravos que as engordem?

    Se nem o mínimo, ou um tecto sobre a cabeça, se consegue pagar após 160 h de trabalho mensal, vale sequer a pena trabalhar? Para viver na miséria a contar trocos? Para trocar (quase) todo o tempo disponível no mês por duas palmadas nas costas e um salário emocional para tentar pagar a renda dum estúdio em Tondela não em dinheiro, mas sim com beijinhos e abraços?

    Ou a malta começa a bater o pé e a democracia passa a ser realmente representativa (fruto da não passividade do povo, já agora), ou não auguro bom resultado.

  5. Também, quem teve a brilhante ideia de pôr deputados a viver num parque de diversões?

    Genius

  6. Calculo. Infelizmente, não são só os jovens. A habitação em várias cidades do país e especialmente em Lisboa começa a ser um flagelo.

  7. geração dos nossos pais: “um ordenado minimo dá para comprar um T3 numa zona com bons acessos e serviços”

    a nossa geração: “ambos temos uma profissão especializada, mas se queremos um T0 a cair de podre no meio do ghetto, um de nós vai ter de vender um rim”

    Acredito que tenha de existir um “desafio” na aquisição de casa, mas quando o desafio se torna tão grande que apenas uma pequena minoria tem acesso a algo basico, então algo de muito errado se está a passar!

  8. Gosto muito destes posts, reclamam da vida só porque sim, ai a vida está cara… no tempo os meus pais era tudo mais fácil….

    Na maioria dos casos, os nossos pais saíram de casa casados, sendo que em alguns casos a mulher não trabalhava, muitos outras trabalhavam e contribuíam para o rendimento familiar.

    O que temos hoje? Malta que não se querem casar, juntar, bom bom é fazer o que nos dá na gana, gastar dinheiro em férias pelo mundo, ter sempre o gadget mais recente, tudo o resto não interessa.

    Vamos usar a cidade aqui mencionada Tondela, fiz uma pesquisa rápida e facilmente encontrei vários imóveis habitáveis de imediato) abaixo de 100€, mas como hoje em dia os meninos são todos queques, vou apontar para 1 apartamento T1 pelo valor de 115.000€.

    A entrada têm de a ter 11.500€, peçam à família, fazem um crédito à parte, façam como eu, fui poupando até ter o valor para a entrada.

    Assim para um empréstimo de de 103.500€ a pagar a 40 anos o custo mensal é de 300€ (já a contar com os seguros). Passe para o autocarro 40€, em Tondela pode ser mais. Água+Luz+Gaz+telecomunicações 120€. Sobram 240€ para alimentação.

    Se se deixarem de coisas e partilharem o espaço, têm o dobro do rendimentos disponível, algumas despesas aumentam mas ainda conseguem realizar um crédito para 1 carro.

    Nos distritos do Porto e Lisboa a vida a 1 é praticamente impossível tendo por base o salário mínimo (valor que utilizei como referência de ordenado)

  9. Se aumentassem os incentivos para novas construção para serem vendidas como primeira habitação a cidadãos portugueses, o problema ia-se atenuando.

    Mas não há uma vontade real de resolver este problema e permitir que os preços no imobiliário deixem de subir tanto porque isto é bom negócio ara o estado.

    E viu-se nas últimas eleições que o aumento do preço da habitação não interessa nem preocupa em nad o eleitor.

  10. Um aparte: será a autora deste artigo, Ana Bacelar Begonha, familiar da deputada do PS Maria Bacelar Begonha? Se forem irmãs ou assim a coisa pode dar num António Costa e Ricardo Costa.

Leave a Reply