
Não concordo com os partos fora dos meios hospitalares. Considero uma postura medieval por parte da mulher ou homem que defendem tal posição. Mas defendo que a mulher deve ser ouvida e que o ambiente de parto (vou resumir assim) deve rodar em torno da mulher e não em torno do médico(a). Inúmeras são as queixas sobre o ambiente de parto e onde a principal e única personagem, a mulher, é colocada em segundo plano.
A minha opinião é que os partos deveriam ser todos feitos sempre em hospital, ambiente clínico, mas o espaço e equipa médica deveria se ajustar conforme a necessidade da mulher. Se ela quer ter o parto dentro de água, ou se quer ter o parto de pé, enfim, quem manda é a mulher. (**edit após alguns comentários**: não estou a defender que a mulher decida ter o parto ao som do ed sheeran com o ambiente à meia luz e a fazer o pino…um pouco de bom senso ao interpretar o que aqui escrevi pessoal. Mas se a música ajudar e desde de que isso não atrapalhe o correcto funcionar da equipa médica…porque não? O objectivo é criar uma melhor experiência para os seres humanos que estão ali em “jogo” – isto é designado por evolução)
**O que vocês acham?**
A minha resposta à poll é que actualmente (e estou a generalizar pessoal -\_- pois conheço vários casos (família e amigos) onde isso aconteceu) a mulher é colocada em segundo plano e a equipa médica é quem decide aquilo que melhor lhe convém.
Para rir um pouco, partilho o extremamente desagradável de hoje: [https://www.youtube.com/watch?v=14rz5lzMfLI](https://www.youtube.com/watch?v=14rz5lzMfLI)
[https://expresso.pt/sociedade/2021-04-07-Taxa-de-cesarianas-aumenta-e-atinge-o-maior-valor-desde-2010-3d14ce27](https://expresso.pt/sociedade/2021-04-07-Taxa-de-cesarianas-aumenta-e-atinge-o-maior-valor-desde-2010-3d14ce27)
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9 comments
Medieval? Se queres ambiente mais acolhedor da mulher, nada como parto em casa onde está literalmente no seu ambiente de conforto.
Durante séculos as mulheres pariram em casa, porque é que agora há de ser diferente?
Dizes que o parto em ambiente hospitalar não respeita as mulheres, já pensaste que se calhar passa um bocado por aí?
Não, quem manda não deve ser a mulher. Partos fora de ambiente hospitalar acarretam mais riscos que colocam em causa não só a mãe mas também o recém-nascido.
Se nascer para água é seguro ou não não sei, mas deve ser da competência médica decidir isso.
Medieval? Se queres ambiente mais acolhedor da mulher, nada como parto em casa onde está literalmente no seu ambiente de conforto.
Durante séculos as mulheres pariram em casa, porque é que agora há de ser diferente?
Dizes que o parto em ambiente hospitalar não respeita as mulheres, já pensaste que se calhar passa um bocado por aí?
>A minha opinião é que os partos deveriam ser todos feitos sempre em hospital, ambiente clínico,
E se por acaso foi um parto “inesperado” e acabar por nascer em casa ou numa ambulância, por exemplo?
A tua crítica é para com aqueles que queres ter filhos em casa?
>Se ela quer ter o parto dentro de água, ou se quer ter o parto de pé, enfim, quem manda é a mulher.
Eu não percebo nada de partos. De qualquer forma, acho que a mulher tem de ser respeitada ao máximo, mas este tipo de decisões tem de ser analisa pelos profissionais de saúde também.
Aquilo que eu sei que ocorre mais vezes do que o que deveria acontecer são cesarianas só para despachar o assunto. Tanto quanto sei é uma tática muito usada porque não estão com “paciência” para estar à espera que haja um parto normal. “Arrumam” logo o assunto com cesariana. Obviamente isto não faz qualquer sentido, além de que pode trazer consequências para a mãe.
Se tiver dito alguma asneira corrijam.
É tudo muito bonito até dar merda e depois quem se lixa é a equipa medica. O casal pode ter a sua preferencia mas a equipa medica é que toma a decisāo final tendo em conta o bem estar da māe e criança.
Já por isso dizem que é bom ter um plano de parto mas o mais provável é o mesmo ir pela janela.
>Se ela quer ter o parto dentro de água, ou se quer **ter o parto de pé**, enfim, quem manda é a mulher.
Malditos médicos que…
`shuffles cards`
…fazem o parto “como lhes convém”.
​
Enfim, vejo cada uma por aqui…
Se a equipa médica decide fazer o parto de uma certa forma é para minimizar complicações, maximizar probabilidade de sucesso, etc etc.
Queres que o médico seja obrigado a fazer um parto com a senhora de pé só porque ela acha que é original ou viu uma socialite no instagram falar nisso?
Quem tem a cabeça a prémio é o médico, não é a mulher. Se correr mal, adivinha quem leva com as culpas. Dou-te uma dica: rima com “enciclopédico”.
Lol, “medieval”. Bom começo de uma conversa supostamente sobre respeito
Por mim criavam-se casas de partos em Portugal ( e antes que alguém venha comentar, defendo que devem ter enfermeiras parteiras a auxiliar os partos )e só eram realizados partos em contexto hospitalar quando realmente necessário, ou quando fosse essa à vontade da grávida. A gravidez não é uma doença e, por isso, não faz sentido o momento do parto ser encarado como se disso se tratasse ( sendo que estou, obviamente, a falar de situações normais de parto. Não me estou a referir aos casos anómalos ).
Para além disso, em Portugal são praticadas inúmeras técnicas que já não são recomendadas pela OMS, por exemplo a episiotomia e a manobra de Kristeller. Para não falar que temos das taxas de cesarianas mais altas da Europa… E sim, muitas das vezes são as grávidas que escolhem ir ao privado e ter cesariana, mas são-lhes explicados os riscos? Na maioria das vezes, não, não são. Como é que podemos chamar uma escolha de “escolha livre”, se não for informada? Uma pessoa pode consentir com o que não conhece? Abre espaço para uma grande discussão esta questão.
São IMENSOS os relatos de violência obstétrica ( que ainda não tem enquadramento legal, sendo estes casos denunciados sob a forma de outros crimes ) em Portugal e por algum motivo assim o é.
Não, nem sempre o profissional de saúde faz o que é melhor. E não, nem sempre o profissional de saúde é que sabe. Por algum motivo é que existem cada vez mais obstetras a colocar em causa as práticas que são tidas como as ideais para um parto.
Por último, partos com liberdade de movimentos estão associados a expulsivos mais rápidos, menos dolorosos, e com menos probabilidade de rasgão do perineo
As recomendações da OMS é para o seguimento da gravidez e parto ser feito por enfermeiros de saúde materna, em casas de parto.
Não, cá, genericamente caga-se para a mulher e usam-se práticas não recomendadas de forma indiscriminada.
Fora o mau tratamento, bocas, restrições… Basta ver que mal puderam cortaram logo no acesso do acompanhante (com a vinda do COVID) sendo que este direito nunca deixou de existir. News flash, em muitos lados ainda não deixam entrar no trabalho de parto e/ou internamento.
Basta ver esta questão do número de mortes maternas ter aumentado, o responsável dos obstetras veio logo dizer que o problema era de tudo (menos dos médicos), quando nem sequer o estudo tinha arrancado, mas ele já sabia os problemas.
Ah, e estatísticas que os hospitais são obrigados a tornar públicas, mas desde que essa lei saiu, nunca saiu um relatório de estatística.
E relatórios clínicos onde não é registado tudo o que foi feito durante o parto, porque sabem que não podiam ter feito algumas coisas?
Há situações boas? Há, mas no geral…
Meu relato: parteiras espetaculares, tive o melhor atendimento do mundo por elas.
Mal dei entrada para indução, um médico saiu logo com ” o protocolo não é esse, você é que se tem que responsabilizar pela morte do seu bebé”,
Tive outro médico a tocar-me nos lábios durante o trabalho de parto, sem me dizer, nem a parteira o “engraçado” no edema que ele estava a ver (ah e entrou na sala, sem sequer dizer quem era),
Do nada tive 6 pessoas que caíram de para quedas na sala, sem se apresentarem (médicos + o seu estagiário, que não me perguntaram se podia estar presente),
Fui induzida com misoprostol, que vim a saber depois, que é um medicamento muito usado nas induções, quando não tem indicação para isso (já causou rupturas uterinas),
Fora não querer a indução logo naquela altura consegui um dia a mais, mas levei com essa da morte fetal (quando um parto natural pode iniciar até às 42 semanas e 6 dias, segundo as recomendações).
Ah, e a minha parteira levou alto raspanete por nos explicar tudo o que se tava a passar, pois não se pode dizer tudo, já que em caso de litígio, quanto menos a mulher souber, melhor.
E fora o documento que tive que assinar ao entrar com o nome “consentimento informado” que não tem validade legal, pois consentimento informado não é aquilo (era um documento com tudo o que podia acontecer e tudo o que me podiam fazer. Consentimento informado é mediante uma situação, apresentar o problema, opções e deixar a pessoa escolher)