A situação insere-se num contexto de encerramentos, insolvências e cortes laborais que estão a afetar diversas empresas do têxtil e do calçado no Norte do país. Entre os casos destacados está o da Polopiqué, que recebeu 8,2 milhões de euros através dos programas PT2020 e PT2030 e iniciou uma reestruturação que prevê o despedimento de 274 trabalhadores, numa operação que inclui o encerramento de duas unidades de confeção e tecelagem.

Além da Polopiqué, também a Siemens Gamesa decidiu avançar com cortes significativos. No início do ano, anunciou o despedimento de 222 trabalhadores na fábrica de Vagos, após ter recebido 5,2 milhões de euros em incentivos ao abrigo do programa Compete

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7 comments
  1. Nestes casos não fiz as contas mas quando andamos a gastar o nosso dinheiro na TAP o que deram para a “salvar” dava para pagar uns bons tempos de ordenados aos trabalhadores. 
    Há abusos no RSI e isso gera contestação social mas quando há abusos de milhões parece estar tudo bem

  2. Mas o problema não era a malta do RSI e a legislação laboral ? 

    Aqui, como com os imigrantes ilegais, nunca os senhores gestores são responsabilizados.

    Quantos e quantos vivem de calote em calote. 

    Sacam o máximo ao estado, aos fornecedores e aos trabalhadores encerram a empresa e abrem outra ao lado.

    Parvos somos nós que sustentamos isto.

  3. Ora bem, é deixar passar a nova reforma laboral e vão mais uns milhares para a rua

  4. Anda o estado e a UE a financiar empresas ao que parece sem contrapartidas. Se as empresas precisam de subsídios para se modernizarem e sobreviver eu pergunto-me que gestão anda a ser feita. Depois vêm com aquela ladainha “os chineses subsidiam as indústrias” (o que não é mentira) quando nós fazemos o mesmo

  5. O financiamento pode levar tmb aos despedimentos diretamente, se for investimentos em automação

    Mas no caso do textil, está em completa crise e não há fundes que o salve. É uma industria de baixo valor acrescentado que só sobrevive aqueles que fazem roupa para as marcas que valorizam a qualidade.

  6. Isto vai levar downvotes à pazada dada a ideologia que reina no reddit mas enfim, vou tentar explicar como a lei laboral pode ajudar a solucionar problemas como este.. Se conseguir elucidar 1 pessoa que seja, dou-me por satisfeito.

    Ora bem, o que acontece de momento, é que empresas com muitos funcionários, quando precisam de reduzir capacidade por falta de encomendas, não o podem fazer de forma flexível e despedir, por exemplo 100 pessoas, então são obrigadas a recorrer a despedimento colectivo e despedir 200 em vez de 100. Isto pode explicar os casos do calçado e têxtil.

    Em relação à Siemens, a mesma está a reduzir capacidade num sector em queda, e a aumentar noutro. E mais uma vez, é mais fácil para a Siemens despedir 200 do que se calhar apenas 100.

    Mas mais importante, é preciso perceber que empresas como a Siemens, que funcionam em múltiplos sectores, precisam de ser elásticas. Quando está em perda neste caso no sector dos Renováveis, reduz efectivos nesse sector, mas a Siemens está a contratar para outros sectores.

    E isto é outra das razões pelas quais é preciso a flexibilidade. Porque ao contrário do que muitos tontos por aqui pensam, as empresas fazem sim reestruturações como resposta ao mercado.

    A Siemens não pode manter pessoas a mais num sector e simplesmente assumir prejuízos mas também não os pode transferir, porque não se pega num Engenheiro Eletrotécnico com especialidade em renováveis e atira-se o gajo para funções de developer em JAVA.

    É preciso despedir um e contratar o outro.

    Mais, para quem gosta de dizer também que estas empresas gostam de Portugal por sermos baratos, deixem de ser tolos. A Siemens e muitas outras em Portugal contratam através de consultoras a pagar mais caro precisamente por medo de em tempos de necessidade, não poderem reduzir efectivos. Eles vão onde há capital humano de valor.

  7. Ainda bem que o BE está a exintinguir-se para acabar com a pouca-vergonha de questionar as multinacionais! /s

    Então e os imigrantes, o RSI, os gays e as mulheres que podem votar? /s

    Se calhar o investimento publico devia garantir que o alvo desse investimento era público também, ou pelo menos parcialmente. Como acontece com o investimento privado, quem investe fica com parte do empreendimento. Mas isto é provavelmente de esquerda radical para este sub.

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