A Proteção Civil registava esta segunda-feira, às 4h00, 95 ocorrências, muitas relacionadas com a situação meteorológica adversa São menos 50 do que no sábado.
Num ponto de situação divulgado pela ANEPC no domingo, desde as 16h00 do dia 1 de fevereiro foram registadas um total de 19.066 ocorrências.
Com a situação meteorológica mais calma, termina o decreto de situação de calamidade, que durante estas semanas de mau tempo permitia implementar decisões para prevenir, reagir ou repor a normalidade nas áreas atingidas.
Algumas estradas ainda estão submersas o que dificulta a circulação no concelho, que registou um nível histórico de inundações. Varias habitações e algumas empresas ficaram destruídas.
Os prejuízos ainda estão a ser avaliados.
A circulação foi retomada e decorrem os trabalhos de limpeza.
O acesso à localidade do Reguengo do Alviela ainda está condicionado.
Portagens regressaram às zonas mais afetadasJá se pagam portagens nas zonas afetadas pela tempestade Kristin. A isenção esteve em vigor desde dia 4 de fevereiro e terminou este domingo. Estiveram abrangidos troços da A8, entre Valado de Frades e Leiria Nascente, da A17, entre a ligação à A8 e Mira, da A14, entre Santa Eulália e o Nó de Ança e da A19, entre os nós de Azoia e de São Jorge.
Em Leiria, pede-se a continuação da isenção de portagens.
O Chega defendeu este domingo o prolongamento da situação de calamidade até ao final do mês e o seu alargamento a outros municípios da zona Oeste, além da continuação da isenção de portagens nas zonas afetadas pelo mau tempo. Um pedido baseado na “instabilidade meteorológica ainda presente, habitações e empresas destruídas e prejuízos por contabilizar”.
“É imperativo que todos os meios públicos, ordinários e excecionais, continuem a ser mobilizados nas próximas semanas, garantindo uma resposta eficaz e célere às populações afetadas”, sustentam os dirigentes do Chega.
Um casal de idosos do concelho de Montemor-o-Velho, distrito de
Coimbra, está desaparecido desde sexta-feira. As buscas devem ser
retomadas esta segunda-feira.
O casal, de 68 e
65 anos, residente em Verride, saiu de casa e não regressou, o que
motivou o alerta de familiares, pelas 19h45 de sexta-feira.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados e há ainda milhares de pessoas sem eletricidade e comunicações. As tempestades há mais de duas semanas provocaram também elevados prejuízos em empresas e há queixas quanto à demora dos apoios.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
Começam esta manhã, os trabalhos de contenção provisória do dique que cedeu, no rio Mondego, junto à Autoestrada 1.
O Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente diz também que estes últimos dias mostraram que o sistema hidráulico do rio Mondego tem de ser reajustado.