Metro de Lisboa vai reduzir oferta para não sobrecarregar trabalhadores

38 comments
  1. E isto é uma empresa sobre a alçada do ministerio das infraestruturas, nem sequer é uma empresa autarquica.

    Representa bem o estado do país.

    Edit: ao que parece foi recentemente passado para o Ministério do Ambiente e da Ação Climática, o que só torna a situação ainda mais retardada.

  2. Epah, louvo terem tido a hombridade de admitirem que não têm pessoas suficientes a operar. Temos de admitir que isso é significante.

    Agora, quantos operacionais estão ativos no momento? Quantos são necessários para que o Metro tenha um Serviço de Qualidade? Qual o orçamento necessário para viabilizar a Formação e Contratação de mais pessoas?

    Qual o Próximo Passo? Esta Medida é Reativa ou pelo Contrário, é Proativa, porque se engloba dentro de um Processo e de um Pack a implementar de Futuro?

  3. >os quatro sindicatos representativos estiveram reunidos com o ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, e com o presidente do conselho de administração do Metropolitano de Lisboa, Vítor Santos.

    4 sindicatos e não conseguem pressionar o Ministério/Administração a abrir concurso para mais funcionários?

    >“situação desregrada quer de horários, quer de falta de trabalhadores e más condições de trabalho”, a que se soma “a grande prepotência por parte da direção, que leva a que os trabalhadores estejam a atingir o limite de cansaço”.

    Se o Ministério/Administração opta pela opção de reduzir a oferta, numa altura em que temos 5 dias de trabalho/semana, 4 dias de trabalho/semana e deixa de haver metro. É o que dá quererem ter sol na eira e chuva no nabal. O metro tira milhares de carros da estrada, é possivelmente, a par do comboio, o meio de transporte mais democrático e limpo que qualquer cidade pode ter ao seu dispor, têm investido na expansão, mas não conseguem investir no pessoal?

  4. So da vontade de partir alguma coisa fdx. O metro ja anda a abarrotar, mas ainda vão diminuir mais os serviços… Temos o que mercemos.

  5. Reduzir a oferta? Ainda mais?

    No outro dia precisei de usar o metro, entro no Cais do Sodré. De um lado não funcionam as escadas rolantes de subir, do outro não funcionam as de descer. O elevador? Avariado.

    Chego lá a baixo, espera do metro 10 minutos, a estação já estava cheia, o metro quando chega (atrasado) vai a abarrotar. Vou em pé de canadianas.

    Chego ao destino, as escadas rolantes estavam paradas. Só subindo a pé. Não havia nada a avisar do constrangimento. A estação supostamente é acessível. Não vi um único funcionário.

    Voltei a esperar 10 minutos para apanhar o metro na mesma estação, andei mais duas estações, apanhei um uber.

    Pago um passe e nem posso usar os transportes porque não fazem manutenção à porra da infrastructura.

    Quando consigo usar, esperas demoradas, atrasos, sempre a abarrotar.

    Ainda querem fazer mais cortes? O metro deve ser mesmo para a ralé, é cortar até ninguém querer usar o serviço, e só sobrarem aqueles que dependem dele porque não têm alternativa. E esses que comam e calem.

  6. Então não era bom ir no sentido contrário? Empregar mais, mais impostos po estado, melhor serviço, menos carros..?

  7. Como é que se sobrecarrega trabalhadores se a capacidade de transporte é finita?

    Nos belos tempos do ano 2019, em que foi decidida a redução de preço dos passes, as carruagens vinham sempre cheias, de tal forma que muitas vezes tive de desistir de apanhar o metro e ir de autocarro. Ou seja, o metro não ganhou nem perdeu com o facto de não ter escolhido esse meio de transporte, uma vez que teria de esperar quase 10 min pelo próximo comboio.

    E se estamos a falar dos funcionários das bilheteiras, então ainda é mais surpreendente. Há anos que não vejo um funcionário do metro na estação mais próxima, só a senhora da limpeza. É o que temos.

  8. Inimigo Público?

    Já andei no metro em várias cidades europeias, muitas delas capitais, e Lisboa é, de muito, mas mesmo muito longe, sem comparação possível, a que tem menor oferta e não é por falta de procura.

    Não sou contra sindicatos, antes pelo contrário, mas este é um claro caso de uma empresa pública completamente nas mãos dos trabalhadores. Há uns anos automatizaram toda a linha verde e revoltaram-se para que os maquinistas dessa linha continuassem a fazer um trabalho tornado obsoleto. Agora não têm trabalhadores suficientes. Decidam-se.

  9. Mas desde quando o metro, a CP, e a carris servem para prestar um bom serviço aos utentes? Mesmo que toda a gente deixe de usar, as empresas não vão à falência. Na minha opinião, o utente simplesmente serve de desculpa para a sua existência.

  10. Estão doidos. O metro em hora de ponta está um caos e sinto que agora a hora de ponta começa mais cedo do que começava antes de termos estado em pandemia.

  11. Investir nos funcionários e em composições novas? ❌

    Gastar milhões numa linha circular que muita gente detesta (especialmente quem vem dos lados de Odivelas) e que vai oferecer acessibilidade a áreas que não estão necessitadas? ✔️

  12. Há melhor prova de que as taxinhas verdes não são mais do que pretexto para esmifrar a malta com pouca contestação?

  13. Como já referido, aqui..

    Não percebo como incentivam as pessoas a utilizar os transportes públicos.

    As carruagens já são francamente insuficientes na hora de ponta, se a opção é reduzir o objetivo é mesmo que as pessoas não utilizem este serviço. Afinal os impostos sobre veículos e combustíveis trazem muitos impostos ao estado.

    Não há uma única semana, em que não os serviços não falhem por diversas situações, seja greve seja qualquer avarias na linha .

  14. Este sub farta-se de dizer mal das greves do metro e da CP, porque prejudicam directamente o consumidor, em vez de manifestar apoio a esses trabalhadores nas redes sociais. Ironia, agora os utilizadores serão prejudicados todos os dias porque a força dos sindicatos não foi suficiente para conseguir melhores e mais condições de trabalho, que assegurassem serviço à altura da procura. É o que dá menosprezar a greve dos outros.

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