Capa jornal i 19/11/2021

39 comments
  1. Que tal aumentar os salários oferecidos e melhorar as condições? Como? Aumentando o preço desses serviços talvez..

  2. Esqueceu-se de incluir “aos salários e condições que estamos a oferecer, assim não consigo comprar o BMW este ano” 🙄

  3. E nós temos enorme dificuldade em encontrar empresários que nos respeitem, que saibam recompensar o mérito e o talento, fomentem a segurança psicológica e criem empresas onde em vez de conversas da tanga sobre “identidade” e ” purpose” compreendam que são patrões e não donos.

  4. Pagam ordenado mínimo em full-time, para aturar clientes mal educados, limpar cozinhas e salas de jantar, tirar cafés e receber o dinheiro. Isto quando não propõem receber sem recibo para pagarem mais uns tostões e “ambos ganham”. Ninguém está para se “matar a trabalhar” por um punhado de euros e no dia seguinte poder estar no IEFP novamente. Não é geral este procedimento, ainda há empresários de restauração honestos, mas que existe uma enorme quantidade de oportunistas na restauração não tenho dúvidas

  5. Lei da procura/oferta a funcionar, como um ex-funcionário deste sector tenho que admitir que me dá gozo ver estas notícias todas. Karma’s a bitch.

  6. ri-me muito com a coisa do “vamos a um restaurante e se a comida não é espectacular mas o serviço é estrondoso voltamos ao espaço”……alguém não percebe muito bem qual é o propósito de um restaurante.

  7. Acho que devíamos apoiar mais os nossos empresários.

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    Se olharmos para o outro lado do oceano, temos empresários a obrigar os trabalhadores a fazer as necessidades num balde ou numa garrafa de água, só para eles terem dinheiro para ir ao espaço. Ao espaço!

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    Os nossos empresários apenas querem ter um BMW mais recente. Só isso. É um desejo perfeitamente aceitável – se eu fosse um empresário e tivesse um BMW com mais de 4 anos também ia sentir-me mal, porque ao preço a que eles estão até um dos meus funcionários poderia comprar um após alguns breves 20 anos de poupanças. Já imaginaram o mal-estar que isso não iria gerar, quando houvessem carros melhores no estacionamento da empresa do que aqueles que estavam no lugar reservado à administração?

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    Parece-me que o jornal i apenas quis louvar o mui nobre sacrifício dos nossos empresários, que limitam os seus desejos para bem dos funcionários, de modo a que todos possam ter acesso ao salário mínimo e, quiçá, Netflix grátis. Quem não gostava de ter Netflix grátis? Eu gostava.

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    Não sou um empresário mas, em nome deles… obrigado, i. Obrigado.

  8. Ana Jacinto –

    Secretária-geral na AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.
    Árbitra de Parte Empregadora do Conselho Económico e Social.
    Prática forense, essencialmente, em Direito Laboral, Comercial e Civil.
    Licenciada em Direito, na vertente Jurídico-Económicas na Universidade Autónoma de Lisboa, possui um Master em Gestão de Empresas, pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

    Curiosamente o único trabalho que teve até hoje foi na AHRESP onde entrou com 21 anos como jurista…

  9. Impressão minha ou nas últimas semanas este tema está a ser mais explorado como se a culpa fosse dos portugueses? Estranha a maneira como enquadram estas notícias, só realça o lado do empregador, quando quem tem mais a dizer na questão é o empregado…

  10. Ou baixam o número de horas para 8 horas e aumentam o ordenado para 900 LIMPOS (não é 8 no contrato e depois fazer 14, são 8 horas de trabalho reais), ou então mantêm as 12, 13, 14 horas mas pagam as horas extra ou aumentam o ordenado para os 1500€ LIMPOS.

    Só com uma destas condições é que voltava para a restauração…

  11. Gosto da parte em que compara um trabalhador da restauração com uma hospedeira de bordo.

    Mas esquece-se de comparar os salários.

  12. O meu primeiro trabalho foi no McDonald´s.
    Uma colega escorregou no restaurante, caiu e bateu com a cabeça num canto qualquer. Sangue por todo o lado, parecia um filme do Tarantino. O gerente? Ficou porque “o turno tinha de continuar!” A minha colega foi sozinha para o hospital meio consciente.

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    Uma pessoa só tem de querer e consegue, não é?!
    Eles que se desmerdem.

  13. “Eu quero pagar o salário mínimo e poder despedir o pessoal quando o verão acaba mas por alguma razão que se me escapa ninguém aceita isso”

  14. Sempre que vejo uma manchete destas pergunto-me se de alguma forma o jornal é “reembolsado” por publicar algo tão tendencioso, e se sim, isso não viola princípios da profissão ou até alguma lei. De uma forma ou de outra entristece-me a forma como o jornalismo é praticado de uma forma tão opinionada hoje em dia.

  15. Titulo alternativo:

    Queremos que as novas gerações nos sirvam a preços low cost enquanto estamos cá

  16. Ordenado mínimo por semanas de 40 horas a recibos verdes em clima de stress e pressão com chefias que frequentemente são inqualificadas, irresponsáveis e infantis realmente não é uma proposta atrativa…

  17. Outra vez esta história?

    Comecem (entre outras coisas) a pagar salários de jeito e abandonem a ideia que salário mínimo é a regra e não a excepção e verão que aparecem funcionários.

    Irra que já mete nojo esta choradeira destes pseudo-empresários da tanga!

  18. Adoro ver o karma trabalhar. Não dão as minimas condições, o salário é vergonhoso para as horas de trabalho (que muitos dias passam bem das 8h), escrevemos as horas extras na folha para banco de horas, constantemente a pedirem que um colaborador faça o trabalho de 3 sem nunca mostrarem intenções de contratar mais uma pessoa que seja… Digam logo que querem escravos. Hotelaria e restauração é provavelmente o setor mais lucrativo deste país e o que menos condições de trabalho fornece.

    Sou licenciada em Turismo e não trabalho na área exatamente por causa disto tudo. Estive a trabalhar num hotel e fui a várias entrevistas para outros empreendimentos, é tudo a mesma coisa… Então se forem portugueses a gerir é pior ainda.

  19. Quem não sabe o que é trabalhar na restauração eu demonstrou.
    Restaurante
    Entras as 10/11h serves o almoço. Sais as 15/16 voltas as 18/19. Serves o jantar sais as 23/24. Este horário pelo menos 6 dias por semana. A folga costuma ser a uma segunda ou terça. Por norma não se tira férias no verão porque é o período alto. Salário mínimo.

    Cafés e pastelarias
    Entras as 6 e sais as 20. Seis dias por semana ou 5 e meio com fins de semana a rodar. Não se para o dia todo e alem de tirar cafés finos e fazer torradas é preciso limpar e montar e depois esplanadas. Salário mínimo.

    Casamentos ou eventos

    Entra se as 7 sai se as 3/4 e por norma no dia seguinte volta se a entrar às 7. Já tive alturas em que não íamos a casa dormir e trabalhávamos 3 dias completamente seguidos. Obrigatoriedade de laço camisinha e sapatos de ir ao pito. Caminham se kilometros. Pés ficam literalmente em sangue. Servir convidados acartar mesas e cadeiras acartar toneladas de lixo no fim e limpeza geral da quinta e da cozinha. Trabalho a roçar a escravidão. +/- 100€ dia tudo ao negro.

    Já perceberam porque é que é difícil arranjar gente.

  20. “Temos de fazer com que os jovens queiram trabalhar neste setor”

    Verdade. Nem toda a gente tem a oportunidade de aos 13 anos ir estudar para Inglaterra, licenciar-se numa privada e tirar mestrado noutra privada.

  21. Adoro a pose Infante D. Henrique, a olhar para o infinito. Uma visionária, claramente, a quem nunca ensinaram que olhar para o sol faz mal à vista.

  22. Trabalho nesta área e tenho a dizer que a AHRESP é uma grande filha da putice no que toca a CCT (Contratos Coletivos de Trabalho). Conseguem nexer naquilo de forma a contornar algumas leis do CT (Código do Trabalho) de maneira a beneficiar o patrão e a lixar a vida ao empregado.

    Por exemplo, na hotelaria e restauração só contam horas noturnas da 01h às 07h. Entre outras tantas coisas que metem nojo.

  23. Destaco dois pontos nesta imagem:
    1. A pose de Nossa Senhora de Fátima a ver Jesus Cristo a descer aos céus
    2. “O serviço é estrondoso”. Não dão bons ordenados, mas ao menos os jovens podem servir as pessoas estrondosamente.

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