“Os portugueses ficam demasiado tempo no sistema educativo. Chegam muito tarde ao mercado”, diz OCDE

15 comments
  1. “Estudassem” menos, assim também já não emigravam

    A formação de muitas expressas é, um papel onde tu assinas como tiveste a formação completa

  2. Quando fiz o mestrado na Nova havia vários alemães a fazer o mestrado que eram bem mais velhos (tinham 25/26 em vez de 21 como o pessoal tuga que transitava diretamente de Bolonha) porque fizeram várias experiências profissionais depois do secundarione/ou depois da licenciatura, e já sabiam melhor o que queriam e como planear a carreira

    Concordo que o modelo de “ficar na universidade até aos 23 anos e depoois fazer isso po resto na vida” injusto, porque sem ter alguma experiência não sabes bem o que queres fazer. Contudo tinha de haver uma mudança enorme na cultura laboral do país para isso funcionar

  3. Portugal tem um atraso histórico no domínio da formação. Isso revela-se em grande parte das estruturas é organizações nacionais. Apostar na educação é algo fundamental até para contrariar algumas lógicas culturais, mas pelos vistos a OCDE acha – sem explicar porquê, com que fundamentos ou com que propósitos – é que se estuda demasiado em Portugal.

    Pronto, cada qual pode achar o que quiser.
    Eu acho que a OCDE devia parar de falar sobre educação, já que é uma organização focada no desenvolvimento económico.

  4. Achei um artigo confuso. Em Portugal ficam tempo demais na escola? Comparativamente com quem? O percurso académico na Europa é semelhante.
    Agora a entrada tardia no mercado de trabalho pode acontecer. Há países onde é mais típico estudantes terem empregos se verão.

  5. Não perdem nada, é uma merda. Mais 9h e tal fechado num bloco só porque nasci pobre… Lá vou eu…

    EDIT: cheguei, passadas 11 horas de ter saído de casa. Fui fazer compras, ainda falta o jantar.

    Não tenham filhos se dependem do trabalho p.f., a criança não vai gostar, nem mereçe.

  6. Por acaso partilho da mesma opinião.

    Faz-me muita confusão as pessoas acabarem os seus estudos aos 24, 26 anos e a sociedade achar isso positivo.

     

    Quem tenha o 12º ano mais um curso profissional e que comece a trabalhar aos 19 anos, aos 26 anos já tem 7 anos de experiência profissional.

    Na minha opinião é um trabalhador com condições para ser mais valioso.

     

    Agora defender estudar menos anos e depois tirarem formações durante o seu percurso profissional, bela utopia…

    Já todos sabemos como isso funciona…

  7. Isto também é um problema para a natalidade, quanto mais cedo os jovens passarem para a vida activa, mais rapidamente saem de casa.

  8. Chegam muito tarde ao mercado de trabalho porque o mercado de trabalho é uma bela trampa e não há interesse em chegar mais cedo.

  9. Varios paises aqui na europa apostam em estagios ao longo dos estudos. Sejam de 2 semanas ou 6 meses. Por exemplo 1 estagio 3 a 6 meses a cada semestre (dos 16 aos 23 anos).

  10. Por acaso não tinha lido nenhuma matéria antes nesse sentido, mas realmente achava estranho emendar logo a Universidade ao Mestrado, no Brasil se trabalha na área e de escolhe o mestrado na sua área que realmente mais gostou e quer seguir..

  11. Achei o artigo spot on. E porquê? Porque:

    – Um licenciado termina o curso tipicamente aos 20, 21 anos, sem qualquer experiência profissional. Depois segue para mestrado e só sai de lá aos 22, 23 anos (isto sem chumbar nenhum ano). Aos 23 é que vai começar a sua vida profissional, o que para mim já está tardio face a outros jovens de outros países, onde tem estágios de meses durante o período lectivo e fazem o mestrado após terem ingressado numa empresa (na alemanha é perfeitamente normal um candidato a mestrado ter os seus 25, 27 anos ou mais, mas este já tem anos de experiência laboral, o que torna o mestrado um complemento ao seu trabalho).

    – Há a questão de terminar os cursos tarde (> 23 anos) e ingressar no mercado de trabalho ainda mais tarde. Isto não ajuda em nada o trabalhador, que no imediato irá competir com pessoas com experiência que ele não tem e mais tarde irá sofrer quando se quiser reformar. Conheço casos de pessoas que terminaram todo o percurso académico com 30 anos e agora trabalham numa das Zara da vida (a repor roupa), porque não conseguem competir com pessoas com pelo menos 5 ou 10 anos de experiência.

    – Falta de cultura de formação. Isto em Portugal é simplesmente inacreditável: trabalhei numa grande empresa em Portugal onde muitos dos seus trabalhadores nem tinham a formação obrigatória que a empresa tem de providenciar (a empresa simplesmente não dava e quando as pessoas se queixavam muito faziam uma formação interna que diziam que conta para a formação obrigatória, esquecendo-se que a formação obrigatória são 40h por ano) e cultura de crescimento profissional era basicamente contratar caro vindo de fora e forçar a saida dos internos (havia gente a sair, fazer formação e depois voltavam para a empresa a ganhar muito mais, tal era a estupidez nessa empresa).

    – Não é necessário todos terem um curso superior. Tenho colegas na area de cyberops e nenhum deles tem um curso superior, aliás o perfil deles nem é sequer de alguém que estuda no modelo rígido académico, contudo são pessoas que têm das certificações mais dificeis da área e que são extremamente profissionais e com imensa dedicação. Praticamente toda a formação e certificação foi providenciada pelas empresas onde trabalharam, quase nada lhes saiu do bolso. Mas isto são casos onde existe cultura de formação e crescimento profissional nessas empresas.

    – Ainda há o estigma que para ocupar um certo lugar é preciso ter o curso X e na faculdade Y; tirando certas profissões onde é exigido 5 anos mais inscrição numa ordem (advogados, enfermeiros, etc.) senão não podem exercer a sua profissão, há muitos empregos onde o curso superior não acrescentou muito para quem exerce essa profissão e poderia ter feito um curso técnico com uma duração inferior e mais focada nas tecnologias e metadologias. Chegámos ao ridículo onde numa empresa pedem para o secretariado como mínimo mestrado (!), para se ver a quantidade de candidatos que devem receber, para uma posição que paga SMN ou ligeiramente superior a isso.

    – O que poderia resultar era ter, tal como acontece em cursos de direito, medicina e enfermagem, ter estágios obrigatórios onde o aluno poderia ter contacto com o mercado de trabalho, participar em projetos reais e ter assim uma percepção sobre o que seria a sua vida profissional uma vez terminando o curso superior. Também poderia ganhar experiência e ter os contactos necessários para, uma vez terminando o curso, saber para onde quererá ir.

  12. O pior de tudo é que a malta da Alemanha/Suiça/Dinamarca etc. nem sequer precisa de trabalhar (têm dinheiro dos pais) e ainda assim trabalham. Não conheci um único estudante na Dinamarca que tivesse 0 experiência de trabalho. Em Portugal a norma é ninguém fazer nada até aos 24/25.

  13. Em Portugal não vale a pena ter esses empregos de verão ou estar um ano a trabalhar em algo antes de concluir estudos. Os salários são miseráveis. Além disso se for alguém com bolsa de estudo social praticamente perde todo o valor da mesma.

Leave a Reply