“Aumentos de 7% ou 8% nas rendas são completamente incomportáveis”

17 comments
  1. O arrendamento normal paga 28% de imposto sobre as rendas, mesmo com benefícios fiscais com base no artigo 72 do [CIRS](http://agenciawimara.pt/wp-content/uploads/2019/04/Art-72-CIRS.pdf), e reduções no IMI com aluguer de longo prazo ([CIMI](https://info.portaldasfinancas.gov.pt/pt/informacao_fiscal/codigos_tributarios/cimi/Pages/cimi112.aspx)) a descer o valor do imposto, mas não ao nível do alojamento local, que paga 8%.

    O que o governo deveria fazer era, e era algo que muitos senhorios iriam aderir, seria criar um regime especial na qual a renda seria calculada com base no valor da casa, um pouco à semelhança do IMI, mas claro sem valores absurdamente baixos, e compensar com IMI reduzido e imposto sobre as rendas a 8%.

    Em exemplo, um T2 na zona onde eu moro, que é a Costa de Caparica, penso que pedir 500 euros, não é alto, embora os preços atualmente não estão nesses valores, claro.

    Este regime, os senhorios e inquilinos teriam de aderir, no caso do senhorio realizar alguma ilegalidade (nomeadamente assédio, por exemplo, desligar a luz), seria banido por 5 anos do regime e qualquer arrendamento que fizesse passaria a 28% novamente; no caso do inquilino a mesma, coisa, qualquer ilegalidade da parte do inquilino, fica banido de entrar no regime por 5 anos e iriam para o regime livre.

    O estado consagra o direito à habitação, mas ao mesmo tempo não quer saber e delega nos privados que façam o trabalho por eles, o que está errado, o privado deve ajudar sim, mas o estado português tem estado ausente, já para não falar depois faz leis absurdas que não ajudam, nem os senhorios, nem os inquilinos.

  2. Se os salários não sobem, é claro que não são incomportáveis, isto vai ficar bonito cada mês de inflação aumenta a pobreza do povo, deve ser este o objetivo da UE

  3. Existe muita gente que não consegue pagar um aumento ao nível da inflação mas se os aumentos forem apenas de 1 ou 2 porcento vamos destruir ainda mais o mercado de arrendamento.

    E esta situação é verdade para outros mercados e empresas em Portugal. O preços vão ter que aumentar mas isso implica perder clientes mas é simplesmente impossível não o fazer.

    Nós estamos metidos em múltiplos buracos para os quais não há saída.

  4. Sim, quando se fechou a economia e se imprimiu ainda mais dinheiro que o normal, o pessoal aplaudiu. Agora vejam só: são as consequências económicas das decisões do pessoal. Que surpreendente

  5. As regras são para cumprir. Não são só para aplicar quando dão jeito.

    Já temos mais de 100 anos de experiência com rendas congeladas, que nem a inflação lhes foi permitido seguir. Resultado, neste momento há casas arrendadas que pagam mais IMI que aquilo que o inquilino paga ao senhorio (se não se tiver em conta a exceção especial).

    É isto que queremos para o futuro? Que volte a não compensar arrendar casas e que estas fiquem a cair de podre, e a tornar as cidades mais feias e inseguras?

  6. Então espera lá, os senhorios não estão abrangidos pela inflação é isso? Quer dizer que a inflação vai afetar todos menos as contas dos senhorios? De onde aparece estas criaturas?

  7. A conversa é sempre a mesma, desde o tempo do Vasco Gonçalves. Fixam os preços e os inquilinos são sempre pobres. E economia do século XXI, pode ser?

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