**Edit após ler alguns comentários**: Confesso que não fiquei surpreendido, mas mesmo assim vai a ressalva.

Para os mais incautos(as) e com problemas de interpretação de texto o próximos parágrafos criticam tanto as mulheres como homens. É uma critica à sociedade em geral. É uma partilha de quanto estupefacto fico por a sociedade ter mudado, para pior e mais complicada, em apenas um século.

(**opinião generalista**) Sou o único a achar triste e ridículo as publicações que por aqui andam sobre relacionamentos tugas?De um lado, temos as mulheres “presas” nas suas torres altas. Que acham estranho:

​

* serem abordadas na rua (de forma puramente educada, obviamente);
* darem o número de telefone para combinar um encontro e continuar a conversar;
* receberem um convite para conversar por mensagem privada;
* terem que ser elas a tomar a iniciativa e alimentar as coisas (conquistarem);
* que só dão conversa se o homem tiver aliança, pois assim não está desesperado (**edit:** para os ofendidos(as) leiam isto, enquanto não apagam os comentários que andaram por lá a escrever e onde me sustentei para escrever este ponto – [https://www.reddit.com/r/portugal/comments/v8lzfl/porque\_%C3%A9\_que\_enquanto\_est%C3%A1s\_numa\_rela%C3%A7%C3%A3o\_%C3%A9\_quanto/](https://www.reddit.com/r/portugal/comments/v8lzfl/porque_%C3%A9_que_enquanto_est%C3%A1s_numa_rela%C3%A7%C3%A3o_%C3%A9_quanto/));
* entre outros pontos que agora não me lembro;

No outro lado da barricada temos o homens. E aqui acredito que sejam homens cuja abordagem é normal (nem vou perder mais tempo a falar de machistas e tipos que apenas vêm seios, rabo e vulvas – nem dos que apenas andam à procura de um objecto sexual – aconselho a leitura [https://www.reddit.com/r/portugal/comments/vbhu4k/j%C3%A1\_que\_existem\_tantos\_posts\_sobre\_relacionamentos/ic8ko2i/?context=3](https://www.reddit.com/r/portugal/comments/vbhu4k/j%C3%A1_que_existem_tantos_posts_sobre_relacionamentos/ic8ko2i/?context=3)). E visto que elas não tomam a iniciativa, têm que ser eles a começar por alguma ponta. E por fim lá se queixam:

​

* elas não respondem às mensagens;
* quando convidam para sair elas não aceitam e inventam desculpas (mesmo a conversa sendo boa);
* não tomam iniciativa de e para nada;
* ao fim de algumas semanas de troca de mensagens começam a perder o interesse caso o encontro não tenha corrido como elas queriam;
* entre outros pontos que agora não me lembro;

Apenas para contexto, sou Homem no fase dos 30 anos e sou do tempo em que se metia conversa até pelo teletexto da televisão [https://pt.wikipedia.org/wiki/Teletexto](https://pt.wikipedia.org/wiki/Teletexto) hehe Bons tempos.Do tempo em que quando as chamadas começaram a ser gratuitas se passavam horas ao telefone com +/- 30 pessoas (em conferencia, todos ao monte a falar uns por cima dos outros). Do tempo do MSN e do HI5. Até no mIRC andei (graças aos meus primos(as) que elas é que tinham idade para usar essas coisas :). Através do rádio amador conhecíamos e falávamos com gente que nunca chegamos a saber realmente quem eram na vida real. Do tempo em que todos se conheciam lá no bairro e onde se andava horas a pé para ir ter com o pessoal à praia ao início da noite (para os nossos pais estávamos todos sempre no final da rua a jogar voley :).

O resultado disto tudo? Amigos e colegas de ambos os sexos em que alguns duram até hoje. Companhia e convites para ir a concertos, festas, festivais, caminhadas, actividades de escutismo, e outros eventos. Namoradas 🙂 Muitos filmes e stress normais da adolescência. Enfim, relações humanas no seu esplendor.

Hoje, com tantos canais de comunicação, ninguém comunica. Está tudo nas suas vidinhas à espera…com medo e um ódio descomunal pronto a ser solto caso o outro não lhe corresponda. Enfim!

Obrigado por terem vindo à minha ted talk 🙂 Boa sorte a todos(as) e convivam uns com os outros e sejam descomplicados(as).

18 comments
  1. Basicamente tu estás a simplificar uma situação que têm componentes psicológicos, diria psicanalíticos, sociológicos, culturais, tecnológicos, económicos e financeiros.

    Começando pela mudança dos papéis da mulher, passando pelas alterações da necessidade de um duplo income, para uma realidade mais desafiante do ponto de vista do mercado de trabalho, decréscimo das crenças religiosas, etc…

    Não há soluções simples para problemas multi complexos. Apenas tentativas “elegantes’ de entendimento, o que neste caso, me parece, pouco provável.

    Parece-me impossível uma espécie de “umbrella model” para por isto tudo no mesmo saco.

  2. Triste e ridiculo é este post. Mesma energia dos boomers a dizerem “vão mas é trabalhar, só não saem de casa dos pais porque não querem”.

    Que falta de noção, foda-se

  3. Epá, tu bates mal, só pode.

    Eu sou um homem, e acho bizarro ser abordado na rua por alguém “ah e tal, quero conhecer-te”. Wut? Mas queres conhecer-me porquê? Porque olhaste para mim? Red flag gigante. Ou me quer roubar, ou bate mal. Ou então trabalha numa MLM.

    “Dá-me o teu número para continuarmos a conversar” – mas eu conheço-te de algum lado, crl?

    “Receber convite para conversar por mensagem privada” – isto acontece-me com frequência. Ou é scam, ou é gente louca.

    Eu já conheci muita gente, e já fiquei com o número de muita gente. Nem me lembro de uma ocasião em que tenha pedido um número e mo tenham recusado. Porquê? Porque o faço quando faz sentido, e não do nada. Isso é cena de creeper. Read the room.

  4. Também vou deixar aqui os meus 50 cêntimos. Eu acho muito honestamente que a nossa geração, early 90’s será das últimas em que as pessoas mantêm amizades de longa duração.

    Outro ponto é sobre a situação de abordagem e a forma como mulheres e homens lidam com a situação. Os homens portugueses têm a auto-estima DESTRUÍDA e a culpa maioritária é das mulheres portuguesas. Ponto final. Muitas mulheres têm o hábito de se fazerem de cuzinho doce (aí quero, não quero, aí mas quero , aí mas afinal não quero) mas as portuguesas têm o incrível dom de levarem esta merda de vassalagem, que é basicamente isso a que chega, a um nível extremo. Isto acaba com a paciência e auto-estima de qualquer gajo! Portanto, isto leva a um ciclo de mulheres andarem com douchebags bonzões que as tratam como objectos, e os gajos decentes ficam a xuxar no dedo durante mais uns tempos porque se fartam do conceito de tentar arranjar gaja e porque não têm mais auto-estima.

    Assim a maior consequência desta merda é que as mulheres acabam por se casar com palhaços submissos e vassalos, e acabam por ficar miseráveis porque ninguém quer um vassalo mas sim um companheiro! E tens a taxa de divórcio altíssima por causa disso [e por outras razões].

    Concluindo: a culpa não é toda das mulheres, mas uma boa parte é.

    PS: se acham que isso se aplica A TODAS AS MULHERES E HOMENS, então são totós.

  5. Tudo muito redutor.

    Existe aí muita malta com vários circulos sociais desenvolvidos na escola, faculdade, parte profissional, frequentarem os mesmos sítios na noite com muita frequência…

    E existe malta que não os tem por múltiplos motivos. Quem não os tem, obviamente que passa dificuldades sérias para atingir certos objetivos, como ter uma namorada fixe, amigos para sair quando quer e fazer o que gosta…

    Nem uns nem outros devem ser julgados por isso, uma mudança pequena gera resultados inacreditáveis, por vezes basta mesmo uma ponta de sorte (que é o fator que eu acho que mais influência tem na nossa vida)

  6. Damn dás um bocado vibes de incel..

    As mulheres (maioria) não gostam de ser abordadas na rua porque é desconfortável seres abordado por alguém que possivelmente tens zero interesse e teres sequer de responder a dizer que sim ou não, e no caso de dizeres que não ainda poderes ter uma resposta agressiva. Isto também porque a única coisa que a outra pessoa sabe de ti é como é que tu és fisicamente portanto à partida será um interesse físico.

    Depois dar o número de telemóvel implica essa pessoa ter acesso ao whatsapp, a outras redes sociais e outras informações pessoais que muitas vezes às pessoas têm públicas e portanto normal que não dêem o número de telemóvel a qualquer creep que as aborde na rua.

    E também não sei de onde tiraste a informação de que as mulheres so se metem com homens casados, nem sei o que dizer…

  7. O OP deu uma opinião válida.

    Começaram logo a atacar. Só falta chamarem-no de predador.

    Que gente.

  8. Não sei até que ponto isto é a sério ou se és apenas mais um troll, mas aqui vai a minha pasta:

    Do que este sub precisa é diversidade demográfica. Nota-se a milhas que isto é um clube de jovens deprimidos de classe média.

    Não estou a tentar ofender ninguém, isto é apenas um juízo superficial com base no conteúdo das publicações diárias.

    Se houvesse mais pessoas acima dos 30, especialmente mulheres, de certeza que isso iria oferecer uma perspectiva diferente do problema dos relacionamentos interpessoais, especialmente os amorosos.

    Todos os dias vejo aqui publicações de rapazes a queixarem-se de que as raparigas brincam com os sentimentos deles, ou que não lhes dão atenção, etc.
    Depois aparece um iluminado da redpill qualquer a afiançar que os casados / comprometidos é que atraem as mulheres todas. Enfim!

    A minha perspectiva das apps de encontros: não me surpreende minimamente que haja mais homens que mulheres a utilizar. O «anonimato» das redes sociais é terreno fértil para toda a espécie de lunáticos, predadores sexuais, etc.
    Uma mulher vai sair com um perfeito desconhecido, sem qualquer referência no seu círculo de relações pessoais? O que pode correr mal?

    Do meu círculo de amizades (femininas) só oiço histórias de terror do Tinder: desde tarados a tipos casados que querem molhar o pincel fora de casa, etc.

    Por isso é que é tão importante haver diversidade de utilizadores. Quem não tiver noção do contexto deste sub, vai achar que os rapazes portugueses são todos introvertidos, e que as raparigas são umas interesseiras / manipuladoras / etc.

    Fim da pasta, polvilhar com downvotes a gosto.

  9. Elas é que abusam. Não sei como é que me hei-de livrar destas retardadas que me estão sempre a perseguir. Já com o Johnny Depp foi a mesma coisa.

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