…”director-executivo da Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular”
É como perguntar ao peru se é contra o Natal.
No dia em que isto acontecer, Portugal baterá no fundo… é das poucas coisas que são minimamente justas é o acesso ao ensino superior
Mérito /s
Isto é daquelas questões complexas.
Por um lado se os exames nacionais valerem pouco a malta que anda em certos colégios ou até mesmo em algumas escolas públicas será beneficiada porque a média entre um 12 e um 14 dá, milagrosamente, 17.
Por outro lado é revoltante saber que um aluno estuda 3 anos (ou 2, no caso dos exames feitos no 11º ano) e todo esse tempo de estudo vale tanto como um exame de hora e meia.
Mas infelizmente, dada a corrupção de notas que existe em escolas e colégios, os exames nacionais são a única forma, pelo menos a meu ver, de equilibrar a coisa.
Associação de colégios que inflacionam as notas dos alunos quer que o peso dos exames, sobre o qual não têm controlo, seja reduzido para não estragar a carreira do Bernardo e do José Maria
Eu proponho que sejam de 5% e que a licenciatura seja obtida com o seguinte racio: 90% para assiduidade e 10% para exames.
Assim como assim a meritocracia em Portugal é inexistente.
Os exames nacionais são das poucas componentes realmente justas que ainda existem. De resto as notas dependem sempre de avaliações e critérios altamente subjetivos de professores e escolas.
Cada vez mais se premeia os carneirinhos. Ser competitivo nas escolas deste país parece que passou a ser crime.
Nivelar por baixo, parece-me bem!
A venda de notas, como em todos os negócios, rende mais se as regras forem de feição.
Então comecem com auditorias aos privados, senão ai a diferença ainda vai ser maior.
Ridículo, e absurdo.
As notas ao longo do ano deveriam apenas ser para completar a escolaridade obrigatória e os exames é que deviam contar 100% para a candidatura.
Um exame é uma prova de conhecimento, ou se sabe ou não se sabe. Se corre mal, é que porque não estava bem preparado, faz outro ninguém morre. Invés de se tornar o falhanço como algo mau e que se deve evitar a todo o custo, devia-se incentivar os jovens a levantarem -se depois de falhar e sentirem a vontade de fazer melhor. Invés de torcer cada vez mais a trama para evitar os falhanços
​
Este misto das duas coisas já nem devia existir é estar a relativizar algo que não é relativo.
​
A avaliação contínua é má para quem quer melhorar notas! E sei que quem ainda é aluno vai ver isto e achar mal mas pensem comigo: o normal com o estudo é as pessoas serem cada vez melhores e atingirem objetivos, então imaginem que o início do ano corre mal e têm uma nota fraca a uma disciplina tipo 10, mas ao longo do ano começam a estudar mais e mais e chegam ao fim do ano e são o melhor aluno da turma àquela disciplina e agora dominam completamente a matéria, até tiram 19 e 20s facilmente. Chega ao fim do ano, como o primeiro trimestre correu mal têm uma média inferior ao aluno mais mediano que tirava sempre 16 mesmo ele sabendo muito menos que o que tira atualmente 19 de forma consistente. É isto que acham justo? “ah mas depois pode ir a exame e corrigir”, então mais vale haver exames? Quer dizer o que foi sempre mediano não tem que provar nada, o que se esmerou para ser o melhor possível tem de provar novamente que é bom aluno para ter a tal nota superior.
​
Quando mais se pensa mais ridículo é.
Portanto a ideia é exacerbar o impacto que a notas dados no privado tem no acesso ao ensino superior.
Ladrões contra fechaduras de alta segurança e portas blindadas. Mais às 20:00.
E óbvio que a média da escola não devia valer um caralho. Se for as universidades de topo fazes isto com média mínima de exame ( e indiferente ter 18 ou 19 desde que passes a linha mínima ) e com uma entrevista. Soft skills são importantes mas não avaliadas na escola onde os critérios de avaliação são o que se sabe
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…”director-executivo da Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular”
É como perguntar ao peru se é contra o Natal.
No dia em que isto acontecer, Portugal baterá no fundo… é das poucas coisas que são minimamente justas é o acesso ao ensino superior
Mérito /s
Isto é daquelas questões complexas.
Por um lado se os exames nacionais valerem pouco a malta que anda em certos colégios ou até mesmo em algumas escolas públicas será beneficiada porque a média entre um 12 e um 14 dá, milagrosamente, 17.
Por outro lado é revoltante saber que um aluno estuda 3 anos (ou 2, no caso dos exames feitos no 11º ano) e todo esse tempo de estudo vale tanto como um exame de hora e meia.
Mas infelizmente, dada a corrupção de notas que existe em escolas e colégios, os exames nacionais são a única forma, pelo menos a meu ver, de equilibrar a coisa.
Associação de colégios que inflacionam as notas dos alunos quer que o peso dos exames, sobre o qual não têm controlo, seja reduzido para não estragar a carreira do Bernardo e do José Maria
Eu proponho que sejam de 5% e que a licenciatura seja obtida com o seguinte racio: 90% para assiduidade e 10% para exames.
Assim como assim a meritocracia em Portugal é inexistente.
Os exames nacionais são das poucas componentes realmente justas que ainda existem. De resto as notas dependem sempre de avaliações e critérios altamente subjetivos de professores e escolas.
Cada vez mais se premeia os carneirinhos. Ser competitivo nas escolas deste país parece que passou a ser crime.
Nivelar por baixo, parece-me bem!
A venda de notas, como em todos os negócios, rende mais se as regras forem de feição.
Então comecem com auditorias aos privados, senão ai a diferença ainda vai ser maior.
Ridículo, e absurdo.
As notas ao longo do ano deveriam apenas ser para completar a escolaridade obrigatória e os exames é que deviam contar 100% para a candidatura.
Um exame é uma prova de conhecimento, ou se sabe ou não se sabe. Se corre mal, é que porque não estava bem preparado, faz outro ninguém morre. Invés de se tornar o falhanço como algo mau e que se deve evitar a todo o custo, devia-se incentivar os jovens a levantarem -se depois de falhar e sentirem a vontade de fazer melhor. Invés de torcer cada vez mais a trama para evitar os falhanços
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Este misto das duas coisas já nem devia existir é estar a relativizar algo que não é relativo.
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A avaliação contínua é má para quem quer melhorar notas! E sei que quem ainda é aluno vai ver isto e achar mal mas pensem comigo: o normal com o estudo é as pessoas serem cada vez melhores e atingirem objetivos, então imaginem que o início do ano corre mal e têm uma nota fraca a uma disciplina tipo 10, mas ao longo do ano começam a estudar mais e mais e chegam ao fim do ano e são o melhor aluno da turma àquela disciplina e agora dominam completamente a matéria, até tiram 19 e 20s facilmente. Chega ao fim do ano, como o primeiro trimestre correu mal têm uma média inferior ao aluno mais mediano que tirava sempre 16 mesmo ele sabendo muito menos que o que tira atualmente 19 de forma consistente. É isto que acham justo? “ah mas depois pode ir a exame e corrigir”, então mais vale haver exames? Quer dizer o que foi sempre mediano não tem que provar nada, o que se esmerou para ser o melhor possível tem de provar novamente que é bom aluno para ter a tal nota superior.
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Quando mais se pensa mais ridículo é.
Portanto a ideia é exacerbar o impacto que a notas dados no privado tem no acesso ao ensino superior.
Ladrões contra fechaduras de alta segurança e portas blindadas. Mais às 20:00.
E óbvio que a média da escola não devia valer um caralho. Se for as universidades de topo fazes isto com média mínima de exame ( e indiferente ter 18 ou 19 desde que passes a linha mínima ) e com uma entrevista. Soft skills são importantes mas não avaliadas na escola onde os critérios de avaliação são o que se sabe