89% das construtoras não conseguem preencher vagas para as obras

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  1. > Com todas estas dificuldades no recrutamento, Hugo Santos Ferreira não tem dúvidas que “o PRR vem prejudicar a colocação de habitação no mercado”. Como descreve, “na última década praticamente não tivemos obra pública, toda a capacidade laboral esteve alocada aos privados. Agora, terá de ser dividida”. Na sua opinião, os PRR europeus ainda vão aumentar as dificuldades. “Com os salários que a construção paga nesses países, os poucos trabalhadores que ainda temos não vão ficar cá, o que tornará a mão-de-obra ainda mais escassa e cara”. Hugo Santos Ferreira fala mesmo num contrassenso: “Um programa a que dão o nome de recuperação e resiliência do país e do tecido empresarial vai acabar por tornar o setor da construção e imobiliário ainda menos resiliente”.

  2. Uma vergonha. Andam agora os países a investir e a pagar melhores ordenados que em Portugal?

    Vergonhoso. Quer dizer, então um carpinteiro não fica bem com 720€ mensais, pela lei deve ser mais 15€ que o que o seu ajudante recebe. Não lhe chega?

    Ainda bem que, como dita a lei do mercado, se está a aumentar os ordenados, aí, a importar pessoas de outros países.

    Preciso deixar o S ou não vale a pena?

  3. Foda-se ando a ficar tão, mas tão saturado da choradeira dos patrões, que é ridículo.

    Um jornalista que ficasse encarregue de escrever isto devia perguntar logo uma coisa à cabeça: “todos os seus trabalhadores têm contrato? Mostre-me contratos assinados e as suas condições, só assim será entrevistado”. 90% destas “notícias” desapareceriam.

  4. Nunca nenhum jornalista fala sobre salários, entrevista um trabalhador ou pede informações ao sindicato!

    São sempre notícias por encomenda das associações patronais!

  5. Recebem salário mínimo na folha e o resto por fora, cada vez que têm um acidente de trabalho passam fome e voltam ao trabalho antes do que é supost, numa profissão onde reina os acidentes de trabalho por falta de condições. E não vale a pena dizer que deviam recusar e procurar outra quando todas operam assim, por isso melhor é mudar de profissão

  6. Pelo que sei pagam 30€ “por dia” a um servente de pedreiro, 35€ rara a excepção, pagam 40€ a um pedreiro, 45€ rara a excepção, onde no fundo as pessoas mais tarde sofrem no corpo para aquilo que recebem, tenho um primo que trabalhou como servente de pedreiro desde os 16 anos dava material a 2 e 3 pedreiros todos os dias e hoje com 30 e tal anos sofre sempre de dores nas costas, não tinha qualquer tipo de contrato, durante os 5 anos que lá andou sem nunca lhe darem oportunidade do que sabia fazer como pedreiro, infelizmente teve que se sujeitar todos aqueles anos porque não tinha estudos e tinha família para criar, felizmente emigrou hoje é pedreiro faz muito menos do que fazia como servente, e o principal tem contrato e recebe quase 4 vezes mais.

  7. “Com os salários que a construção paga nesses países, os poucos trabalhadores que ainda temos não vão ficar cá, o que tornará a mão-de-obra ainda mais escassa e cara”.

    Hahahaha até eles sabem o problema, mas o melhor é chorar, porque em Portugal chorar e mamar dá bonus no curriculum

  8. Malta que está a tirar comunicação. Querem fazer um trabalho? Juntem um grupo e vão entrevistar pessoas reais com as perguntas que realmente devem ser feitas.

  9. Existe problemas de carga fiscal alta em Portugal? Existe claro, existe falta de mão de obra para as obras? Existe claro, então que façam como é suposto fazer, se aumenta o valor pago aos trabalhadores esse valor vai ter de se refletir em algum lado -> resumindo, aumenta o valor da construção e paga quem poder pagar.. depois não venham é para aqui chorar que as casas estão mais caras whiskas saquetas bekas bekas

  10. Imagino como ficará o custo da habitação por cá se se tiver pagar salários europeus aos trabalhadores da construção civil.

    Os nossos ordenados simplesmente não são suficientes para pagar custos de habitação ainda mais elevados do que já está. E as taxas de juros do BCE ainda não aumentaram.

    Isto definitivamente vai acabar mal para os portugueses.
    Portugal é um bom pais para quem não precisa dele para viver.

  11. A solução é fácil, aumentar os salários e melhorar as condições de formação e de trabalho. Incluindo por exemplo, seguro de saúde.

  12. Mas esta merda é notícia? Propaganda das entidades patronais “mimimi não querem trabalhar”, nunca ouvindo os supostos acusados?

  13. Oh n˜ao, as condições salariais não são competitivas! O que diabo podem fazer as entidades patronais nesta situação inevitável? A tragédia! /s

  14. Alguns imigraram mas muitos não saíram e outros chegaram de outras nacionalidades. O que efectivamente mudou muito é o sector da pequena renovação acompanhando o boom imobiliário.

    Deve haver poucos prédios nas principais cidades do pais que não tenham tido uma ou mais renovação em algum andar. São equipas pequenas e fazem muito mais dinheiro que trabalhar nas obras a tempo inteiro

  15. Ao menos lá indicaram baixos salários como a primeira razão do pessoal estar a mandar o manguito aos patrões…

    Talvez haja esperança.

  16. Parece que chegaram ao fim da fila do “se tu não queres, amanhã tenho aqui uma fila de 50 gajos que querem”.

  17. O título está incompleto, faltou:

    89% das construtoras não conseguem preencher vagas para as obras, pagando salário mínimo.

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