Sou desses tempos. Tudo coberto de pó preto (não era trabalho), cheiro a fumo por todo o lado, ao fim do dia uma pessoa assoava-se, era só ranho com laivos pretos.
Ainda há quem diga mal das normas ambientais.
E a Rua Augusta é plana, giro era ver os autocarros subir a Rua Conde de Redondo cheios.
Desconfio que é por isso que agora os autocarros da linha 706 são elétricos.
Edit to add: Opá, o miúdo da reportagem andava na Voz do Operário? Em 1983? Mundo pequeno!
Que sotaque é que a jornalista tem? É de algum sítio em especial?
O R dela . É uma pena que o R gutural é agora tão comum.
Vou já fazer um requerimento ao ACP para voltarmos a ter circulação automóvel em todas as ruas da cidade. Eram tão fixes os bons velhos tempos!
Jornalismo a sério..! Uau lol quem diria..
Curiosidade, a Bedford azul que aparece ao fim, ainda estava a serviço no ministério da marinha em 2005.
a apresentadora parece a mulher na capa do álbum “linda Martini” dos linda Martini
o problema das motorizadas ainda não foi resolvido depois de 40 anos.
Isto sim, era jornalismo (ressalvo a frase de fecho da jornalista).
A postura do tuga continua igual a 1983. Ninguém exige melhores transportes públicos (vejam as queixas à greve da CP – e a postura dos trabalhadores), continuamos a atravessar a rua fora das passadeiras, acelerar a fundo em plena cidade e para ser em grande só faltou ter um carro em 4 piscas parado em segunda fila ali na reportagem.
Já para não falar da postura de encolher os ombros sobre o barulho e poluição. “Essa merda mata, minha senhora!? Tenha juízo, nunca vi essa tal da poluição!”
Rua Augusta com trânsito, parece que foi noutra vida…
É impressionante que esses mesmo autocarros ainda circulam na margem sul 😂😂😂
O que aconteceu a este tipo de jornalismo?!
Sempe a assapar oh velhote
Já não me lembro da Rua Augusta com carros, mas lembro-me dela ainda com o alcatrão todo pintado por artistas de rua.
Era um dos meus passeios favoritos com a minha mãe nos anos 80. Ir à baixa era um evento para mim, suja que fosse.
Os carros são o cancro das cidades, literalmente.
Não sendo comparável, mas ainda hoje se nota. Eu vivo em Aveiro, e é me fácil ir na rua e me cheirar a diesel queimado. Estive há um ano no sul de Espanha e maioria dos carros eram a gasolina ou híbridos. Não se notava tal coisa.
Basicamente, substituir os elétricos pelos autocarros, encher a cidade de carros e passado 10 anos ficar “oh não de onde é que veio esta poluição toda :o”. História repetida também no Porto.
[deleted]
Detestava parar aqui no Monopólio
Moro no Mem Martins, aqui na minha rua passam muitos veículos. Todos os dias que passo um pano nos móveis ele fica preto.
PM 2.5 a 750 µg/m3 é halucinante. É Nova Deli num dia (muito) mau.
A Lisboa que Moedas sonhou
Alguém postou aqui o link para a reportagem e volto a postar.
São 40 minutos extremamente elucidativos para quem acha que estamos mal hoje em dia. Portugal nesta altura era literalmente um terceiro mundo, falido, pobre e abandalhado. A minha parte favorita é a do francês que em Lisboa estaciona em cima do passeio porque “toda a gente faz”, mas em Paris nem pensar.
26 comments
Fonte: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/o-transito-na-cidade-de-lisboa-parte-i/
Tão estranho ver essa rua com carros.
Sou desses tempos. Tudo coberto de pó preto (não era trabalho), cheiro a fumo por todo o lado, ao fim do dia uma pessoa assoava-se, era só ranho com laivos pretos.
Ainda há quem diga mal das normas ambientais.
E a Rua Augusta é plana, giro era ver os autocarros subir a Rua Conde de Redondo cheios.
Desconfio que é por isso que agora os autocarros da linha 706 são elétricos.
Edit to add: Opá, o miúdo da reportagem andava na Voz do Operário? Em 1983? Mundo pequeno!
Que sotaque é que a jornalista tem? É de algum sítio em especial?
O R dela . É uma pena que o R gutural é agora tão comum.
Vou já fazer um requerimento ao ACP para voltarmos a ter circulação automóvel em todas as ruas da cidade. Eram tão fixes os bons velhos tempos!
Jornalismo a sério..! Uau lol quem diria..
Curiosidade, a Bedford azul que aparece ao fim, ainda estava a serviço no ministério da marinha em 2005.
a apresentadora parece a mulher na capa do álbum “linda Martini” dos linda Martini
o problema das motorizadas ainda não foi resolvido depois de 40 anos.
Isto sim, era jornalismo (ressalvo a frase de fecho da jornalista).
A postura do tuga continua igual a 1983. Ninguém exige melhores transportes públicos (vejam as queixas à greve da CP – e a postura dos trabalhadores), continuamos a atravessar a rua fora das passadeiras, acelerar a fundo em plena cidade e para ser em grande só faltou ter um carro em 4 piscas parado em segunda fila ali na reportagem.
Já para não falar da postura de encolher os ombros sobre o barulho e poluição. “Essa merda mata, minha senhora!? Tenha juízo, nunca vi essa tal da poluição!”
Rua Augusta com trânsito, parece que foi noutra vida…
É impressionante que esses mesmo autocarros ainda circulam na margem sul 😂😂😂
O que aconteceu a este tipo de jornalismo?!
Sempe a assapar oh velhote
Já não me lembro da Rua Augusta com carros, mas lembro-me dela ainda com o alcatrão todo pintado por artistas de rua.
Era um dos meus passeios favoritos com a minha mãe nos anos 80. Ir à baixa era um evento para mim, suja que fosse.
Os carros são o cancro das cidades, literalmente.
Não sendo comparável, mas ainda hoje se nota. Eu vivo em Aveiro, e é me fácil ir na rua e me cheirar a diesel queimado. Estive há um ano no sul de Espanha e maioria dos carros eram a gasolina ou híbridos. Não se notava tal coisa.
Basicamente, substituir os elétricos pelos autocarros, encher a cidade de carros e passado 10 anos ficar “oh não de onde é que veio esta poluição toda :o”. História repetida também no Porto.
[deleted]
Detestava parar aqui no Monopólio
Moro no Mem Martins, aqui na minha rua passam muitos veículos. Todos os dias que passo um pano nos móveis ele fica preto.
PM 2.5 a 750 µg/m3 é halucinante. É Nova Deli num dia (muito) mau.
A Lisboa que Moedas sonhou
Alguém postou aqui o link para a reportagem e volto a postar.
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/o-transito-na-cidade-de-lisboa-parte-i/
São 40 minutos extremamente elucidativos para quem acha que estamos mal hoje em dia. Portugal nesta altura era literalmente um terceiro mundo, falido, pobre e abandalhado. A minha parte favorita é a do francês que em Lisboa estaciona em cima do passeio porque “toda a gente faz”, mas em Paris nem pensar.