Opiniões?

10 comments
  1. Penso que peça por defeito, o nosso encarnado deveria ser ainda mais vivo.
    4% de empresas zombies para nós seria óptimo!
    Resta agora os números dos dois últimos anos, diria que possivelmente duplicou essas percentagens.

  2. fui ver que era a bruegel.org. aparentemente é um tanque de pensamento especializado em recolha de factos económicos. não discordo nem concordo com o que afirmam pois não tenho dados suficientes para tirar conclusões.

    dito isto, uma “onda” de falências é possível, usa-se o eufemismo correção de mercado, mas é tudo muito relativo.

  3. O Estado português (seja que partido for, daqueles que governaram até agora) está constantemente sujeito à Escolha de Sofia: fomentar a limpeza de empresas não rentáveis e/ou sobre-endividadas (o que aumentaria a taxa de desemprego e a despesa com prestações sociais, e possivelmente os impostos); ou permitir que elas se continuem a financiar para pagar despesa corrente e continuarem a pagar alguns salários que não têm reflexo em valor acrescentado (aumentando o risco sistémico para a economia).

    Têm optado sempre pela segunda. Não sei se bem ou mal. Mas este gráfico demonstra a consequência dessa opção.

  4. Toda a economia portuguesa é mantida artificialmente com fundos europeus. E emissões de dívida baratas do BCE (obrigado Dragi). Está tudo por arames.

  5. Se algumas empresas não falirem aquelas pessoas continuarão a não serem valorizadas pela sua experiência e continuarão com ordenados não ajustados ao custo de vida atual.

    É preferível estarem com o subsídio de desemprego durante uns meses enquanto atualizam o currículo e se candidatam a empresas em crescimento.

    Digo isto porque em Portugal não temos a cultura, ou apenas lentamente a estamos a criar, de valorizarmo-nos ao recolher tudo o que aprendemos e sabemos fazer no último emprego, e mudar para uma nova empresa com maior visão e ordenados base maiores.

    Por isso para as pessoas dessas empresas em ponto de falência é melhor fecharem portas para libertar essas tais pessoas com experiência para o mercado de trabalho.

  6. Temos empresas com enormes dividas por cobrar (por serviços prestados) aos PALOPs, países sul-americanos e um pouco por todos esses cantos do mundo onde sucessivos governos portugueses têm tentado fomentar a “exportação” de serviços e bens. Muitas dessas dívidas são inclusive de empresas que supostamente deviam ser capazes de pagar (Sonangol e afins). Às tantas, não há tesouraria que aguente pagar para se fazer trabalho que não se consegue cobrar ao cliente.

    Claro, esta é apenas uma das muitas facetas da crise pela qual passa o nosso tecido empresarial. A perene corrupção (quem não se lembra das empresas fantasma, especialmente de formação profissional, que foram criadas para alguém se abotoar com os fundos da UE), os empresários que nasceram para vender lençois na feira e não para estarem à frente de nenhuma empresa, a enorme carga de impostos, a enorme carga burocrática, os despedimentos que são díficeis quando é preciso que sejam faceis e faceis quando é preciso que sejam dificeis, etc.

  7. “the likes of Portugal, Spain, Greece and Cyprus”

    Mas a Irlanda, que também está toda a vermelho, nem mencionada é.

  8. há muitas empresas a viver de subsidios e créditos em vez de lucros e vendas, é um facto, e quanto mais cedo falirem, melhor para o pais, porque liberta os recursos humanos i financeiros nelas “presos” para outras empresas que melhor os utilizariam… pode parecer cruel, mas a verdade é que tens metade da economia a sustentar a outra metade….

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