A UGT afirmou esta quarta-feira “lamentar” a divulgação de uma reunião de concertação social marcada para esta quarta-feira pela ministra do Trabalho e dedicada à legislação laboral, após esta estrutura sindical ter mostrado indisponibilidade nesta data por questões de agenda.

De acordo com o comunicado divulgado pela UGT, “após contactos por parte do Governo, (…) a UGT informou de imediato a sua indisponibilidade para a data proposta e a sua disponibilidade para qualquer outra”.

“Face ao exposto, cumpre à UGT reiterar, tão publicamente quanto a notícia da reunião, que a mesma, a verificar-se, se realizará sem a presença da central, em virtude de questões de agenda”.

A UGT disse ainda esperar que a situação, “desadequada no quadro de um processo que se quer sério, credível e realizado com lealdade e transparência” não se volte a repetir, “seja qual for a natureza das reuniões em causa”.

O encontro acabou por não ter quaisquer efeitos práticos, apesar da presença das entidades patronais, CAP, CIP, CCP e CTP. Foi o presidente desta última, Francisco Calheiros, quem explicou aos jornalistas à saída que “na práctica, não houve reunião”.

“Como o nosso [patrões] interesse é fazer um acordo, e queremos obviamente que a UGT esteja presente”, as quatro entidades “manifestaram a sua disponibilidade” para uma nova reunião a partir da próxima segunda-feira, adiantou o representante do turismo.

No comunicado emitido antes da hora do encontro, a UGT afirmou que reafirmava a sua “total disponibilidade para participar em futuras reuniões, ciente de que o trabalho a fazer será ainda longo, não justificando a pressa desta ‘convocatória’ extemporânea”, acrescentando “que não se realizou sequer qualquer discussão em torno das propostas da UGT consolidadas no documento Trabalho com Direitos XXI”.

A marcação desta reunião foi noticiada pelo Expresso e, esta terça-feira, fonte oficial do Ministério do Trabalho, liderado por Rosário Palma Ramalho, confirmou à Lusa que o Governo tinha convocado os parceiros sociais para uma reunião às 15h desta quarta-feira.

A CGTP não terá sido convocada de início. O anteprojecto de lei do Governo ligado à legislação laboral esbarrou nas centrais sindicais, tendo no dia 4 de Fevereiro a UGT apresentado um conjunto de propostas de alteração.