SNS tem mais profissionais mas isso não se traduziu em maior produtividade

23 comments
  1. O SNS não tem “mais profissionais”, tem os mesmos profissionais que tinha na época das PPP, dai quando isto acabou foram “absorvidos” pelo SNS, simplesmente já estavam lá a trabalhar, apenas mudou o “nome no registro”.

  2. Também por cada pessoa que trabalha e dá o litro, há 2 encostados. E não se podem mandar embora porque não se podem despedir pessoas, são trabalhos para a vida.
    Há um hospital até onde descobri que existem uns senhores nos corredores, dentro de umas casotinhas com uma janela apenas para o corredor, que estão lá todo o dia sem fazer nada. Vim a descobrir que são alcoólicos, sem condições para trabalharem. Mas também não se podem despedir, por isso ficam lá de “castigo” todo o dia a ver o tempo passar.

    Agora trabalho no privado, mas há encostados igual, também não os mandam embora 😅

  3. Gosto como falam em produtividade e dizem que um dos problemas é o absentismo.

    Por favor não ignoremos o trabalho feito nos dois anos anteriores…

    E sim produtividade é um termo errado. Não interessa despachar doentes se passado uns tempos voltam ainda pior.

    Nas devemos ficar felizes (/s) por ser esse o tipo de indicadores que o ministério considera relevantes.

  4. IDEOLOGIA.

    O Estado é mau gestor. Sempre foi, sempre será.

    As PPP não substituem NUNCA o serviço público. Servem sim para dar resposta ONDE o Estado não consegue.

    O TRIBUNAL DE CONTAS mostrou que os resultados das PPP resultavam em melhores resultados financeiros para o Estado (EFICÁCIA ), doentes satisfeitos (QUALIDADE) e mais serviços produzidos que o esperado (EFICIÊNCIA).

    Resumo: IDEOLOGIA.

    Perdoem o caps, mas foi de propósito.

  5. Quando estavam a trabalhar em PPPs os bons profissionais eram reconhecidos e podiam progredir na carreira, por isso estavam motivados e eram produtivos.

    Quando passaram para o SNS ficaram com a carreira congelada, sem progressões e sem reconhecimento. Mas receberem palmas e Champions esses chulos ingratos, tinham a obrigação de serem resilientes e andarem motivados /s

  6. Tou farto desta conversa dos “profissionais de saúde” que só serve para desconversar. Quero saber quantos MÉDICOS ESPECIALISTAS entraram e saíram nos últimos anos. Não é auxiliares, não é técnicos, não é internos do ano comum crl. Todos os anos a puta da ministra vem com a conversa de que “entraram agora mais 1000 e tal médicos” é só demagogia pq são os internos de ano comum que começam o seu estágio de 1 ano enquanto esperam pela nota para poderem depois entrar na especialidade que escolheram, que o governo não contratou nem teve mérito nenhum em incluir nos seus quadros!
    1000 técnicos não fazem o trabalho de 1 médico. O governo usa sempre estas estatística de merda para mentir aos portugueses. Tou farto
    (Médico a trabalhar no sns)

  7. Ouvi isto na rádio observador:

    Em 2000 tínhamos 700 obstetras e 120mil partos ano.

    Hoje temos 800 obstetras e 60mil partos ano.

    A ser verdade é evidente falta de organização.

    Centralismo não resulta.

  8. Já percebi a estrategia do governo, toma medidas que levam ao empobrecimento do sns -> 5000 médicos saiem do sns (valor hipotético) -> governo contrata 1000 médicos-> governo congratula se com subida do número de profissionais e contratação de médicos apesar de sns estar cada vez mais decrépito

  9. Não sei aí em Pt, mas aqui no Brasil os médicos de hospitais públicos não gostam de trabalhar. E só querem “trabalhar” se for em um local próximo a grandes shoppings ou locais elitizados.

  10. Aumentar o número de enfermeiros num hospital provavelmente não aumenta a produção. Mas aumenta a segurança do doente por exemplo.

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