> Segundo a reclamação, a família não foi informada e a vítima ficou dois dias na morgue, tendo a situação sido descoberta de “forma casual, abrupta e insensível para com a família”.
Foda-se, que cena horrível.
Opá pode ter sido erro genuíno, são coisas que acontecem.
Espero é que medidas sejam adotadas para isto não se repetir no futuro.
Mais uma história surreal do SNS.
A mulher e o resto da familia deixaram o marido que devia estar às portas da morte, dois dias sozinho no hospital… Não sei quem esteve pior nesta história.
Loures, Amadora (Fernando Fonseca) e Almada (Garcia de Orta).
Pelo menos estes 3 hospitais estão em rutura completa. 1 enfermeiro para >30 doentes, escalas com menos de 1 médico especialista para mais de 200 pessoas.
Morrem pessoas de forma evitável diariamente. As administrações estão informadas.
Mesmo ultrapassando a parte dos cuidados médicos há sistematicamente situações que são atentados à dignidade humana: os doentes dementes amarrados, tantas macas que nem há espaço de circulação (e por vezes partilhas de macas e doente acamados em cadeira, porque não há espaço), doentes sem higiene há dias, doentes sem observação médica ou de enfermagem há dias, simplesmente esquecidos, óbitos de doentes que já ninguém sabe o que lá estão a fazer, >24h de espera para verdes > 10h para amarelos, salas de reanimação asseguradas por internos.
As administrações são diariamente informadas, o ministério da saúde também. Há demissões, protestos, cartas dos sindicatos. E já não se fala se condições salariais mas do dó que dá como profissional de saúde trabalhar nestas condições e a garantia de erro médico/de enfermagem.
Isto não é um caso pontual. Isto é rotina, acontece diariamente. Esta pessoa por acaso queixou-se.
Isso nos dias que decorrem.. é normal, mas estupidamente ridiculo, acho que nem há palavras para descrever.
​
Um tio meu morreu de madrugada e nunca avisaram a familia, só quando a mulher foi visitar no dia seguinte, chegou ao quarto e ele não estava lá. Perguntou a quem viu lá perto e ninguém sabia de nada.
Teve de ligar para o Hospital onde se encontrava (porque ninguém lhe dizia nada/não sabiam e os serviços estavam “fechados” devido ao COVID), Garcia da Horta BTW, para descobrir que o meu tio tinha morrido.
Uma pouca vergonha, ele esteve mal, não avisaram ninguém, morreu sozinho num quarto partilhado sem uma única cara familiar.
É dificil de imaginar ir assim, puta que pariu este país.
Escusado será dizer que a mulher dele ficou pior que estragada.. até ao dia de hoje (foi no inicio de 2021) está a passar mal a culpar-se de não ter lá estado e da maneira como ele se foi embora.
Isto é mentira. O Costa assegurou que na semana passada estaria tudo resolvido no SNS.
Palhaços do caralho.
Ainda bem que estas coisas não acontecem antes das eleições!
O que interessa é que as reformas vão subir este mês! Viva ao Costa!
Não consigo perceber o problema.
O hospital devia ter avisado a mulher logo, mas, se ela estava ocupada para visitar o homem antes, um funeral teria dado ainda menos jeito. E são menos dois dias de luto na vida dela. Win win.
10 comments
https://youtu.be/fuvF8s-9xZU
> Segundo a reclamação, a família não foi informada e a vítima ficou dois dias na morgue, tendo a situação sido descoberta de “forma casual, abrupta e insensível para com a família”.
Foda-se, que cena horrível.
Opá pode ter sido erro genuíno, são coisas que acontecem.
Espero é que medidas sejam adotadas para isto não se repetir no futuro.
Mais uma história surreal do SNS.
A mulher e o resto da familia deixaram o marido que devia estar às portas da morte, dois dias sozinho no hospital… Não sei quem esteve pior nesta história.
Loures, Amadora (Fernando Fonseca) e Almada (Garcia de Orta).
Pelo menos estes 3 hospitais estão em rutura completa. 1 enfermeiro para >30 doentes, escalas com menos de 1 médico especialista para mais de 200 pessoas.
Morrem pessoas de forma evitável diariamente. As administrações estão informadas.
Mesmo ultrapassando a parte dos cuidados médicos há sistematicamente situações que são atentados à dignidade humana: os doentes dementes amarrados, tantas macas que nem há espaço de circulação (e por vezes partilhas de macas e doente acamados em cadeira, porque não há espaço), doentes sem higiene há dias, doentes sem observação médica ou de enfermagem há dias, simplesmente esquecidos, óbitos de doentes que já ninguém sabe o que lá estão a fazer, >24h de espera para verdes > 10h para amarelos, salas de reanimação asseguradas por internos.
As administrações são diariamente informadas, o ministério da saúde também. Há demissões, protestos, cartas dos sindicatos. E já não se fala se condições salariais mas do dó que dá como profissional de saúde trabalhar nestas condições e a garantia de erro médico/de enfermagem.
Isto não é um caso pontual. Isto é rotina, acontece diariamente. Esta pessoa por acaso queixou-se.
Isso nos dias que decorrem.. é normal, mas estupidamente ridiculo, acho que nem há palavras para descrever.
​
Um tio meu morreu de madrugada e nunca avisaram a familia, só quando a mulher foi visitar no dia seguinte, chegou ao quarto e ele não estava lá. Perguntou a quem viu lá perto e ninguém sabia de nada.
Teve de ligar para o Hospital onde se encontrava (porque ninguém lhe dizia nada/não sabiam e os serviços estavam “fechados” devido ao COVID), Garcia da Horta BTW, para descobrir que o meu tio tinha morrido.
Uma pouca vergonha, ele esteve mal, não avisaram ninguém, morreu sozinho num quarto partilhado sem uma única cara familiar.
É dificil de imaginar ir assim, puta que pariu este país.
Escusado será dizer que a mulher dele ficou pior que estragada.. até ao dia de hoje (foi no inicio de 2021) está a passar mal a culpar-se de não ter lá estado e da maneira como ele se foi embora.
Isto é mentira. O Costa assegurou que na semana passada estaria tudo resolvido no SNS.
Palhaços do caralho.
Ainda bem que estas coisas não acontecem antes das eleições!
O que interessa é que as reformas vão subir este mês! Viva ao Costa!
Não consigo perceber o problema.
O hospital devia ter avisado a mulher logo, mas, se ela estava ocupada para visitar o homem antes, um funeral teria dado ainda menos jeito. E são menos dois dias de luto na vida dela. Win win.