Porque o debate em torno da transexualidade se resume a um problema de linguagem

by yhdred

28 comments
  1. sim resume-se: há a identidade privada e subjectiva, e a publica e objectiva. é papelo do indíviduo gerir a primeira no espaço da segunda, não da sociedade.

  2. Questão genuina: isto são coisas medicas da ciencia ou coisas estudadas em estudo de género e afins? Grande parte disto estudei na faculdade de letras, mas nunca vi nenhum médico ou cientista na televisão a falar sobre isto.

  3. Pior é que eu não posso expressar a minha opinião sobre a matéria, sou logo suspenso ou cancelado, pelos amigos dos idealistas.

  4. Mas não resume. Ou pelo menos deveria, mas não é o que acontece. Quando dizemos que uma mulher trans é uma mulher de verdade não estamos só a usar linguagem, estamos a transformá-la.

  5. Sejam felizes , fiquem com o adulto que vos aceite , façam o que quiserem dentro da legalidade e do consentimento.

    Mas deixem os espaços femininos para as mulheres , deixem os desportos para as mulheres , deixem as prisões para as mulheres , …

    Fez-se a segregação por sexos em muitos espaços por alguns motivos. Há que não esquecê-los.

  6. Não se resume a uma questão de linguagem. Resume-se a uma discórdia profunda sobre a existência ou validade do conceito de identidade de género, e de discórdia sobre se o sexo biológico pode ser mudado ou não. A linguagem é uma forma de comunicar esta discórdia, que é política e filosófica.

  7. A minha opinião em relação a isto permanece a mesma.

    Não quero saber. Cada um com a sua panca. Eu gosto de jogos, de metal, de cerveja, etc, sou livre para o fazer, estou-me a cagar para o que pensam.

    Neste país as pessoas são livres de fazer o que bem entendem portanto façam o mesmo.

    Sejam, façam e caguem no resto e na opinião alheia.

    **E quanto aos alheios, metam-se na vossa vida e parem de ver o que é que o vizinho gosta de comer só porque não comem nada.**

    Edit: Desculpem, esta última foi um bocado buja, mas não vou apagar, até meto em negrito.

  8. Sejam felizes!

    Encontrem alguém que vos respeite e vos faça feliz

    Não prejudiquem terceiros

    De resto é-me indiferente o sexo, gênero, a identificação

  9. Em teoria é tudo muito simples mas depois na prática as coisas tornam-se bastante complicadas.

    Um exemplo concreto que aconteceu há relativamente pouco tempo…

    O Miguel é um recluso a cumprir pena numa cadeia masculina, declara-se como trans e muda o nome para Raquel, é transferido para uma cadeia feminina, causa problemas e desconforto. As autoridades tiram-no de lá, vêm as reclamações de transfobia e o diabo a sete.

    Como é que manténs espaços femininos e masculinos quando a identidade é fluida e pode mudar conforme o que a pessoa disser? Vais ter de aplicar algum critério, algum escrutínio, e aí chocas logo com os indignados a gritar transfobia.

  10. Eu sou do tempo em que a pessoa trans mais famosa em Portugal era a Roberta Close. Sem escândalo, sem alarme social, era considerada uma das mulheres mais sexy do Mundo. Isto num país incomparavelmente mais conservador do que o atual.

    O que mudou para agora as pessoas trans serem um problema? As forças do mal regressaram ao poder e precisam de minorias para amedrontar os tolos. Os Judeus já não são opção, os gays não pega, os muçulmanos pega só parcialmente, os pedófilos é perigoso porque o tio passou uns dias na ilha… olha, e os trans?

  11. Identidade de género: Não utilizo esse conceito no meu dia a dia, nem conheço quem utilize. Geralmente eu é que identifico os outros, não são os outros que se identificam a eles mesmos. O que tu sentes que és pode ter relevância para ti, mas não tem relevância na comunicação interpessoal. Se tu te sentires esbelto, eu vou continuar a pensar em ti e a falar em ti como feio, se assim o achar. Eu nunca decidi que era homem. Consigo ver que sou, de acordo com a definição do que um homem é, mas não é uma identidade para mim. É apenas um dado adquirido e sou reconhecido como tal.

    Papel de género: Não deixo de achar hilariante que a esquerda rejeite estereótipos e depois ao mesmo tempo quer definir Homem e Mulher com base nos mesmos. Sim, há padrões comportamentais típicos de cada sexo, mas eu não te chamo Homem ou Mulher com base no mesmo. Uma gaja maria rapaz não obedece a esses padrões, mas sempre a vimos como Mulher.

    Portanto, continuo a não encontrar sentido em nada disto.

  12. De facto há um problema com origem na linguagem que passa pela alteração – para algumas pessoas – do significado da palavra homem e mulher, mantendo no entanto todo o corpo de normas e regras associadas ao significado antigo.
    E a partir disso começa a confusão.

  13. Não é um problema de linguagem, é um problema de limites.

    Já deram nos comentários o exemplo de uma prisão, mas e quando a pessoa é gender-fluid, os pronomes de ambos os géneros são “inventados” (nenhum deles é masculino ou feminino) e mudam consoante alguma coisa relacionada com os signos?

    A definição de ambos os géneros era um conjunto de adjetivos que soavam mais à descrição da personalidade.

    Pior, é uma pessoa que ficava extremamente indignada quando não se dirigiam a ela com os pronomes corretos.

    Tanto se lutou para acabar com a discriminação relacionada a géneros e orientação sexual, para agora andarem vítimas permanentes com um complexo de personagem principal a exigirem ser tratadas de formas completamente diferentes dos demais. E se não o fizeres? És a reencarnação do Hitler.

  14. Claro que sim é só linguagem, e nós é que nos temos de adaptar. Não, não mudas a tua biologia, és homem ou mulher, se te queres vestir de certa ou comportar de certa forma que tipicamente não está associada a um homem/mulher força, tens a liberdade para isso, mas nao mudes a ciência. E falando em ciência, define uma mulher então?

  15. Não tanto de linguagem mas mais da sociedade, porque será que estas coisas raramente são a maior preocupação das classes mais desfavorecidas, excluindo questões de sobrevivência, e assim foi nos impérios em vésperas de colapso.

  16. O debate é complicado e a ciência ainda está longe de ter uma perspectiva completa do problema. A primeira questão é que o sexo biológico é inferido pelos cromossomas nos humanos, mas não é sempre correto. O que define o sexo biológico é o tamanho das gâmetas, ou seja as células sexuais. Mesmo que a pessoa seja infértil ou ainda esteja em desenvolvimento, estas células existem no corpo. Por isso é que é mais fácil testar os cromossomas, mas existem alguns casos de excepção. Ao contrário de certos anfíbios e outros animais, é impossível para mamíferos trocarem de sexo, por mais que sejam expostos a hormonas sexuais.

    Agora toda a questão dos efeitos das hormonas nas várias fases do desenvolvimento, as questões psicológicas, as questões fisiológicas e o impacto a nível do desporto, etc ainda têm muito para ser estudadas.

    Também há que se considerar que existe um fenómeno cultural e já muitos estudos indicam factores de contágio. Em certas culturas asiáticas, o conceito do terceiro sexo existe há séculos, mesmo antes de se terem desenvolvido os tratamentos com hormonas.

    Estamos longe de chegar a um consenso porque há muitas incógnitas.

  17. este tema todo é cortina de fumo para os direitolas se divertirem a tirar o foco do essencial para algo mais minoritário

  18. Vejo que hoje vieram aqui discutir o sexo dos anjos… misericordia

  19. quando quem não estudou e está com dúvidas sobre o que é homem ou mulher e que pensam que dá para mudar se calhar mais vale voltar a estudar mais um bocadinho

  20. Existem dois géneros, os biológicos, tudo o resto são traços e/ou distúrbios de personalidade.

  21. O papel de género é pessoas a porem se em caixinhas do que deve ser um homem e mulher e isso está completamente errado e é retrogado. Não é ciência.  É  vibes. Isto criou muitos anti corpos porque pessoas diziam que existiam 30+ géneros,  algo completamente ridículo para cada pessoa criar a sua caixinha de identificação para se sentir diferente. Isto afetou brutalmente negativamente as pessoas trans na sociedade

    O resto está tudo certo e documentado cientificamente.

    O que temos no espaço democrático a discutir é quando deve uma pessoa poder transitar. Antes dos 18 ou aos 18. Há argumentos para ambos e não algo simples. Pessoalmente confio nos médicos.

    Outra discussão é que em Portugal podes mudar o CC sem qualquer transição hormonal e infelizmente  podes, sendo homem, ser posto numa prisão de mulheres. Deveria ser um médico nestes casos a dizer qual a prisão adequada para a pessoa.

    https://www.google.com/amp/s/www.sabado.pt/portugal/amp/reclusa-trans-foi-transferida-para-prisao-masculina-direcao-geral-diz-que-situacao-continua-a-ser-avaliada

    Isto aconteceu em Portugal e agrediu guardas e mulheres.
    Acabou por ir parar à prisão masculina após tudo o que aconteceu

  22. Tantas voltas para fazer com que a disforia genero deixe de ser considerada uma doenca mental.

  23. Não tinha ideia de que este sub tinha tantos problemas com a transexualidade. Incrível como leio respostas a dizer que são malucos, doentes e até que nem deviam existir.

    Juro que não percebo o problema de aceitar a pessoa como ela é e diz ser. Não é difícil ser humano e respeitar o outro.

    Que tristeza.

  24. Agora só falta perceberem a diferença entre género social e género gramatical.

    No português só há dois géneros gramaticais e não tem mapeamento direto para os géneros sociais.

    Tipicamente é “a” para indicar algo do sexo feminino, e “o”, em qualquer outro caso, que não é necessariamente algo do sexo masculino.

    Portanto, tecnicamente, quem não se identifica como mulher, pode usar os pronomes “o”, “ele”, etc.

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