PT no pódio. Alguém quer explicar o que leva a isto? (fonte:https://www.statista.com/statistics/612207/divorce-rates-in-european-countries-per-100-marriages/)

37 comments
  1. Tenho 28 anos. Da minha geração, vejo poucos ou nenhuns casais a casar. Estou com a minha SO há 9 anos e nunca nos casamos, nem temos qualquer intenção de o fazer.

    A formalidade do casamento já é algo que em Portugal é cada vez menos comum. Nos 9 anos com a minha Maria, já vi casais a conhecerem-se, namorarem, juntarem-se sob o mesmo telhado, casarem e finalmente, divorciarem-se.

    O facto de não haver tantos casamentos vai exagerar os números de divorcio.

    Hoje em dia é tudo união de facto e está feito. Até tenho conhecidos já com filhos e nem se casaram.

  2. muitas gajas casam com a dia da festa nem pensam em mais nada, depois casam com a primeira merda que lhes aparece a frente, muitas vezes alto bronco como o pai e acham aquilo normal. depois de verem que sao apenas maquinas de lavar e secar, as mulheres mais modernas ficam fdds e vem a puta da merda onde se meteram e ai saltam fora ja com filhos e casa e o crl.

  3. Dos meus círculos o que vejo é que ou as pessoas não se casam ou casam-se relativamente cedo. Ambos contribuem para essa estatística, suponho.

  4. Muita violência doméstica ainda, e as vítimas felizmente já não comem e calam. Também muita gente que acha que casar é um objectivo de vida e obviamente não o faz pelas razões certas.

  5. Situação económica, ideias da princesa da Disney no casamento, festa de casamento caríssimas, casar vs comprar casa, menos ligação à religião. São tudo factores para não haver tantos casamentos.

  6. Não houve quase casamentos nenhuns em 2019. Normal as rates estarem bastantes altas e depende das regras de covid para eventos.

  7. Merece um estudo, mas não o fazem porque seria considerado discriminatório, é mais fácil meter tudo no conceito da “violência doméstica” que normalmente está associada à mulher levar porrada. Conheço imensos casais infelizes, só estão juntos por conformismo e medo do que o divórcio poderia trazer ou seja a parte financeira. Em todos eles a mulher tem o papel de dominante da relação e abusivo, casaram para fazer a vontade dela e da familiar.

  8. Se quiserem uma dica para evitar o divórcio dou esta de borla.

    Antes de casarem, vão viver juntos um par de anos. Uma coisa é serem compatíveis enquanto namorados, outra coisa é serem compatíveis numa vida de casal.

    Nota: obviamente que há excepções, mas sinceramente acho que é o melhor a fazer para evitar chatices.

  9. Com ou sem casamento: apaixonam-se por volta dos 20, só fazem vida depois dos 30 quando já são pessoas diferentes do que eram. Insistem na relação até ao limite e eventualmente separam-se.

  10. Isso é por causa dos que casam “porque tem de ser”.
    “Vivemos num mundo em que o funeral importa mais que o morto, o casamento mais que o amor e o físico mais que o intelecto. Vivemos na cultura da embalagem e desprezo do conteúdo.” – Eduardo Galeano

    PS. Luxemburgo é assustador, faz sentido haver casamento sequer? Não será por razões administrativas (tipo impostos ou assim) sendo um paraíso fiscal?

  11. A impressão que tenho é que muita gente casa-se de uma maneira algo precipitada. Conheci casais que só começaram a viver juntos depois do casamento, outros que se casaram para tentar “salvar” uma relação a dar o berro e claro outros por influência da família, igreja, etc…

  12. Economia fodida e cultura de trabalho degradante… O pessoal mata-se a trabalhar e mal tem dinheiro para pagar a renda. Isso leva a stress e tensão no casal que acaba por levar à ruptura. Pelo menos é a minha interpretação…

  13. Vi casamento de gente que casou porque estavam juntos há 10+ anos e era a coisa lógica a fazer, mas aos 20 e tantos anos não eram as mesmas pessoas que aos 18, e nunca deviam ter-se casado (acho que nem teriam namorado se se tivessem conhecido mais tarde na vida). Na minha humilde opinião, em Portugal há muita a gente a namorar desde muito novos e quando essa gente chega aos 30 e tal, a coisa não funciona mais. E falo por mim, namorei 12 anos com um gajo e no fim a gente não tinha nada a ver um com o outro (entre outras coisas), mas a gente ainda falou em casar-se – graças a Deus tive um momento de lucidez e acabei a relação.

    Eu já saí de Portugal há 10 anos mas quando ainda estava lá, também muita gaja não queria acabar namoros porque parecia mal andar a saltar de namorado em namorado (tipo, ter tido 3-4 namorados na vida não era bem visto lol), e desconfio que acabavam por deixar-se levar pela corrente.

    Por outro lado, muita gente simplesmente não se casa hoje em dia e ficam juntos na mesma. Se se tivessem casado a estatística não era tão má se calhar.

  14. Os portugueses não estão a casar e os casados que foram muitos nos anos 90 estao a divorciar. Não é a percentagem de casamentos que dão em divórcio é a diferença entre casamentos e divorcios

  15. Amor e’ sacrifício, nao prazer. Esta gera;ao hedonista prova que nao sabe amar e divorcia-se ao primeiro sinal de cruz.
    Por alguma razao o maior simbolo de amor e’ Jesus na cruz e nao Jesus a dar beijinhos ‘a populaça na rua como o Marcelo.

  16. Portugal é um país onde a cultura de casar ainda está presente e muito forte por causa da forte influência da religião católica. Mas antigamente as pessoas tinham uma mentalidade muito diferente da de hoje.

    Antigamente as pessoas aguentavam se no casamento mesmo que as coisas não tivessem a correr bem, tanto por uma questão de manter a relação estável por causa dos filhos, a fraca situação económica das mulheres (muitas não trabalhavam) e porque o divórcio era altamente condenável e humilhante aos olhos da sociedade. Além disso as mulheres não trabalhavam em sentido financeiro, mas trabalhavam em sentido doméstico em casa e cuidavam dos filhos, enquanto o homem trazia o dinheiro para casa, e por incrível que pareça esse sistema funcionou muito bem durante décadas, séculos. Era uma excelente forma de não sobrecarregar nem um nem o outro.

    Hoje em dia as pessoas e os jovens não estão para se chatear e já não se deixam influenciar pela cultura e pela religião. As pessoas hoje em dia dão mais valor ao seu próprio bem estar mental e a carreira profissional, e não se estão para aguentar em relações e casamentos frágeis ou fracassados. Além disso hoje em dia a grande maioria das mulheres também trabalha e tem a sua carreira profissional, o que mudou totalmente a dinâmica do casamento e do dia a dia. Homens e mulheres passaram a ter as mesmas funções, e no caso dos homens, que não estavam (e muitos ainda não estão por causa dos pais) habituados a limpar e a fazer tarefas domésticas, isso acaba por causar sérios conflitos no Dia a dia, já para não falar da comunicação que o casal tem que ter acerca de assuntos financeiros.

    Na minha experiência pessoal eu apercebi me que as mulheres em sentido doméstico são muito mais organizadas e limpas que os homens, mesmo que os homens façam algumas coisas. Essa diferença de habilidades por incrível que pareça irrita muito as mulheres , e homens irritam se por que são muito mais relaxados em certos assuntos e não gostam de toda essa pressão e drama que as mulheres fazem. Se um casal não aprender a se adaptar nesses campos, vai haver muitos problemas.

  17. Em ambos os casos (Portugal e Luxemburgo), tens grande predominância da mulher portuguesa nos casamentos, logo tens uma taxa de divórcios alta porque, vejamos, se nem um santo consegue, como é que o português médio consegue?

  18. Acredito que também dating apps , redes sociais vieram ajudar os divorcios.

    Agora se estas descontente com o teu casamento estas a uns clicks de distancia de conhecer outra pessoa ficar iludido e mandar tudo ao lixo.

    Isso e trabalhar na remax também.

  19. As mulheres têm uma app no bolso para literalmente fazerem sexo quando querem e lhes apetece sem terem de lidar com a personalidade do homem?

    MAYBE? WHAT DO I KNOW

  20. Como aqui alguns já disseram, talvez o facto de haver menos casamentos contribua para dar maior expressão aos divórcios. E outra, mas é mais opinião pessoal, continua a haver alguma pressão social para que as pessoas sigam a vida tradicional de encontrarem alguém, assentarem e casarem, o que talvez leve alguns casais a não pensar bem na coisa e a precipitar-se, não sendo necessariamente compatíveis. Talvez outra aspecto que contribua é que, à exceção das gerações mais velhas, o estigma do divórcio desapareceu e as pessoas se sentem mais à vontade para acabar com o casamento.

  21. Probably doesn’t help that most people can’t afford to live alone for a while before getting married. So many people have such low paying jobs they can’t afford to leave the parents. Then they get married and haven’t grown up enough.

    My ex wife was essentially like a bloody child for a few years when she first left home.

  22. Durante muito tempo havia um estigma católico contra o divórcio. E também tens a legalização do casamento gay. Não sei até que ponto I fluência a estatística, mas eram pessoas que para o estado eram sempre solteiras, logo nunca se divorciavam e deixaram de ser. Ou seja, um maior número de população passou a poder pedir o divórcio.

  23. A malta que diz “ah, é porque Portugal tem mais casamentos” tem a capacidade de análise estatística de um eleitor do PS.

    Meus caros, isto são números por cada 100 casamentos, ou seja, só estão a considerar quantos divórcios existem dentro dos que casados. Os países que não tem tantos casamentos apenas têm uma amostra mais pequena (e terão? somos só 10M aqui neste cantinho).

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    Não sei justificar isto, se estivessemos a falar dos EUA, Canadá, Austrália, UK e afins, que os divórcios são uma excelente forma das mulheres irem buscar metade do rendimento do gajo, mais os filhos e todas as mordomias, até diria que é por causa da legislação ser como é. Mas aqui em Portugal só casa em comunhão de bens quem quer. Portanto…

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    1. Foram burros, casaram demasiado cedo, conheciam-se mal, divorciaram-se porque não tinham nada que os prendesse um ao outro. Aqui em Portugal os jovens são financeiramente independentes muito mais tarde que noutros países (viva o Pê Ésse!), talvez casem antes de haver conforto financeiro e depois descubram que não estão confortaveis porque optaram por um parceiro que não teve o mesmo sucesso, não sei.
    2. Conseguiram convencer o parceiro à comunhão de bens, com os paizinhos tradicionais a apoiar e deu no mesmo que noutros países.
    3. Aqui as crianças têm algum poder de decisão, pelo que vi, ainda assim mais de 80% dos divórcios acaba com a mãe a ter guarda parental dos filhos, não sei quantos pais lutam por custódia dos filhos por cá, infelizmente já procurei a fundo sobre isto mas não encontrei nada, se alguém conhecer (e até a legislação específica nestes casos) agradeço que me envie. Noutros países sei que os divórcios são, na sua maioria, iniciados por mulheres, talvez porque têm a garantia legal que os filhos ficam com elas. Aqui se depender da escolha dos filhos, talvez desincentive o divórcio.

  24. Os meus pais estão divorciados por causa da empresa dele. Conheço alguns casais com restaurantes, cafés, etc que também se divorciaram por questões de ‘caso corra mal’.

    Diria que uma boa parte desses divórcios se deve a esses casos. Não culpo, tirando uma diferença no IRS, não há vantagens em estar casado. A culpa é da lei que só trás consequências ao casamento.

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