Estava a ler esta série de artigos sobre ódio e racismo no futebol e deparei-me com este segmento no texto do Fábio Martins:
>Por incrível que pareça, e já passei por vários clubes, o único clube onde me aconteceu ficar mais afetado foi em Paços. Até hoje não sei muito bem porquê. Pronto, as pessoas não gostavam de mim por algum motivo, não sei, então era constantemente insultado, ameaçado. Os meus familiares chegaram ao ponto de não poderem ir ver os jogos e de não quererem ir, porque se sentiam constantemente ameaçados, e não só do ponto de vista verbal, sentiam que a qualquer momento poderiam acontecer agressões físicas
Não encontrei nada acerca disto mas fiquei curioso, alguém de Paços tenha ideia se isto era algo normal com os jogadores ou se havia algo específico contra ele?
Epa também vão logo escolher o Fábio Martins para isto? O homem só se sabe vitimizar “Ai e tal, sou tão bom e os três grandes não me ligam nenhuma, vou ser obrigado a ir ganhar uns milhões para as Arábias, estou muito triste”
Fui repórter esportivo por muitos anos no Brasil. Torcedores em geral – em especial as torcidas organizadas – não têm qualquer consideração pelos atletas. Imagino que em Portugal isso seja melhor, mas são os piores xingamentos possíveis.
Vaiar no estádio acho algo perfeitamente normal, mas esquecem que estão falando com uma pessoa. Um profissional que está tentando fazer o melhor trabalho possível (e quem trabalha com o corpo e em esportes de alto rendimento sabe como isso é desafiador para caralho) e é tratado como um bandido, um vagabundo. Isso realmente abala mentalmente qualquer um.
São ossos do ofício.
Pior ainda são os árbitros.
Desde que não se parta para violência física.
Ainda este fim de semana falei com familiares meus acerca da hostilidade que há nos inter freguesias do meu concelho e o adjacente (Vila do Conde e Póvoa de Varzim).
Aquilo são batalhas com uma bola pelo meio. Alastra para as bancadas.
E sim, são escapes. Há quem goste legitimamente de andar à porrada.
Pensam que recebem balurdios, metem ao bolso e depois reformam-se aos 35.
Há certas quantias de dinheiro, que pra mim, justificavam ser insultado uma vez por semana num estádio cheio de camponeses.
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Estava a ler esta série de artigos sobre ódio e racismo no futebol e deparei-me com este segmento no texto do Fábio Martins:
>Por incrível que pareça, e já passei por vários clubes, o único clube onde me aconteceu ficar mais afetado foi em Paços. Até hoje não sei muito bem porquê. Pronto, as pessoas não gostavam de mim por algum motivo, não sei, então era constantemente insultado, ameaçado. Os meus familiares chegaram ao ponto de não poderem ir ver os jogos e de não quererem ir, porque se sentiam constantemente ameaçados, e não só do ponto de vista verbal, sentiam que a qualquer momento poderiam acontecer agressões físicas
Não encontrei nada acerca disto mas fiquei curioso, alguém de Paços tenha ideia se isto era algo normal com os jogadores ou se havia algo específico contra ele?
Epa também vão logo escolher o Fábio Martins para isto? O homem só se sabe vitimizar “Ai e tal, sou tão bom e os três grandes não me ligam nenhuma, vou ser obrigado a ir ganhar uns milhões para as Arábias, estou muito triste”
Fui repórter esportivo por muitos anos no Brasil. Torcedores em geral – em especial as torcidas organizadas – não têm qualquer consideração pelos atletas. Imagino que em Portugal isso seja melhor, mas são os piores xingamentos possíveis.
Vaiar no estádio acho algo perfeitamente normal, mas esquecem que estão falando com uma pessoa. Um profissional que está tentando fazer o melhor trabalho possível (e quem trabalha com o corpo e em esportes de alto rendimento sabe como isso é desafiador para caralho) e é tratado como um bandido, um vagabundo. Isso realmente abala mentalmente qualquer um.
São ossos do ofício.
Pior ainda são os árbitros.
Desde que não se parta para violência física.
Ainda este fim de semana falei com familiares meus acerca da hostilidade que há nos inter freguesias do meu concelho e o adjacente (Vila do Conde e Póvoa de Varzim).
Aquilo são batalhas com uma bola pelo meio. Alastra para as bancadas.
E sim, são escapes. Há quem goste legitimamente de andar à porrada.
Pensam que recebem balurdios, metem ao bolso e depois reformam-se aos 35.
Há certas quantias de dinheiro, que pra mim, justificavam ser insultado uma vez por semana num estádio cheio de camponeses.