O número de encerramentos caiu de 2.361 para 2.256 casos, sendo que são os distritos com maior concentração de empresas que mostram reduções mais relevantes, como Porto e Braga.
Portugal registou uma descida nas insolvências no ano passado, que caíram 4,4% para 2.256 casos, de acordo com o levantamento da Allianz Trade. Para este ano, a projeção passa por nova subida.
O ano que agora fechou terminou com menos 4,4% de insolvências do que o anterior, com o número de encerramentos a cair de 2.361 para 2.256 casos, sendo que são os distritos com maior concentração de empresas que mostram reduções mais relevantes. Porto e Braga viram as insolvências caírem 3% e 7,9%, respetivamente, contrariando a tendência em Lisboa, onde o indicador subiu 4,3%, dada a maior exposição a serviços, explica a nota.
Em linha com isto, a nível nacional, vê-se uma subida nas insolvências do lado dos serviços, onde subiram 1,6%, ao passo que a construção, têxtil e retalho observaram correções bastante relevantes, com 2%, 29,1% e 5,6%, respetivamente.
“No seu conjunto, 2025 transmite uma mensagem clara: a economia portuguesa soube adaptar-se, ajustar-se e ganhar solidez num ambiente global complexo”, afirma Nadine Accaoui, presidente do Conselho de Administração e presidente da Comissão Executiva da Allianz Trade em Portugal.
“Sem ignorar os riscos que persistem em alguns setores e segmentos, a evolução das insolvências reflete um tecido empresarial mais consciente, mais disciplinado e melhor preparado para enfrentar ciclos económicos exigentes. É um retrato de maturidade e resiliência que merece destaque e reforça a confiança na capacidade das empresas portuguesas para continuarem a evoluir de forma sustentável”, completa.
Para este ano, a expectativa é, contudo, de novo aumento nas insolvências. Os analistas da Allianz continuam a perspetivar uma economia “robusta, devendo ter um desempenho globalmente positivo, sustentado por fundamentos económicos relativamente sólidos”, mas com uma estabilização em termos de insolvências.