Durante um mês, o programa Linha da Frente acompanhou uma família que vive com o salário mínimo nacional. São 705 euros brutos, 627 euros limpos.

22 comments
  1. Ela trabalha na tal área que se anda agora a queixar que não consegue arranjar trabalhadores.

    Na reportagem mostra bem as razões pelas quais ninguém quer isto.

  2. > Limpos são 627 euros

    Mas como caralho é que o governo justifica tirar tanto dinheiro a quem já recebe tão pouco? Que merda de país falido de terceiro mundo que nós vivemos, isto é uma farsa completa.

  3. É o que eu recebo por 12 horas de trabalho, metade vai para ajudar os meus Pais, um deles ganha pouco mais que o dobro que eu e mesmo assim mal chega para tudo, nem quero imaginar como uma família inteira se safa com esse salário…

  4. Medalha de Resiliência atribuída pelo governo.

    Numa nota mais séria, se os merdas que nos governaram e governam, tivessem vergonha na cara estas situações seriam marginais e não cada vez mais a norma.

  5. Já vivi sozinho, a ganhar 650€ limpos. Digo sozinho, tinha de pagar tudo para me safar: um quartito, compras, despesas médicas, roupa, etc. Não tinha vícios, não fumava, não bebia. Não tinha nenhum crédito, nem carro. Controlava todas as despesas, mas todas mesmo. Chegava ao fim do mês sempre a zeros. Não era possível poupar mais, porque era mesmo a vida no limite, sem nada por parte da família.

    Tremo de pensar o que seria incluir um filho nessa realidade.

  6. Este programa está a precisar de uma ameaça de belém. Só mexem nos podres para gerar revolta social. Parece que querem despertar a consistência das pessoas em horário nobre. /s

  7. Off topic, vi que o governo espanhol vai cortar o IVA de electricidade para 5%, para ajudar com a inflação. Porque não fazer o mesmo cá?

  8. Se esta sra ganha-se 900€ brutos + 150€ de subsidio de alimentação, descontava 190€. Já mesmo assim é um cenário duro.

    Sobrariam 860€ para sustentar duas bocas, uma renda, estudos da criança, roupa ou calçado, aquecimento, transportes, despesas de saude e sabe-se lá mais o que.

    O cenário agrava-se aos anos e o nosso governo, de maioria absoluta, dá vouchers para aqui, voucher para ali, um subsidio aqui, 500 milhões na tap ali.

  9. Eu não sei se conseguiria fazê-lo, sinceramente.

    Bem sei que não é fácil emigrar quando não se tem apoio ou condições financeiras para arcar com os encargos da mudança de país e tudo o que acarreta a mudança mas eu não me imagino a ficar em Portugal com estas condições.

  10. Cresci num agregado familiar assim, só eu e a minha mãe que ganhava o ordenado mínimo.
    Não invejo em nada a vida desta senhora e de pessoas que vivem assim também.
    Gostei do facto que ela frisou que qualquer ajuda estatal é uma loucura de burocracias, também de ter que faltar ao trabalho para andar em balcões que só estão abertos das 9 às 5. Disto raramente falam, cheguei a perder o escalão na escola e só depois de muita reclamação ter o b porque a minha mãe ganhava 20€ acima do salário mínimo.
    Vou agora ter uma filha e com estes aumentos todos no custo de vida até passo noites quase sem dormir a pensar se não vou acabar na mesma situação.

    Edit. Dizia esposa mãe, claramente não me casei com a minha mãe.

  11. Bem vou abrir a thread “pós reportagem”:
    Duas coisas que me deixam extremamente revoltado:
    – A senhora a trabalhar 7h por dia 6 dias por semana é claramente explorada. Que vergonha a restauração reclamar por falta de pessoal e um restaurante no centro de Lisboa pagar aquela miséria.
    – E ela não ser elegível para aqueles apoios sociais? Não estamos num país com elevada carga fiscal para subsidiar este tipo de carências?

    Pqp país de merda

  12. fiquei impressionado com a resiliência da protagonista da reportagem.

    não percebi o motivo dos cortes da CMLisboa nos alimentos gratuitos.

  13. Que tristeza…todos os governantes deviam ver isto. E o que ela diz dos subsídios é muito verdade, o raio da burocracia, muitos dos subsídios deviam ser automatizados reunidas as condições. Há imensa gente que precisa e nem tenta porque não tem tempo e o processo é tudo menos fácil. A pessoa já está tão nervosa de viver no limite ainda tem de estar a ir N vezes entreter a malta nos balcões de atendimento…🤦🏻‍♀️

  14. Continuem a votar nos mesmos, taxa de abstenção a rondar os 50%, depois querem que o pais mude se nem se quer se dignam a ir votar (estou a falar no geral)

  15. [Sério] Gostava de entrar em contacto com a senhora protagonista nesta reportagem para lhe dar o que ela precisar e que estiver ao meu alcance. DM sff.

    edit: Pfv ignorar. Já enviei e-mail para as jornalistas da RTP.

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