Eutanásia aprovada pela terceira vez no Parlamento. Referendo chumbado

7 comments
  1. se o brexit ensinou alguma coisa foi que temas altamente complexos não devem ir a referendo.

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    Mais do que pela sensibilidade do tema é o facto de quem vai votar conseguir facilmente diferenciar ambas as opções.

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    Quando o aborto foi a referendo a questão era clara. Permitir interrupção da gravidez até X semanas. Sim ou Não.

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    Aqui ainda estamos estamos em definições de “doença grave e incurável” e análise caso a caso.

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    independentemente da minha posição sobre o tema acho não ir a referendo é melhor.

  2. Good. Direitos nao devem ser referendados. Foi um erro (duplo) referendar o direito ao aborto, e seria mais um referendar a eutanasia.

    A posicao do PS sobre o assunto era bem conhecida pre eleicoes, com maioria absoluta o povo deu-lhes um mandato claro para (entre outras coisas) implementar a eutanasia.

    Como diria o capitao picard – make it so!

  3. Eutanásia para mim é um não assunto.

    É uma tema que afecta apenas quem quer recorrer a esta solução. Não me afecta a mim como terceiro. Eu posso ser contra ou a favor na mesma.

    Neste tipo de assuntos que não afectam terceiros, eu acho que não tenho o direito de impor as minhas convicções nos outros. Tal como acontece com o aborto.

    Também não entendo como é que há incompatibilidade com as agendas “pró-vida”. Legalizar a eutanásia não significa que se deixe de investir em cuidados paleativos. Tal como legalizar o aborto não significou um aumento nestes e que se deixasse de ter planeamento familiar.

  4. A eutanásia é um argumento/discussão moral. Como tal devia ser feito um referendo para verificar o número de portugueses que concordam.

    Ninguém vota em partidos a partir da sua posição em relação à eutanásia.

  5. Por mim tanto faz contanto os médicos também tenham direito a recusar fazer, afinal o juramento deles é de salvar vidas, e tem médicos que levam o juramento a sério.

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