Rosário Palma Ramalho defende que o modelo de aprovação e apresentação do novo plano laboral aos parceiros sociais foi feito de forma a permitir aproximações das partes da negociação.
“Difícil não fazer leitura política da greve”
Nova legislação a olhar para os jovens
Questionada sobre a implementação de uma instabilidade laboral entre os mais jovens a entrar no mercado de trabalho, a ministra do Trabalho acredita que as mudanças previstas para os contratos a termo foram criadas a pensar na sua situação.
Atualmente, um trabalhador jovem com contrato sem termo e “teoricamente mais estável” pode ter o contrato cessado sem direito a uma compensação ao fim de cinco meses e 29 dias, apontou a governante, para considerar que esta “é uma solução mais precária do que um contrato a termo”.
A proposta prevê que estes contratos passem a ter uma duração mínima de um ano e que “possam ser renovados até três vezes”, lembrou.
Sobre os despedimentos ilegais e que deixam de contemplar a reintegração nas empresas, a ministra diz que já hoje os empregadores podem opor-se a aceitar o trabalhador. Isso implica que, se o trabalhador não for reintegrado terá direito a uma indemnização mais alta, sendo “a decisão sempre do tribunal”
“O regime já existe e era só aplicável a micro-empresas e chamados trabalhadores de chefia e nós consideramos que faz sentido o mesmo sentido para pequenas e médias empresas [PME]”, sublinhou.