> Os cinco restaurantes detidos pelo grupo encerraram durante o mês de Maio, mas antes de ser decretada insolvência. Quem o diz é o sindicato, que acusa a entidade patronal de cometer “crime punível com dois anos de prisão”.
> O Grupo Tropical Burguer abriu insolvência durante o mês de Maio, só que não terá avisado os funcionários antes de que iria fechar as portas dos cinco estabelecimentos que detinha no Porto há várias décadas. No total, trabalhavam 73 pessoas nos quatro snack-bares com o mesmo nome da cadeia e no mítico café Luso – parte do mesmo grupo – que agora encerraram. O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte considera o processo ilegal e vai apresentar queixa “junto das autoridades competentes”. De acordo com a mesma fonte, os membros da equipa, agora desempregados, ainda não receberam o ordenado do mês de Abril.
> “A empresa deveria ter esperado por sentença do tribunal para poder abrir insolvência. Só depois poderia encerrar”, diz ao PÚBLICO Francisco Figueiredo, do sindicato. O responsável pela entidade defensora dos trabalhadores afirma não terem sido cumpridos “os formalismos e os procedimentos legais”. Logo à partida, sublinha, dever-se-ia ter iniciado “um processo de despedimento colectivo”.
> Mas, de acordo com o dirigente sindical, esta circunstância não terá acontecido. E, por isso, agora há mais de sete dezenas de ex-funcionários “sem salário e sem qualquer protecção social”. Pela forma como o encerramento dos estabelecimentos foi conduzido, diz ainda que, à luz do artigo 316.º do Código do Trabalho, a gerência terá cometido um “crime” e poderá enfrentar um processo judicial com “pena punível até dois anos de prisão”.
> Francisco Figueiredo confirma que, neste momento, já foi decretada insolvência. Mas, diz faltar garantir aos funcionários despedidos a protecção social a que têm direito. No sentido de assegurar essa protecção, nesta quinta-feira à tarde, os trabalhadores passarão na sede da empresa para levantarem os documentos necessários para conseguirem ter acesso ao subsídio de desemprego. O sindicato irá também reunir com os funcionários para averiguar se existem mais ordenados em atraso, além do mês de Abril.
> Na semana passada, numa reunião na delegação do Porto do Ministério do Trabalho, com o sindicato dos trabalhadores e o Grupo Tropical Burguer, a cadeia que abriu insolvência terá alegado que o motivo para o encerramento dos estabelecimentos deve-se a um passivo de 1,6 milhões de euros, a um desentendimento entre os sócios e a uma recusa de financiamento bancário.
Insolvência feita com uma perna às costas
Não estava nada à espera de que um grupo empresarial que se gabava de ignorar a legislação laboral, efetivamente ignorava a legislação laboral.
Empresa trafulha a fechar.. Só tenho pena dos 70 que vão para o desemprego nesta altura.
Procura-se patrão com vontade de pagar!
*surprised_pikachu.jpg*
A mesma empresa que considerava ir tomar a vacina do COVID uma falta de empenho dos trabalhadores? Estou chocado.
Patroes – restauração – incumpriemnto e ilegalidade.
Não existe um bingo mais certo neste pais.
Ainda por cima o espaço estava sempre cheio de turistas. É preciso ser-se muito burro para perder dinheiro num espaço assim
Outra vez arroz?
o liberalismo faz falta /s
Classe…
Que merda total de empresa…
Da série, patrões que mereciam levar nos cornos.
Classe.
O artigo não menciona que uma das casas, não sei se ainda pertencia ao grupo, já funciona com outro nome
Como podem ver, faz sentido os trabalhadores receberem apenas uma pequena parte do lucro que o seu trabalho gera, pois não ficam com risco nenhum no caso de as coisas correrem mal. Aqui por exemplo os trabalhadores estão no bem bom e os donos estão fodidos e na miséria extrema.
Ah espera, é ao contrário? Quem diria que mais uma justificação do capitalismo cai por terra no primeiro confronto com a realidade.
19 comments
> Os cinco restaurantes detidos pelo grupo encerraram durante o mês de Maio, mas antes de ser decretada insolvência. Quem o diz é o sindicato, que acusa a entidade patronal de cometer “crime punível com dois anos de prisão”.
> O Grupo Tropical Burguer abriu insolvência durante o mês de Maio, só que não terá avisado os funcionários antes de que iria fechar as portas dos cinco estabelecimentos que detinha no Porto há várias décadas. No total, trabalhavam 73 pessoas nos quatro snack-bares com o mesmo nome da cadeia e no mítico café Luso – parte do mesmo grupo – que agora encerraram. O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte considera o processo ilegal e vai apresentar queixa “junto das autoridades competentes”. De acordo com a mesma fonte, os membros da equipa, agora desempregados, ainda não receberam o ordenado do mês de Abril.
> “A empresa deveria ter esperado por sentença do tribunal para poder abrir insolvência. Só depois poderia encerrar”, diz ao PÚBLICO Francisco Figueiredo, do sindicato. O responsável pela entidade defensora dos trabalhadores afirma não terem sido cumpridos “os formalismos e os procedimentos legais”. Logo à partida, sublinha, dever-se-ia ter iniciado “um processo de despedimento colectivo”.
> Mas, de acordo com o dirigente sindical, esta circunstância não terá acontecido. E, por isso, agora há mais de sete dezenas de ex-funcionários “sem salário e sem qualquer protecção social”. Pela forma como o encerramento dos estabelecimentos foi conduzido, diz ainda que, à luz do artigo 316.º do Código do Trabalho, a gerência terá cometido um “crime” e poderá enfrentar um processo judicial com “pena punível até dois anos de prisão”.
> Francisco Figueiredo confirma que, neste momento, já foi decretada insolvência. Mas, diz faltar garantir aos funcionários despedidos a protecção social a que têm direito. No sentido de assegurar essa protecção, nesta quinta-feira à tarde, os trabalhadores passarão na sede da empresa para levantarem os documentos necessários para conseguirem ter acesso ao subsídio de desemprego. O sindicato irá também reunir com os funcionários para averiguar se existem mais ordenados em atraso, além do mês de Abril.
> Na semana passada, numa reunião na delegação do Porto do Ministério do Trabalho, com o sindicato dos trabalhadores e o Grupo Tropical Burguer, a cadeia que abriu insolvência terá alegado que o motivo para o encerramento dos estabelecimentos deve-se a um passivo de 1,6 milhões de euros, a um desentendimento entre os sócios e a uma recusa de financiamento bancário.
Insolvência feita com uma perna às costas
Não estava nada à espera de que um grupo empresarial que se gabava de ignorar a legislação laboral, efetivamente ignorava a legislação laboral.
Empresa trafulha a fechar.. Só tenho pena dos 70 que vão para o desemprego nesta altura.
Procura-se patrão com vontade de pagar!
*surprised_pikachu.jpg*
A mesma empresa que considerava ir tomar a vacina do COVID uma falta de empenho dos trabalhadores? Estou chocado.
Patroes – restauração – incumpriemnto e ilegalidade.
Não existe um bingo mais certo neste pais.
Ainda por cima o espaço estava sempre cheio de turistas. É preciso ser-se muito burro para perder dinheiro num espaço assim
Outra vez arroz?
o liberalismo faz falta /s
Classe…
Que merda total de empresa…
Da série, patrões que mereciam levar nos cornos.
Classe.
O artigo não menciona que uma das casas, não sei se ainda pertencia ao grupo, já funciona com outro nome
Como podem ver, faz sentido os trabalhadores receberem apenas uma pequena parte do lucro que o seu trabalho gera, pois não ficam com risco nenhum no caso de as coisas correrem mal. Aqui por exemplo os trabalhadores estão no bem bom e os donos estão fodidos e na miséria extrema.
Ah espera, é ao contrário? Quem diria que mais uma justificação do capitalismo cai por terra no primeiro confronto com a realidade.
Que choque /s
Então mas…. E…… ????
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