“Portugueses não querem trabalhar” mais uma saga na hotelaria

"Portugueses não querem trabalhar" mais uma saga na hotelaria from portugal

38 comments
  1. “Patrões portugueses não querem pagar” mais uma saga na hotelaria

    Pequena correção no título

  2. Gostava que esses caramelos que se andam aí a queixar que “nInGuéM qUeR tRaBaLhAr!” postassem um anúncio de emprego com uma indicação clara do salário que pretendem pagar, mas um salário digno para quem está a trabalhar, e não a miséria que costumam pagar.

    E depois via-se quem quer trabalhar ou não.

  3. E sabem quê, o governo faz os favores todos a estes marmelos porque é importante que os turistas tenham condições

  4. A minha pergunta é esta, a comunicação social não larga o mesmo osso hà meses com estas notícias, que os portugueses não querem fazer Nestum. Mas estão a ser patrocinados por quem?? É que já enjoa ouvir estes”negreiros/empresários”.

  5. Mais português na restauração.

    Dois dias de folga seguidos,o então folgas repartidas pelo menos um fim de semana seja ele sábado o domingo.

    Bons horários de trabalho.

    Mais gente a trâbalhar, e não estar o Zé a fazer o trabalho dele e o do outro e ainda ter que vir no dia de folga dele porque x tava doente o não pode vir.

    Não e necessário serem todos full time. Part- Times para quem estuda o fim de semana que e quando se costuma trabalhar mais para reforçar a equipa.

    Estagiários para fazer mise en place

    E pagar um bocado mais de ordenado mínimo com direito a subsídio de alimentação.

    Horas extras: poder de escolha , de querer receber o ficar um mais um dia de folga.

  6. E logo de seguida deu a reportagem do pessoal da hotelaria que fez uma feira para contratar refugiados ucranianos, isto é uma autêntica caça aos escravos.

  7. Logo Aveiro, em que uma porcao escandalosa dos restaurantes recorre a trabalhadores migrantes a oferecer condições e salários completamente subhumanos? Ainda menos pena

  8. todos os argumentos são válidos para

    1. não pagarem ordenados dignos
    2. legitimarem a contratação de imigrantes por tuta e meia

  9. Trabalho em turismo e hotelaria há anos. Os meu patrões fazem cada proposta ridícula. A maioria das pessoas que entra aguenta 2 ou 3 semanas.

    Os ordenados é o mínimo ou pouco mais, trabalhar sempre mais de 8h por dias (sendo que agora no verão é sempre melhor apontar para as 10h), não pagam horas, trabalha-se por turnos e fins de semana é raro estar em casa.

    E depois ainda tem de se aturar cada cliente que não lembra o diabo. Há clientes que são um pesadelo, karens autênticas.

    Quem é que se aguenta neste ramo assim? Mais vale a pena ir para uma fábrica fazer um horário fixo com fins de semana em casa. E se calhar ainda pagam as horas…

  10. sim ” claramente ” não é em consequência dos salários , horários repartidos ( em vez de trabalhares 8-10 horas acabar por trabalhar 12/14 e serem um ladroes com folgas / feriados e ferias…. sure , os portugueses é que não querem trabalhar, claro…

  11. os patrões da hotelaria subvalorizam o quão a sua equipa tem influência na qualidade e procura do negócio.

    ​

    para eles deve ser a magia negra, o menu fora de série que é igual a todo o lado ou o espaço retro com velharias por todo o lado.

  12. Deviam fazer ainda mais entrevistas destas e continuar a bater na mesma tecla. Mas a seguir faziam sempre a pergunta de seguimento: “qual é o ordenado e tipo de horário?”

  13. Se calhar se dessem salários e horários apropriados para os empregados terem uma vida pessoal completa ao lado da sua vida profissional, então se calhar aplicavam-se para trabalhar em restauração.

    Faça o que fizer, nunca irem trabalhar num café outra vez. 10 horas de trabalho, 600 euros por mês com mais 50 se “portar bem”. O portar bem era para aparecer mais cedo do que o horário pretendido, é o que me disseram. Fantástico.

  14. Eu tenho uma solução. Pode parecer uma loucura, mas aqui vai: pagar ordenados decentes e oferecer horários de trabalho razoáveis.

  15. E mais rentavel trabalhar na Glovo do que na hotelaria e podes ter os teus proprios horarios.

  16. Trabalho na restauração e o que vem acontecendo é que os donos de restaurantes/bares estavam habituados a ter gente para trabalhar que se sujeitava aos salários baixos, pouco tempo livre, uma folga e sem fins de semana.
    Ou seja era só encher a blusa.
    Hoje em dia as pessoas já não se sujeitam a tanto por tão pouco, e bem. Não faltam fábricas a pagar o mesmo e as condições são muito melhores.
    Portanto vêem se obrigados a ter de abdicar de lucro para garantir o funcionamento da sua empresa, e eu vejo duas soluções para isso: continuar a chorar que “não há gente para trabalhar” ou pagar como deve ser e garantir condições de trabalho adequadas.
    No meu caso tenho patrões com uma mentalidade mais moderna no que á restauração diz respeito, preferem abdicar de meter tanto ao bolso e pagam de forma justa, desde prêmios relativos a situações de mais trabalho até percentagem dos lucros a quem delegam responsabilidades ou seja cada um de nós sabe que o trabalho é duro, os horários não são perfeitos as folgas são há semana, mas sabemos que todo este esforço é recompensado.
    O que resulta numa empresa em que sim é difícil arranjar trabalhadores pelo estigma associado a restauração e pelas suas características claro, mas quem vem se for bom garantidamente não sai porque se sente recompensado.
    A solução para a restauração é a mesma de todos os outros negócios, funcionários satisfeitos e motivados com as suas condições de trabalho.

  17. Logo em Aveiro, onde um T0/T1 ronda os 450-600€ e quase todos esses trabalhos pagam o salário mínimo ou pouco mais do que isso.

    Lel.

    Claro que ninguém quer perder todo o seu tempo para depois receber uma miséria enquanto o patrão se lambe com as notas todas.

    Veja-se, por exemplo, o negócio dos moliceiros, onde tens de falar pelo menos 2-3 línguas e trabalhar a tempo inteiro e de como quase todos lá recebem o salário mínimo (ou menos) e a patroa passeia o cu para fazer dinheiro como esterco. E se calhar ainda foi pedinchar apoio para o turismo durante a pandemia, visto que “o negócio estava difícil”.

  18. Essas pessoas não querem trabalhar na área da restauração, devem ser as mesmas que querem comprar uma casa. A trabalharem 200anos na restauração talvez consigam comprar uma.

  19. Não são somente os Portugueses. É pelo mundo ocidental todo. Precisávamos da chegada dos Millenial mas em especial da GenZ para isto começar a acontecer. Há dinheiro para todos não se enganem com o Ellon Musk. O que não há é capacidades para ver que enquanto estivermos com os Metoo, BlackLivesMatter, e tantos outros similares, a guerra que realmente existe para todos está a ser perdida. A verdadeira guerra é a de classes. Iludem-nos apenas com hashtags bonitos e notícias de reacção imediata. Cancelamos pessoas que não concordam connosco e achamos estar a fazer o bem pela sociedade. Estamos numa era deprimente. Temos que acordar do sonho enquanto estamos vivos.

  20. Literalmente só uma pergunta… se houvesse mais contexto, dava para falar melhor disto. ty, OP =|

  21. Confirmo o que está no titulo! Sou Português e não quero trabalhar, trabalho porque tenho de pagar as contas, chego a desenvolver alergias, que só passam quando abro um tik tok com uma boa piada, ou um instagram com uns bons airbags, já procurei ajuda medica e receitaram-me euromilhões 🙁

  22. Acho que não é preciso ser nenhum cientista ou iluminado pra entender bem o que se passa.

    Com o covid muitos funcionários do ramo foram despedidos, ora muitos destes era pessoas que odiavam o trabalho mas não podiam tentar mudar por vários motivos. Com os despedimentos tiveram de arranjar novos empregos. Ora esses mesmos viram o quão péssimo era o trabalho naquela área e jamais ponderam voltar. E os que nunca trabalharam na área ja sabem que a devem evitar.
    Resumindo a hotelaria era muito feita por malta antiga da casa, que ao serem obrigados a mudar de área no covid, não voltou pra área quando o covid (melhorou).
    Também devia existir mais fiscalização em termos de horas extra porque sei que é das áreas que mais abusa nesse aspecto, nem são pagas nem são dadas depois como folgas extra.

    Tanta notícia se faz com os emigrantes “escravos” na agricultura em Portugal mas se forem fazer bem as contas a ordenados vs horas trabalhadas não sei se não é a mesma coisa que vai acontecer/acontece na hotelaria…

  23. E o pior é ouvir Malta que tá no ramo a mais tempo dizer que os mais novos não querem trabalhar porque preguiça e querem receber tipo o patrão
    Like, no shit Sherlock se vou trabalhar das 8 da manhã a meia noite com 2 pausas de 30min e ainda fazer horas extra sem receber mais um cêntimo por elas é bom que me paguem algo decente …

  24. Restauração: trabalhas 12h para receber 8h.
    Além de ser tratado como escravo..

    Acho graça dizerem que ” ninguém quer trabalhar “

  25. A indústria da hotelaria e restauração é a mais desgastante, mal paga, e provavelmente das que os empregados são mais mal tratados. Há muita toxicidade e as pessoas se têm outras oportunidades vão aceita-las. Já passou o tempo de “uma pessoa tem de se sujeitar”.

  26. é engraçado

    dizem que as pessoas não querem trabalhar, mas eu tive desempregado quase 2 anos depois de terminar o meu curso porque não tinha experiencia e literalmente dezenas de estabelecimentos e empresas recusaram dar-me uma chance, simplesmente porque não tinha experiencia, mas também se recusam a pagar ordenados decentes a quem sabe trabalhar bem e por isso não conseguem arranjar mão de obra

    querem profissionais experientes a trabalhar que nem escravos a receber o ordenado minimo

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