Lisboeta influenciada pelo post de há uns dias, 10/10 nunca mais faço arroz de pato sem queijo

42 comments
  1. Devias era ter posto mais ovo, tirado todo o queijo, e posto muito mais chouriço. Basicamente devias ter forrado o topo com chouriço. As minhas filhas roubam todo o chouriço tostado que apanham. Truques da minha mãe, que é alentejana.

  2. Não ter de me preocupar com o queijo no arroz de pato foi quase a única coisa boa que tive ao morar em Lisboa. Sou portuense e adoro arroz de pato, mas odeio queijo

  3. Quando entra um cozinheiro na minha cozinha das primeiras coisas que lhe digo é “podes inovar e inventar com critério desde que nunca metas queijo no arroz de pato”.

    O arroz de pato que aperfeiçoei durante anos e que dou a mais de 400 pessoas semanalmente é mais ou menos assim:

    Refoga-se tomate, cenoura (ou as cascas), cebola com casca ,alho, alho francês e louro em temperatura alta , refresca-se com vinho tinto, deixa- se evaporar e junta- se água ou caldo de legumes. pode se agora por o chouriço e bacon a cozer.

    O pato vai ao forno 5 min a 220 para derreter as gorduras mais superficiais e depois coloca-se no caldo até a carne separar do osso.

    Desfia-se o pato e depois coloca-se os ossos no forno a assar para depois juntar ao caldo (da o sabor a assado fenomenal e uma cor mais escura.)

    Corto em meias luas finas um chouriço novo e levo a frigideira a temperatura alta para tostar na própria gordura , quando bem fritinho refresco com 4 conchas do caldo do pato, deixo ferver um pouco e arrefece .

    O grande truque é depois colocar a carne neste caldinho com o chouriço durante algum tempo. Da aquele sabor, suculência e nunca fica seco.

    Cozo duas cenouras no caldo do pato corto em meias luas finas e junto a carne. Ou seja: no centro vão ter não só o pato desfiado como o chouriço a cenoura(cozida no caldo) e até bacon frito se quiserem( mais suculência e sabor)

    Depois tudo normal, abro o arroz, separo com um garfo, deixo arrefecer e monto as camadas. decoro o topo com um bom corte de chouriço bacon e cenoura. Antes de ir ao forno, duas conchas de caldo por cima do arroz.

    Podem fritar o arroz na gordura do pato que fica no topo do caldo. Eu deixei de o fazer.

  4. Eu vou te dizer como fazes um arroz de pato com queijo como deve ser.

    1. Atiras o pato inteiro para a panela de pressão mais um chouriço e uma cebola. Água e sal q.b. Depois do apito, 20 min com a chama no mínimo.

    2. Abres a panela. Desfia a carne e o chouriço e reserva.

    3. Cozer o arroz agulha com o caldo do cozido. Queres dar aquele toque moderno? Arroz integral.

    4. Pega num pirex. Arroz, empilha a carne + chourico (podes deixar umas sobras de chouriço para a paneleirice no cimo da travessa), empilha o resto do arroz. Junta caldo do cozido no pirex. Pincela 1 ovo no cimo.

    5. Pegas no queijo que ias meter e colocas de lado. Cortas um pão e arrumas-lhe com o queijo de vez enquanto imaginas o quão bom vai sair.

    6. Espetas no forno. Em modo forno durante 20min. Finalizas em modo grelha para “crocar” o topo.

    7. Voilá. Serve se quente e com vinho (água ou sumo para as crianças). Uma salada de alface para não te sentires tão pecaminosa.

  5. Ver que no norte metem queijo no Arroz de Pato só confirma que aquela merda lá em cima é mesmo Espanhola pqp

  6. O problema do arroz de pato com queijo não é o queijo… É o arroz, o pato, o ovo e as chouriças!

  7. Eish nem sei o que dizer desta aberração…

    Edit:
    Arroz de pato:
    – cozer o pato em água e sal. Desfiar e reservar. Reservar a água da cozedura;
    – refogar a cebola e metade do chouriço aos cubinhos em azeite, juntar o alho uns minutos depois porque queima mais depressa que a cebola;
    – juntar o arroz e fritar um bocadinho no refogado;
    – juntar a água da cozedura do pato;
    – quando o arroz estiver cozido e sem água, juntar o pato desfiado e misturar;
    – colocar num tabuleiro e decorar com rodelas de chouriço e vai ao forno a dourar.

    Isto não precisa de mais nada, acreditem.

  8. Vou abrir uma petição publica para alterar a lei, de forma a permitir retirar a cidadania portuguesa por crimes a pátria.

  9. Ouço frequentemente. Na minha aldeia há uma cultura do petisco e do almoço depois da caça. Nessas ocasiões o pessoal diz, “vamos lá bater o ensopado” ou outro prato alentejano ou nacional. É a isso que me refiro. Pessoalmente nao gosto de lasanha mas, curiosamente, gosto e muito de uma francesinha. Sempre que vou ao Porto aproveito para ir “bater” uma ao Cufra ou ao Capa Negra.

  10. Arroz de pato com queijo, ao contrário de alguns comentários que vi aqui, não é uma invenção “moderna”, ou uma “americanice”. As minhas tias do lado materno, além da minha mãe, fazem todas com queijo, e elas aprenderam com a minha avó. São 4 irmãs, com a minha mãe, de 63 anos, a ser a mais nova.

    Ao contrário de francesinha com esparguete e/ou alface, arroz de pato com queijo é legítimo.

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