Legalização da prostituição vai ser discutida no Parlamento esta semana

31 comments
  1. Legalizem pois quero poder escolher um produto legitimo e limpo, regulado e aprovado pelo Estado.

    Assim também posso pedir fatura pela foda.

  2. Todo um novo mercado que se abre.

    Apps para internediar o serviço, para gerir a agenda faturação fiscal, livro de reclamações online, contabilidade…

  3. primeiramente é melhor constatar factos.

    a prostituição é legal em portugal. não tem enquadramento jurídico como profissão, isto é, não é uma profissão reconhecida pela lei, mas vender sexo não é crime.

    o lenocínio existe. tem enquadramento jurídico, é ilegal e punível consoante a legislação em vigor.

    vamos então perceber o que se pode mudar para melhor neste paradigma factual.

    a falta de acesso a enquadramento jurídico por parte de um/a prostituta/o, tem as suas benesses e os seus malefícios. como não é uma profissão regulada, reina a liberdade de escolha da prostituta/o em relação ao seu trabalho. mas também reina a falta de fiscalização do mesmo.

    há questão ética de ser o estado a regular a profissão. deve o estado beneficiar com outra pessoa vender sexo? deve o estado cobrar impostos sobre a troca de sexo por dinheiro? deve o estado regular e fiscalizar esta troca comercial?

    há a parte do lenocínio. que é o lucro por parte de outros no que toca à venda de sexo. neste momento é ilegal, mas há milhares de maneiras de contornar a lei. uma delas é teres uma casa onde as prostitutas/os são “clientes” e depois cobras 10€ por cerveja.

    mas também há que admitir que neste momento o sexo, infelizmente, é associado a uma multiplicidade de estigmas/ilusões românticas, derivado também do tipo de educação existente. e se o sexo é assim então a venda do mesmo é ainda mais complexa, tanto para quem vende como para quem compra.

    na minha opinião vender sexo não é problema. se acaba a prostituição cá no burgo o país arde em menos de três meses. não considero as prostitutas/os menos pessoas por fornecerem um dos mais essenciais serviços cá em portugal.

    também não considero que ser prostituta/o automaticamente te torne alguém que deva sentir vergonha pela profissão escolhida. mesmo numa perspetiva feminista, não considero que alguém vender o seu tempo e corpo a troco de dinheiro seja diminutivo do seu valor como mulher.

    no entanto, acho que não estou munido de informação suficiente para determinar uma opinião definitiva. já estive mais contra a regulação, mas cada vez mais mudo de opinião. porque acho que alguma regulação não será perfeita, mas será melhor que a inexistência de enquadramento jurídico atual.

  4. Sou 100% a favor disto… O que mais há é prostituição ao céu aberto. Putas na rua, bordéis, etc. Já tudo existe. A diferença é que é um mercado não regulado e sem segurança para as putas nem para os clientes. Desde doenças a assaltos a violência… Não faz sentido.

    Vamos aceitar que é uma merda que existe para que se possa regular as condições mínimas para que haja segurança.

    Como ponto extra os bordéis ilegais vão destacar-se como uma borbulha no nariz e pode ser que facilite o combate ao tráfico humano, sobretudo de menores e crianças.

  5. Outra vez?

    A prostituição não é ilegal. O título da notícia é clickbait.

    O que vai ser discutido é se passará a existir enquadramento legal como profissão com a correspondente cobrança de impostos e outras imposições legais. Algo que me parece desinteressante para quem se prostitui e para quem é cliente pois vai encarecer o produto.

    Também vai ser discutida (e provável e correctamente chumabada) a despenalização do lenocínio, vulgo chulismo. Ou seja, alguém retirar uma margem de lucro do trabalho de quem se prostitui.

    Há uma coisa que esta gente que anda sempre à volta deste assunto se esquece: A vasta maioria das pessoas que se prostitui só o faz por falta de alternativa e desespero.

    Neste cenário, a relação comercial assume sempre contornos de abuso… Há uma pessoa que está desesperada e outra que se aproveita desse desespero para um momento de prazer.

    Não é por acaso que a prostituição está fortemente relacionada com casos de toxicodependência, tráfico humano e relações abusivas.

    Há que deixar de olhar para a prostituição com óculos cor-de-rosa e esquecer todo o enquadramento social que a potencia e promove.
    A ideia da puta feliz e orgulhosa do seu trabalho é muito bonita mas não corresponde à vastíssima maioria dos casos.

    Também há o hábito de fazer do sexo algo vital. Não é. Não foder não mata ninguém… É uma vida menos divertida (para a maioria, há quem realmente não goste de sexo), mas não se morre por falta de fodas… E a diversão do sexo é bem melhor quando é de borla.

  6. -Devem pagar impostos;

    -Ter protecção social;

    -Terem regras de higiene e de segurança;

    Continuarem como assunto tabu e que toda a gente olha para o lado, não ajuda ninguém e nem os profissionais desse ramo querem isso.

    Duvido que existam neste momento muitas prostitutas agarradas à droga, a metadona reduziu muito isso.

    Que as prostitutas tem um vicio, tem e é o do dinheiro e consumismo. Imaginem a motivação de trabalhar num emprego normal, quando em 2 dias de prostituição ganham o mesmo que em 22 dias de trabalho! No momento que vencem as inibições culturais, sociais e religiosas, se entram nessa vida, é muito complicado sairem. Passam a ter dinheiro para terem um nível de vida muito superior às pessoas que não andam nessa vida, e depois de se ser rico, ninguém quer viver como pobre.

  7. Se conseguirem fazer delas trabalhadoras públicas, com impostos e burocracia incluídos nos serviços, as taxas de prostituição provavelmente descerão mais do que se fosse ilegalizada.

  8. Acho bem. Mas duvido que me muitas/muitos deles queiram a sua legalização… pagar impostos? Está bem está.

  9. imagino o cenário no e-fatura

    *tem X paturas para validar*

    “ora deixa lá ver o que há”

    “epá tá aqui 50 paus numa unipessoal, o que foi isto?”

    “ahh pah já sei, foi a joana, bem gostosa essa, a ver se volto lá um dia destes”

    “ora vamos ver, em que categoria vai isto? Ginásio? fazia sentido, foi uma hora a malhar… Restauração? epá, comi-a, portanto… Despesas Gerais Familiares? fds que ironia”

  10. Ora aí está! Mais uma fonte de rendimento para o estado. Legalizar e regular. Acho muito bem! E de preferência que o GP-PT passe a patrimonio cultural imaterial de Portugal!

  11. Isto está tudo F*dido. O Ministro do Sexo Profissional vai ser o Gajo mais Popular para sempre. /s

    Nem quero pensar nas Campanhas Eleitorais /s

  12. Mais um claro caso de Nepotismo… Já não bastava o tacho que eles têm no Parlamento, agora vão tratar das mães deles.

Leave a Reply