Cavaco Silva declarou esta terça-feira que o programa europeu de reconstrução económica aprovado na sequência da pandemia de Covid-19 recorda “o muito que o país tem beneficiado dos fundos europeus, mas devia alertar também para a necessidade de os aplicarmos de forma inteligente e de criar mais valor acrescentado em Portugal”.
Durante uma intervenção nas Conferências de Fafe, com o tema “A democracia portuguesa a caminho de meio século”, o antigo presidente da República reforçou a importância dos “muitos milhares de milhões de euros” que, “como nunca antes”, o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) está a injetar na economia.
“É difícil imaginar a gravidade da crise económica, financeira e social em que estaria Portugal na sequência da pandemia, se não pertencesse à União Europeia e à Zona Euro, sem acesso ao Banco Central Europeu” (BCE), sublinhou, particularizando que a política do BCE “se tem traduzido em benefícios de dimensão gigante para Portugal”, incluindo ao nível das baixas taxas de juros e no financiamento de “parte significativa dos défices do Orçamento do Estado”.
Recuando à primeira década deste século, o antigo chefe de Estado apontou o dedo aos “erros de política económica” cometidos pelos Executivos de José Sócrates que fizeram com o que o país não tivesse tirado partido pleno da adesão à Zona Euro. Elencando as “três orientações básicas” que disse não terem sido respeitadas: evitar grandes desequilíbrios nas contas externas, apostar no reforço da competitividade externa da economia e respeitar as regras da disciplina orçamental fixadas a nível europeu.
“Em 2011, Portugal chegou a uma situação de emergência financeira. (…) Corrigidos os erros [depois da intervenção da troika], os benefícios da participação na Zona Euro mostraram-se particularmente evidentes com a chegada da pandemia. Os portugueses têm toda a razão para se congratularem mil vezes por Portugal pertencer à União Europeia e ao seu núcleo duro da Zona Euro”, acrescentou.
Numa altura em que o Governo está sob pressão por causa dos problemas nos serviços de urgência, com Marta Temido a ser criticada pelos médicos, Cavaco Silva referiu que “nos anos mais recentes verificou-se uma degradação dos serviços prestados aos utentes no SNS, fazendo emergir como grande prioridade a sua reestruturação”.
A política educativa também mereceu uma crítica do antigo primeiro-ministro e Presidente da República. Durante esta iniciativa realizada no Teatro Cinema de Fafe, moderada por Marques Mendes, lamentou que a escola pública esteja a “revelar dificuldades em atrair professores e a sua qualidade [esteja] a ser posta em causa”.
Aplicação inteligente como ele a fez?
o que se passa nas catacumbas? o múmia tem andado por ai em demasia.
4 comments
Cavaco Silva declarou esta terça-feira que o programa europeu de reconstrução económica aprovado na sequência da pandemia de Covid-19 recorda “o muito que o país tem beneficiado dos fundos europeus, mas devia alertar também para a necessidade de os aplicarmos de forma inteligente e de criar mais valor acrescentado em Portugal”.
Durante uma intervenção nas Conferências de Fafe, com o tema “A democracia portuguesa a caminho de meio século”, o antigo presidente da República reforçou a importância dos “muitos milhares de milhões de euros” que, “como nunca antes”, o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) está a injetar na economia.
“É difícil imaginar a gravidade da crise económica, financeira e social em que estaria Portugal na sequência da pandemia, se não pertencesse à União Europeia e à Zona Euro, sem acesso ao Banco Central Europeu” (BCE), sublinhou, particularizando que a política do BCE “se tem traduzido em benefícios de dimensão gigante para Portugal”, incluindo ao nível das baixas taxas de juros e no financiamento de “parte significativa dos défices do Orçamento do Estado”.
Recuando à primeira década deste século, o antigo chefe de Estado apontou o dedo aos “erros de política económica” cometidos pelos Executivos de José Sócrates que fizeram com o que o país não tivesse tirado partido pleno da adesão à Zona Euro. Elencando as “três orientações básicas” que disse não terem sido respeitadas: evitar grandes desequilíbrios nas contas externas, apostar no reforço da competitividade externa da economia e respeitar as regras da disciplina orçamental fixadas a nível europeu.
“Em 2011, Portugal chegou a uma situação de emergência financeira. (…) Corrigidos os erros [depois da intervenção da troika], os benefícios da participação na Zona Euro mostraram-se particularmente evidentes com a chegada da pandemia. Os portugueses têm toda a razão para se congratularem mil vezes por Portugal pertencer à União Europeia e ao seu núcleo duro da Zona Euro”, acrescentou.
Numa altura em que o Governo está sob pressão por causa dos problemas nos serviços de urgência, com Marta Temido a ser criticada pelos médicos, Cavaco Silva referiu que “nos anos mais recentes verificou-se uma degradação dos serviços prestados aos utentes no SNS, fazendo emergir como grande prioridade a sua reestruturação”.
A política educativa também mereceu uma crítica do antigo primeiro-ministro e Presidente da República. Durante esta iniciativa realizada no Teatro Cinema de Fafe, moderada por Marques Mendes, lamentou que a escola pública esteja a “revelar dificuldades em atrair professores e a sua qualidade [esteja] a ser posta em causa”.
Aplicação inteligente como ele a fez?
o que se passa nas catacumbas? o múmia tem andado por ai em demasia.
O cavaco ainda não morreu?