Portugal prepara-se pela segunda vez para eleger o Presidente da República à segunda volta das eleições presidenciais, que se realizarão no dia 8 de fevereiro, e que vão opor António José Seguro e André Ventura.
Antes destas eleições, só uma vez se realizou um segundo sufrágio numas eleições presidenciais, em 1986, uma disputa em que Mário Soares venceu Freitas do Amaral.
De acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna – Administração Eleitoral, e quando estavam apurados 99,2% dos votos, António José Seguro, com 31,1%, e André Ventura, líder do Chega, com 23,5%, vão disputar o segundo sufrágio.
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Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, à frente de Gouveia e Melo e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD. Cotrim Figueiredo reconheceu ter ficado em terceiro lugar.
António José Seguro conseguiu mais de 30 por cento dos votos nestas eleições presidenciais e já está apurado para a segunda volta. Em declarações aos jornalistas, nas Caldas da Rainha, António José Seguro diz que apenas falará quando houver resultados oficiais. Mas saudou os portugueses pela “participação” e “civismo” demonstrados nestas eleições. “Todos os portugueses estão de parabéns”, disse o socialista.
“Hoje, o país teve uma fragmentação à direita. O socialismo não pode continuar a ser poder em Portugal”, disse o candidato do Chega à chegada à sede de campanha em Lisboa. “Agora, a luta contra o socialismo vai começar”, acrescentou.
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Sobre eventuais apoios numa segunda volta, André Ventura começou a campanha por remeter para “a consciência” do primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro, um eventual apoio à sua candidatura contra António José Seguro.
Contudo, uns dias depois, disse não querer o seu apoio e, num jantar-comício em Coimbra foi mais longe, desafiando Luís Marques Mendes e João Cotrim de Figueiredo a dizer “que se lixe” o social-democrata.
No último dia de campanha, Ventura disse esperar que os líderes do PSD e da IL não obstaculizassem uma vitória sua que impedisse o socialismo de regressar ao Palácio de Belém.
*com agência Lusa