“O Ministério da Educação apresentou hoje um conjunto de medidas para tornar mais atrativa a profissão docente, com novidades na formação inicial, habilitação para a docência e recrutamento, mas as mudanças terão de esperar pelo resultado das eleições.”
Interessante que estes problemas estejam identificados há anos, que tenham sido desvalorizados ou negados pelo ministro da educação… mas de repente, e perante umas eleições em que o PS aposta tudo na maioria absoluta, já é necessário tornar a carreira de professor mais atrativa, mas somente depois das eleições.
Sounds like someone is getting desperate…
Professores, acreditem no PS. Agora é que vai ser!
Portanto votem em nós que depois a malta resolve.
Só que não.
“com novidades na formação inicial, habilitação para a docência e recrutamento, ” e mesmo a tornar-se verdadeira a promessa, não falam nada em resolver o ir para o desemprego a 31 de agosto e começar um novo contrato a dia 1 de setembro!!
O valor recebido não estar ajustado a realidade local onde se efetivamente trabalha.
Puff…. conversa de eleições.
Propaganda eleitoral.
Mais um dia normal no PS, continuando…
Eu admito que até teria algum interesse em fazer uma “reconversão” para professor, provavelmente matemática do ensino secundário.
Seria uma forma de sair da “corporate ladder”, de que estou cansado, e de devolver às comunidade o serviço que os meus professores fizeram por mim.
No entanto, tudo, tudo o que seriam condições associadas a tornar isto realidade (salário, mobilidade obrigatória, etc.) é, de certeza, uma piada de mau gosto.
Façam isto como deve ser e não faltarão engenheiros com boas capacidades técnicas e educativas a candidatar-se.
*”O que eu queria era estar dentro de uma sala, várias horas por dia, numa posição esvaziada de autoridade, sujeita às pressões de toda a estrutura directiva da escola para transitar uma cota fixa de estudantes, para no final do dia me encontrar com três ou quatro pais que me vêm falar de teorias educativas que leram no facebook e do quão especiais e diferentes são os seus filhos!”* – disse ninguém, nunca.
Caem 1, caem 2, caem 3, caem 4, caem 5, quantas vezes vão cair na mesma lenga lenga sor professores?
Aquilo que está a ser sugerido, no domínio da formação e acesso à profissão, é um profundo retrocesso com implicações desconhecidas nas organizações (de ensino superior, secundário e básico), nos cursos de formação inicial de professores e na qualidade do ensino e da aprendizagem.
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“O Ministério da Educação apresentou hoje um conjunto de medidas para tornar mais atrativa a profissão docente, com novidades na formação inicial, habilitação para a docência e recrutamento, mas as mudanças terão de esperar pelo resultado das eleições.”
Interessante que estes problemas estejam identificados há anos, que tenham sido desvalorizados ou negados pelo ministro da educação… mas de repente, e perante umas eleições em que o PS aposta tudo na maioria absoluta, já é necessário tornar a carreira de professor mais atrativa, mas somente depois das eleições.
Sounds like someone is getting desperate…
Professores, acreditem no PS. Agora é que vai ser!
Portanto votem em nós que depois a malta resolve.
Só que não.
“com novidades na formação inicial, habilitação para a docência e recrutamento, ” e mesmo a tornar-se verdadeira a promessa, não falam nada em resolver o ir para o desemprego a 31 de agosto e começar um novo contrato a dia 1 de setembro!!
O valor recebido não estar ajustado a realidade local onde se efetivamente trabalha.
Puff…. conversa de eleições.
Propaganda eleitoral.
Mais um dia normal no PS, continuando…
Eu admito que até teria algum interesse em fazer uma “reconversão” para professor, provavelmente matemática do ensino secundário.
Seria uma forma de sair da “corporate ladder”, de que estou cansado, e de devolver às comunidade o serviço que os meus professores fizeram por mim.
No entanto, tudo, tudo o que seriam condições associadas a tornar isto realidade (salário, mobilidade obrigatória, etc.) é, de certeza, uma piada de mau gosto.
Façam isto como deve ser e não faltarão engenheiros com boas capacidades técnicas e educativas a candidatar-se.
*”O que eu queria era estar dentro de uma sala, várias horas por dia, numa posição esvaziada de autoridade, sujeita às pressões de toda a estrutura directiva da escola para transitar uma cota fixa de estudantes, para no final do dia me encontrar com três ou quatro pais que me vêm falar de teorias educativas que leram no facebook e do quão especiais e diferentes são os seus filhos!”* – disse ninguém, nunca.
Caem 1, caem 2, caem 3, caem 4, caem 5, quantas vezes vão cair na mesma lenga lenga sor professores?
Aquilo que está a ser sugerido, no domínio da formação e acesso à profissão, é um profundo retrocesso com implicações desconhecidas nas organizações (de ensino superior, secundário e básico), nos cursos de formação inicial de professores e na qualidade do ensino e da aprendizagem.
Lá começam as promessas eleitorais…