Jovem de 16 anos morre em largada de touros na Moita

30 comments
  1. O mais engraçado é isto:

    >Pedro Raposo, membro do Conselho Coordenador das Festas das Moita, lamenta a morte ocorrida no segundo dia do certame e apela aos cuidados a ter junto dos touros durante as largadas. “Existem informações por toda a festa a apontar os cuidados que deve haver durante as largadas, como não se aproximar em demasia dos touros, mas nunca é demais reforçar estes cuidados”.

    Por outras palavras, “cancelar as restantes largadas? Por causa da morte de um jovem de 16 anos?! Mas está tudo maluco?! É para continuar, pá! Leiam os avisos para a próxima!”

  2. Ou seja, o miúdo foi para uma cena que no meio dele é normalizada e encorajada, e morreu.
    Responsabilidade social: nenhuma! “É pá, ele que tivesse cuidado.”

    E como a maioria dali do sito pensa assim, este jovem não vai ser o último.

  3. Quem diria que ter animais 10 vezes mais pesados que uma pessoa, a correr num local desconfortável para os mesmos, e com imensas gente á volta, que a coisa poderia acabar mal? É realmente estranho…

  4. Correr ao lado de vários animais que podem pesar acima de 500Kg tem os seus riscos.Uma morte sem sentido e um sofrimento para os pais para a vida.

  5. Um evento “tradicional” que consiste em literalmente correr contra a morte, resulta em mais uma morte. Bora, é continuar. /s

  6. Um menor não pode fumar, nem beber álcool, nem conduzir, nem votar, nem entrar em discotecas…para tantos “negócios” são necessárias tantas regras de segurança e idades mínimas no entanto para uma “tradição” não existe nada, nem regras nem controlos e podem participar bêbados, grávidas e crianças, e a malta ainda acha normal, e neste caso que a responsabilidade ainda por cima é de um menor.
    Talvez num outro país a câmara teria de justificar porque deixou um menor participar numa diversão perigosa, talvez a opinião pública pediria responsabilidades a adultos.
    🌈Vai ficar tudo bem.

  7. Se em vez de ser uma largada fosse o MEO Sudoeste, já estava tudo a crucificar a promotora do evento com multas e julgamentos de praça pública…

    Double standards

  8. Uma criança morreu para homens adultos bêbados que não sabem nada de história ou reais tradições se porém a frente de um animal assustado e sentirem se másculos
    Portugal in a nut shell

  9. Na moita nunca fui, mas me vila Franca fui umas vezes em jovem.

    Nunca lá pus o pezinho dentro, vi malta ser colhida com demasia brutidao, um boi ao vivo mete um respeito do caralho.

    Coitado do puto, e dos pais! Não me admirava nada se eles não fizessem ideia que ele andava a correr com os touros. Eu pelo menos não dizia que ia para lá…

  10. Ignorar mortes e continuar a deixar estas idiotices legais está no mesmo patamar que a idiotice dos norte americanos a justificar a legalidade das armas no dia de mais um massacre num qualquer centro comercial ou escola

  11. Sendo do ribatejo, foi normal acabar por ver várias largadas, porque é tradicional em várias cidades cá e há bastantes eventos logo é inevitavel não dar uma olhada.
    Nenhum pai incentiva um filho para ir lá para dentro, por norma são sempre os bad boys que se acham muito machos e gostam de impressionar as miudas com a sua coragem e para se mostrarem é que se enfiam lá para dentro e desafiam os touros como se não fosse nada.

    Toda agente sabe o risco, porque todos sabem muitas historias de mortos e paraplégicos por isso, por respeito os meus pêsames à familia, mas ele sabia ao que ia.

    Já vi algumas coisas correrem mal com a mesa da tortura em que metem várias mesas com gajos sentados e esperam que o touro os ataque. O último a não ser atacado ganha os prémios, mas aí acho que só aceitam malta adulta. Por isso selecção natural até porque os prémios muitas das vezes nem são lá muito aliciantes.

    Nestas largadas há sempre centenas de pessoas a ver, uma dezena dentro do recinto no lado oposto do touro que assim que o touro dá um passo saltam fora, e há sempre 1,2,3 que se acham heróis e arriscam. Na prática sem esses fedelho não há espectáculo, mas ninguém os obriga ou incentiva, por isso é o que é IMO

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