Quase metade dos professores do ensino superior tem mais de 50 anos e há cada vez menos jovens interessados na carreira

17 comments
  1. Que carreira? Ser professor de ensino superior significa tirar um doutoramento e depois fazer investigação durante anos na esperança de conseguir uma posição permanente numa faculdade. Até se chegar a professor, se é que se chega, têm se imenso trabalho, instabilidade e “salário” baixos comparados com a industria.

  2. Lol estes jornalistas devem pensar que ser professor universitário é o mesmo que ser professor do ensino básico/secundário. Não basta tirar só doutoramento. É preciso fazer vários pós doutoramentos e dps ter a sorte de encontrar uma vaga. Os jovens pouco se interessam porque é super competitivo para algo que não recompensa assim tanto.

  3. Só o percurso para chegar a prof universitário é bem agressivo.

    Penso ser necessário doutoramento

  4. Sim, passar a boa parte de uma década para puder ser um professor para depois ter que passar as próximas 4 décadas a aturar miúdos cujo os pais os defenderam façam o que fizerem, ser vítima de agressões por menos dos quais não me posso defender, ser criticado a qualquer curva, ter que viver centenas de quilómetros da minha família para poder lecionar, ser obrigado a seguir um plano curricular extremamente desactualizado e finalmente, a melhor parte, receber um ordenado equivalente ao de um agente de telemarketing da Teleperformance que nem a licenciatura acabou.

  5. Desculpem lá mas que m*rda de título.

    Não há jovens interessados na carreira?!

    Há MILHARES de investigadores doutorados em Portugal que desistem da investigação ou emigram porque as universidades estão bloqueadas e não conseguem forma de vida. Isto deve ser a gozar só pode.

    10-15 anos ou mais de total precariedade e falta de proteção laboral em que nem subsídio de desemprego existe e num sector ultracompetitivo (como o mercado gosta), em que taxas de aprovação em projectos de investigação de 3 anos e contratos de trabalho pós-doc de 6 anos andam sucessivamente pelos 5-7% e vêm dizer que não há interessados? O que qualquer bolseiro ou investigador doutorado quer é uma posição fixa a dar aulas e/ou a investigar! Falta de mérito e competência é o que não falta. Faltam é oportunidades.

  6. É mais uma questão de um número reduzido de “vagas” num mercado extremamente competitivo, e com baixa rotatividade: assim que um professor atinge uma situação estável (agregação?), só vai sair na reforma.

    A “carreira” de professor universitário é um jogo de cadeiras com alto risco de nunca conseguir um lugar ou conseguir o mesmo bastante tarde na vida.

    Sinceramente, não sei se compensa o esforço e desgaste mental.

  7. São, porque no caso da minha, alguns dos professores são diretores ou vice-diretores de bancos que concedem empréstimos à instituição.
    Tive um professor de uma cadeira de Marketing que sabia zero (0!) da matéria que dava.
    Oito capítulos para um semestre, deu-os todos numa única aula a correr powerpoint e a dizer “isto sai no teste, isto não sai”, nas outras não podia porque “jogava o Benfica” ou tinha apresentações de livros para ir.

  8. My time to shine bros

    Tive uma stora que era uma millenial com camisolas de Friends. Pensava que era uma aluna mas népia

  9. Nunca houve tantos doutorandos em Portugal e dizem que não há jovens interessados na carreira? O que há é um sistema feudal, onde é preciso andar anos e anos a construir currículo, a conseguir publicar e sobretudo a dar muita graxa às pessoas certas para chegar a um patamar em que se tenha a esperança de chegar a professor universitário.

    Eu vim-me embora, já era altura de começar a viver uma vida adulta e não era na extrema precariedade da investigação que o ia fazer.

  10. “ah mas os funcionários do estado não fazem nada e estão cheios de beneces como a ADSE e progridem automaticamente!”

  11. uma carreira que não te favorece em nada nem em dinheiro nem na tua própria segurança sinceramente tenho só pena dos profs de hoje em dia.

  12. lendo tudo isso até estou feliz sendo professor no Brasil. Não é uma maravilha… mas em Portugal parece ser pior a carreira.

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