Rua Augusta (e poluição) em Lisboa em 1983

Rua Augusta (e poluição) em Lisboa em 1983 from portugal

26 comments
  1. Sou desses tempos. Tudo coberto de pó preto (não era trabalho), cheiro a fumo por todo o lado, ao fim do dia uma pessoa assoava-se, era só ranho com laivos pretos.

    Ainda há quem diga mal das normas ambientais.

  2. E a Rua Augusta é plana, giro era ver os autocarros subir a Rua Conde de Redondo cheios.

    Desconfio que é por isso que agora os autocarros da linha 706 são elétricos.

    Edit to add: Opá, o miúdo da reportagem andava na Voz do Operário? Em 1983? Mundo pequeno!

  3. Vou já fazer um requerimento ao ACP para voltarmos a ter circulação automóvel em todas as ruas da cidade. Eram tão fixes os bons velhos tempos!

  4. Curiosidade, a Bedford azul que aparece ao fim, ainda estava a serviço no ministério da marinha em 2005.

  5. Isto sim, era jornalismo (ressalvo a frase de fecho da jornalista).

    A postura do tuga continua igual a 1983. Ninguém exige melhores transportes públicos (vejam as queixas à greve da CP – e a postura dos trabalhadores), continuamos a atravessar a rua fora das passadeiras, acelerar a fundo em plena cidade e para ser em grande só faltou ter um carro em 4 piscas parado em segunda fila ali na reportagem.

    Já para não falar da postura de encolher os ombros sobre o barulho e poluição. “Essa merda mata, minha senhora!? Tenha juízo, nunca vi essa tal da poluição!”

  6. Já não me lembro da Rua Augusta com carros, mas lembro-me dela ainda com o alcatrão todo pintado por artistas de rua.
    Era um dos meus passeios favoritos com a minha mãe nos anos 80. Ir à baixa era um evento para mim, suja que fosse.

  7. Não sendo comparável, mas ainda hoje se nota. Eu vivo em Aveiro, e é me fácil ir na rua e me cheirar a diesel queimado. Estive há um ano no sul de Espanha e maioria dos carros eram a gasolina ou híbridos. Não se notava tal coisa.

  8. Basicamente, substituir os elétricos pelos autocarros, encher a cidade de carros e passado 10 anos ficar “oh não de onde é que veio esta poluição toda :o”. História repetida também no Porto.

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