Generais da reserva admitem serviço militar obrigatório e recrutamento de estrangeiros dos PALOP

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  1. > Os generais do Grupo de Reflexão Estratégica Independente (GREI), que integra oficiais generais na reforma, entre os quais ex-chefes do Exército, Força Aérea e Marinha, querem promover um debate” sobre o serviço militar em Portugal. A começar pela regresso à obrigatoriedade ou a manutenção do actual regime de voluntariado, obrigatório ou voluntário, com uma componente armada e outra não armada, mais prolongado e mais profissionalizado, mas que possa inverter a actual situação das Forças Armadas quanto às dificuldades de recrutamento: “

    A admissão a fileiras de cidadãos estrangeiros, como já fizeram outros países com idênticas dificuldades de captarem vocações militares, ou de cidadãos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP”s) à semelhança do que fez a Espanha com oriundos da comunidade ibero-americana) é uma das questões também em discussão.

    “Estamos a bater no fundo, não há voluntários, estamos num ponto de degradação militar que implica uma reflexão sobre o papel das Forças Armadas e que Forças Armadas queremos ter”, disse esta terça-feira, ao PÚBLICO, o almirante Melo Gomes, ex-chefe do Estado-Maior da Armada, e presidente da Assembleia Geral do GREI.

    O documento de reflexão com 257 páginas intitulado As Forças Armadas e o seu enquadramento estratégico e funcional, foi enviado esta segunda-feira ao Presidente da República, primeiro-ministro, ministra da Defesa Nacional, comissão parlamentar de Defesa Nacional e partidos políticos com assento parlamentar e pretende ser uma reflexão perante a actual situação.

    “Numa opção que o país tomasse, no caminho de um modelo exclusivo de serviço militar voluntário, temporário ou de longa duração (profissional), faria sentido equacionar a aceitação de candidatos de nacionalidade estrangeira para a prestação de serviço, como já acontece nalguns países da Europa, casos da Espanha e da Bélgica”, asseguram na sua reflexão.

    Estes oficiais lembram que “hoje, é amplamente reconhecido o gap demográfico que se faz sentir, de forma continuada, no nosso País, um tanto à semelhança do que se passa no mundo ocidental” e, “por outro lado, assiste-se a uma crescente pressão por parte dos migrantes provenientes de outras regiões para entrarem no espaço europeu”.

    Após a invasão da Ucrânia, pela Rússia, em 24 de Fevereiro, os generais sublinham que “tem vindo a assistir-se a significativas modificações nos quadros geopolíticos e estratégicos mundiais, que deram lugar e têm obrigado, por sua vez, a uma reflexão aprofundada sobre que modelos seguir no recrutamento e na prestação de serviço na componente armada dos espaços políticos e das nações soberanas”.

    “Temos de alertar a opinião pública para esta realidade, há um desfasamento entre o que a opinião pública pensa e o que se faz”, apela Melo Gomes. Recorda-se que os oficiais generais do GREI foram particularmente críticos com a gestão dos ministros da Defesa Nacional, Aguiar-Branco com o programa 2020, e Gomes Cravinho, e que não apoiaram a reforma da LOBOFA [Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas] por ele lançada e já em vigor, depois de ter sido promulgada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

    Durante o debate parlamentar sobre o Orçamento de Estado para Defesa, a nova titular da Defesa Nacional, Helena Carreiras, colocada perante um eventual regresso do serviço militar obrigatório descartou essa possibilidade nos termos em que ele existiu. No entanto, admitiu discutir modalidades de envolvimento dos jovens com a Defesa.

  2. Claro, regime esclavagista, perdão, “obrigatório”, é uma maravilha. E depois vão dizer que faltam jovens nas fábricas, no IT, nos armazéns, nos autocarros… Estão todos a trabalhar de graça para os generais.

  3. Ainda bem que já emigrei, é só os meus irmãos mudarem a morada fiscal e saírem do país

    Melhorem os salários e a estabilidade profissional, pode ser que apareça alguém

  4. se calhar o melhor seria mesmo uma revisão total sobre qual é o papel das forças armadas. será mesmo necessário mais carne para canhão ou seria melhor apostar em diminuir os efetivos mas melhorar a sua capacidade de cumprir a missão?

  5. Eu acho que fazia bem uns 3 meses de serviço militar para toda a gente. Algo tipo, entre os 18 e os 23 todos os cidadãos terem que fazer 3 meses seguidos de serviço. Poderem escolher o ano e talvez a altura do ano também. Acho que seria excelente. Obviamente serviço teria que ser pago. E salvaguardar emprego/estudos em que os jovens tivessem inseridos (por exemplo, se estivessem empregados podiam ir fazer o serviço e voltar para o mesmo trabalho depois).

    Mas não tinha que ser recruta obrigatoriamente, por mim até podia ser um programa que se alastrasse a mais áreas. Por exemplo esses 3 meses podiam ser em diferentes regiões das forças armadas, ou nos bombeiros, ou em serviço a lares, hospitais, ou outros serviços públicos. Por exemplo.

    Agora, eu acho que temos que emagrecer e melhorar as nossas forças armadas, não concretamente mandar vir pessoas de outros países…. Isso é só ridiculo.

    Também tinha uma ideia que era reformar o sistema das prisões em Portugal. Mudar o sistema de guardas prisionais e meter um serviço da forças armadas no seu lugar em que todos os profissionais eram rotativos, nunca ficando mais do que 4-6 meses seguidos na mesma prisao.

  6. Este país está cheio de velhos na função pública que não arredam pé, não se reformam, não dão lugar aos novos. Puta que pariu.

  7. Generais de Reserva deviam ser proibidos de falar , roubaram a grande , agora gozam a grande e ainda querem ter voto na materia . como diz o milhafres , vao mas e para o caralho !

  8. “Generais da reserva”, que contribuíram activamente para o problema não vendo o que estava escrito na parede e recusando se a procurar ou a lutar por mudança e agora na reserva continuam a mandar postas de pescada. Incrível. E a ganhar muitos deles reformas acima dos 3k mensais. Enfim…

  9. Para a qualidade e integridade de 70% dos patrões em Portugal, um primeiro emprego, para um jovem entre 18-22, é quase equivalente a aturar oficiais nas FA…

  10. Brilhante ideia. Entregar armas, formação e conhecimento militar a pessoas de países sub desenvolvidos, pessoas que quando estão a viver em grupo, só armam confusão. Este país caiu mesmo no fundo. Políticas rotas. Entregar tudo aos PALOP, desde os bens dos museus, a atribuição de bolsas de estudo, livre circulação, agora isto.

  11. atraves da abordagem conseguimos perceber o porque das coisas estarem como estao.

    antes de tornar obrigatorio deveriam pensar em formas de o tornar mais atrativo.

  12. Sinceramente depois de ver a completa in competência do corpo de oficiais portugueses em perceber sequer os problemas que levam à falta de pessoal e da falta de prontidão ainda por cima com uma arrogância de miúdos mimados espero que aquilo arda até só sobrar os generais dinossauros a brincar ao risk sozinhos

  13. > generais de reserva

    ‘Parasitas profissionais ameaçam escrsvizar e estragar a vida aos jovens do país e ainda recrutar mercenários, o que quer que seja necessario para ajudar a garantir o tacho’

    > Nao ha voluntarios

    Algo me diz que os voluntarios nao recebem o mesmo que a generalha

  14. Os generais na reserva querem ter serviço, ou seja, sair da reserva.

    Também com isto querem dizer que os tugas não servem para fazer serviço militar.

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