
HAQ houve um escravo negro a ascender à condição de fidalgo, em Portugal. D. João de Sá Panasco, escravo congolês, tornou-se cavaleiro da Ordem de Santiago no reinado de D. João III

HAQ houve um escravo negro a ascender à condição de fidalgo, em Portugal. D. João de Sá Panasco, escravo congolês, tornou-se cavaleiro da Ordem de Santiago no reinado de D. João III
15 comments
[Fonte]
(https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_de_S%C3%A1_Panasco)
[Fonte 2](https://www.researchgate.net/publication/322469598_Joao_de_Sa_o_Panasco_segunda_parte_-_-_Jornal_de_Sintra)
> “Gostava muito el-rei D. João III de um preto chamado João de Sá Panasco; fez-lhe muytas mercês e deu-lhe o Hábito de Cavaleiro de Santiago. Assistia sempre à menza de el-rei divertindo-o com a suas galanterias, e apodava os fidalgos com grande graça”.
(Conde de Sabugosa).
> João de Sá, Panasco de alcunha, nasceu no Congo, mas foi “criado de moço em Portugal”, segundo se diz, como escravo de D. João de Lencastre. Mas cedo foi acarinhado na corte como uma espécie de bobo, de cujos chistes, ditos e motes o rei muito apreciava, ao ponto de o fazer seu moço fidalgo, vencendo moradia, após 1526. Dizem ainda as crónicas que João de Sá Panasco “foi muito valente homem” tendo acompanhado o Infante D. Luís, irmão de D. João III, “na jornada que fez a Tunes com o Imperador Carlos V, seu cunhado, aonde pelejou valerosamente”, no verão de 1535
(Cristopher Lund)
Recomendo também a leitura do «Escravos em Portugal, das Origens ao séc. XIX» do prof. Arlindo Manuel Caldeira, especialmente no capítulo que é dedicado exclusivamente a este cavaleiro.
Acerca da alcunha «Panasco», que se tornou apelido deste cavaleiro:
Nos 1500s «panasco» ainda não significava o que significa hoje.
O [panasco](https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/panasco) é uma erva, com que se dava de comer a animais de carga. O primeiro ofício deste homem era como moço de estrebarias, onde dava o panasco aos cavalos.
João de Sá LGBTQ+
Tenho a certeza que não tem nada a ver com o insulto.
Nada! Nesta altura nem havia panas…. homossexuais.
O Stephen (Django) versão tuga
Checkmate ao pessoal que ainda diz que há racismo em Portugal /s
Descobri esta pérola na página da wiki
> Episódio do “mal-cagado”
>Regressando ao paço, depois de uma viagem, João de Sá não terá sido reconhecido por um jovem fidalgo, servidor do paço, que teria ingressado ao serviço durante a sua ausência.[20]
> Em rigor, o jovem não terá reconhecido João de Sá como fidalgo, que era, e tê-lo-á desconsiderado. O erro, porém, foi rapidamente desfeito por Fernão Cardoso, companheiro de João de Sá, que terá censurado o moço, advertindo-o de que João de Sá era “muy nobre figura” e que lhe merecia mais respeito do que os modos com que o tratara.[20]
> Porém, sendo Fernão Cardoso, tal como João de Sá, um repentista e homem gracioso da corte (ou seja alguém que desempenhava funções semelhantes às de um bobo, sem o ser), o moço-do-paço terá franzido o sobrolho, com incredulidade, duvidando ao princípio do que lhe diziam. Isto deu azo à seguinte pilhéria, vinda de João de Sá, que terá colhido geral risota dentre aqueles que o acompanhavam: «Se cuidais que de cenho cerrado pareceis discreto, outro desengano vos espera. Com ũa carranca assi, antes pareceis malcagado».[29]
> Consta que, por largo tempo, este servidor do paço terá dado pela alcunha de “malcagado”. [20]
era o Christ Rock da altura
E havia um bairro da zona da Madragoa em Lisboa que era popularmente conhecido como Mocambo, por ser maioritariamente populado por afrodescendentes e ex-escravos.
Como é que Portugal é racista se até existiram cavaleiros pretos ou lá o que é??
Chupa!
/s
[É mencionado na Visita Guiada 21:00](https://www.rtp.pt/play/p5656/e398375/visita-guiada)
Sim, às vezes o pessoal também confunde o meu “a” manuscrito com um “o”…
Também conhecido como Martin Lawrence
Muito fixe!
Não consegui ler mais nada depois de “Panasco”
Para um caso semelhante numa terra ainda mais improvável, vejam o [Abram Petrovich Gannibal](https://en.wikipedia.org/wiki/Abram_Petrovich_Gannibal), nascido alugueres na Africa Central, vendido aos Otomanos, depois aos Russos, acaba ao serviço do Czar Pedro o Grande, que lhe deu cargos de relevo. Já no tempo da Czarina Elizabete fez-se Major-General, governou Tallinn e foi-lhe concedido titulo de nobreza. Um dos seus bisnetos é Alexander Pushkin, a maior figura da literatura russa.