«O problema é de fundo e pede solução que não desvie de sentido a cada nova governação. A secretária de Estado da Habitação quer aproveitar o “aparente consenso” político em torno da necessidade de preços equilibrados na habitação para alicerçar o projeto de habitação pública em Portugal.
O preço das casas cresceu três vezes mais do que o rendimento das famílias. O que está a falhar?
O problema não é de hoje, mas é verdade que ao longo do tempo, fruto da maior atratividade do nosso país, do turismo, do investimento estrangeiro, acabou por aumentar a pressão sobre o mercado de habitação. O que falhou no passado foi a não criação de uma estratégia, como se fez para a saúde e para a educação, para tratar a habitação como um direito fundamental, um pilar do Estado social.»
Ui, se é para ser como o SNS… O jovem candidata-se aos 20 e tem casa aos 60 anos.
Haja bom senso.
`O que falhou no passado foi a não criação de uma estratégia, como se fez para a saúde e para a educação`
Não sei se rir ou chorar, dizer isto com a atual crise do SNS xP
Só demorou cem anos de rendas congeladas para aprenderem a situação. Entre 1995 e 2005 houve menos novos contratos de arrendamento do que houve no ano passado. Na altura simplesmente não havia casas para arrendar porque a expectativa era que eventualmente terias uma casa ocupada e zero proveito, e sem forma de a reaver.
acho que deviam atualizar as leis de arrendamento. são muito antigas e não há execução rápidas das leis.. processos ficam em tribunais durante anos…
Efetivamente, tabelar rendas nunca resultou. A solução é obrigatoriamente aumentar a oferta. Isso pode ser feito:
– com mais construção;
– com regras mas apertadas sobre o investimento imobiliário (por exemplo, se um fundo comprar um imóvel e o deixar vazia mais de X tempo, tem de pagar um imposto sobre isso);
– acabar com essa parvoeira de receber um passaporte em troca comprar casa;
…
É so para dizer que desde 2010, Portugal perdeu 1% do total da populaçao.
Por acaso estive a pensar neste assunto e cheguei à conclusão que os nossos dirigentes não sabem nada do que estão a fazer.
“O problema não é de hoje, mas é verdade que ao longo do tempo, fruto da maior atratividade do nosso país, do turismo, do investimento estrangeiro, acabou por aumentar a pressão sobre o mercado de habitação.”
Evidentemente cara sra. dona scretária de estado. Se vocacionam a economia para atração de investimento estrangeiro e não o equilibram com investimento da melhoria das condições de vida dos habitantes locais, é natural que os mercados se comecem a tabelar por quem tem maior poder de compra. Por isso é que hoje em dia o mercado de arrendamento está totalmente desporporcional: o público alvo do mercado não é o português, mas o estrangeiro.
Com os preços das casa diria que as casas já foram retiradas do mercado para muita gente. Só resolvem isto quando taxarem extra entidades com várias casas e impedirem empresas/fundos de adquirir casas para habitação, mas há falta de tomates para desafiar os capitalistas
A solução não é tabelar rendas, temos sim que aumentar o rendimento dos contribuintes
Acaba por não tirar casas do mercado, grande parte das casas a alugar não estão pagas, o senhorio tem de pagar o crédito, ou seja, já não vai puder é chular a malta, mas tem de a alugar na mesma..
Vá lá, ainda há alguém com mais de 2 neurónios
nao é preciso ser mt inteligente tbh
Cobrar impostos mais altos do que os atuais para quem deixa muito tempo vazia as casas.
Construam mais casas, há muito espaço em Lisboa e outras cidades que pode ser usado para construir milhares de apartamentos de renda acessível.
Coligação PS-IL (como o Chega diz) a dar frutos!
Não tenha receio, tabelar, vai retirar casas do mercado.
Fachabor de botar o artigo todo. /u/solismi
Se apenas tirassem os entraves à construção de casa… mas isso seria fácil demais… e iria desvalorizar os grandes fundos de imóveis e isso é que não pode ser.
Começar a construir muitas mais casas para que as outras desvalorizassem era bem pensado mas isso era uma chatice para os fundos de investimento
[removed]
E rever as leis do IMI?
Uma coisa que nunca vi referir, no que diz respeito a habitações, é que nenhum senhorio em Portugal, nem mesmo “grandes fundos” tem poder suficiente para definir o preço.
Se o senhorio pedir uma renda muito alta, a casa vai ficar vazia. Se as rendas estão altas (e estão, não há dúvidas) é porque aparece alguém disposto a pagar.
Portanto isto só se resolve reduzindo a procura (tornar Portugal menos atrativo para estrangeiros) ou fazendo aumentar a oferta de casas para arrendar.
Aumentar a oferta de casas para arrendar podia passar por perceber bem o que é que faz com que haja tanta casa devoluta (heranças, medo de não poder reaver a casa quando precisar, especulação imobiliária, demora no licenciamento, etc… sejam lá quais forem as razões) e depois atacar esses problemas.
No entanto o que se tem visto é que as leis de arrendamento mudam todos os anos e a cada mudança há sempre uma ideia de aumentar a proteção dos inquilinos, não há uma ideia de aumentar a oferta existente no mercado. Isso pode ser bom para quem já é inquilino, mas acaba sempre por se virar contra quem ainda não é inquilino mas precisa de vir a ser…
Peço desculpa pela ignorância, mas eu vivo nas sombras porque não consigo lidar com o caos do mundo constantemente.
Aumentar o número de casas disponíveis através de construção não iria aumentar o negócio imobiliário, no sentido de quem tem já tem dinheiro para investir adquiriria essas novas habitações para arrendar?
Aumentar os rendimentos? Isso não iria permitir que os donos dos imóveis pudessem requerer mais dinheiro pelas rendas, uma vez que todos iriam ter mais dinheiro?
De novo, peço desculpa pela ignorância que pode seguir, mas quem arrenda e gere os preços das rendas? Individuais ou empresas? Ambos?
Quais seriam as chances de regular legalmente a posse de imóveis de privados, no caso destes serem os que definem, tecnicamente, os termos das rendas? Por exemplo, nenhum indivíduo poderá ser dono de mais de 1 imóvel em Portugal e não poderão haver coletivos com posse de múltiplos imóveis em seu nome. Basicamente banir o negócio de investimento de imóveis. Teria de se ter atenção mais detalhes como por exemplo: quem possui mais que um imóvel teria x anos para o vender e se no fim desse tempo não o tivesse feito, o estado forneceria o serviço de um técnico para avaliar a casa, sendo que esse valor seria depois pago parcial ou totalmente pelo estado ( o estado comprava a casa, sem poder de renegociação do dono). Mas basicamente removeria-se a possibilidade de duas habitações. Não às casa de férias, não às casas para arrendar como rendimento passivo. Isto abriria todo o número de casas que são propriedade de pessoas singulares que estão a explorar o mercado, e bem para eles. Eu nem sei se seriam tantas casas assim, porque não sei os dados no que diz respeito a quantas pessoas possuem mais que uma casa. Tenho consciência que isto parece uma ideia descabida, mas lembrei-me disto e ainda não vi nada a mencionar esta opção. Se calhar é porque é ridícula mesma, e iria ter consequências das quais eu não tenho noção sequer. Mas pronto, é a ideia.
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«O problema é de fundo e pede solução que não desvie de sentido a cada nova governação. A secretária de Estado da Habitação quer aproveitar o “aparente consenso” político em torno da necessidade de preços equilibrados na habitação para alicerçar o projeto de habitação pública em Portugal.
O preço das casas cresceu três vezes mais do que o rendimento das famílias. O que está a falhar?
O problema não é de hoje, mas é verdade que ao longo do tempo, fruto da maior atratividade do nosso país, do turismo, do investimento estrangeiro, acabou por aumentar a pressão sobre o mercado de habitação. O que falhou no passado foi a não criação de uma estratégia, como se fez para a saúde e para a educação, para tratar a habitação como um direito fundamental, um pilar do Estado social.»
Ui, se é para ser como o SNS… O jovem candidata-se aos 20 e tem casa aos 60 anos.
Haja bom senso.
`O que falhou no passado foi a não criação de uma estratégia, como se fez para a saúde e para a educação`
Não sei se rir ou chorar, dizer isto com a atual crise do SNS xP
Só demorou cem anos de rendas congeladas para aprenderem a situação. Entre 1995 e 2005 houve menos novos contratos de arrendamento do que houve no ano passado. Na altura simplesmente não havia casas para arrendar porque a expectativa era que eventualmente terias uma casa ocupada e zero proveito, e sem forma de a reaver.
acho que deviam atualizar as leis de arrendamento. são muito antigas e não há execução rápidas das leis.. processos ficam em tribunais durante anos…
Efetivamente, tabelar rendas nunca resultou. A solução é obrigatoriamente aumentar a oferta. Isso pode ser feito:
– com mais construção;
– com regras mas apertadas sobre o investimento imobiliário (por exemplo, se um fundo comprar um imóvel e o deixar vazia mais de X tempo, tem de pagar um imposto sobre isso);
– acabar com essa parvoeira de receber um passaporte em troca comprar casa;
…
É so para dizer que desde 2010, Portugal perdeu 1% do total da populaçao.
Por acaso estive a pensar neste assunto e cheguei à conclusão que os nossos dirigentes não sabem nada do que estão a fazer.
“O problema não é de hoje, mas é verdade que ao longo do tempo, fruto da maior atratividade do nosso país, do turismo, do investimento estrangeiro, acabou por aumentar a pressão sobre o mercado de habitação.”
Evidentemente cara sra. dona scretária de estado. Se vocacionam a economia para atração de investimento estrangeiro e não o equilibram com investimento da melhoria das condições de vida dos habitantes locais, é natural que os mercados se comecem a tabelar por quem tem maior poder de compra. Por isso é que hoje em dia o mercado de arrendamento está totalmente desporporcional: o público alvo do mercado não é o português, mas o estrangeiro.
Com os preços das casa diria que as casas já foram retiradas do mercado para muita gente. Só resolvem isto quando taxarem extra entidades com várias casas e impedirem empresas/fundos de adquirir casas para habitação, mas há falta de tomates para desafiar os capitalistas
A solução não é tabelar rendas, temos sim que aumentar o rendimento dos contribuintes
Acaba por não tirar casas do mercado, grande parte das casas a alugar não estão pagas, o senhorio tem de pagar o crédito, ou seja, já não vai puder é chular a malta, mas tem de a alugar na mesma..
Vá lá, ainda há alguém com mais de 2 neurónios
nao é preciso ser mt inteligente tbh
Cobrar impostos mais altos do que os atuais para quem deixa muito tempo vazia as casas.
Construam mais casas, há muito espaço em Lisboa e outras cidades que pode ser usado para construir milhares de apartamentos de renda acessível.
Coligação PS-IL (como o Chega diz) a dar frutos!
Não tenha receio, tabelar, vai retirar casas do mercado.
Fachabor de botar o artigo todo. /u/solismi
Se apenas tirassem os entraves à construção de casa… mas isso seria fácil demais… e iria desvalorizar os grandes fundos de imóveis e isso é que não pode ser.
Começar a construir muitas mais casas para que as outras desvalorizassem era bem pensado mas isso era uma chatice para os fundos de investimento
[removed]
E rever as leis do IMI?
Uma coisa que nunca vi referir, no que diz respeito a habitações, é que nenhum senhorio em Portugal, nem mesmo “grandes fundos” tem poder suficiente para definir o preço.
Se o senhorio pedir uma renda muito alta, a casa vai ficar vazia. Se as rendas estão altas (e estão, não há dúvidas) é porque aparece alguém disposto a pagar.
Portanto isto só se resolve reduzindo a procura (tornar Portugal menos atrativo para estrangeiros) ou fazendo aumentar a oferta de casas para arrendar.
Aumentar a oferta de casas para arrendar podia passar por perceber bem o que é que faz com que haja tanta casa devoluta (heranças, medo de não poder reaver a casa quando precisar, especulação imobiliária, demora no licenciamento, etc… sejam lá quais forem as razões) e depois atacar esses problemas.
No entanto o que se tem visto é que as leis de arrendamento mudam todos os anos e a cada mudança há sempre uma ideia de aumentar a proteção dos inquilinos, não há uma ideia de aumentar a oferta existente no mercado. Isso pode ser bom para quem já é inquilino, mas acaba sempre por se virar contra quem ainda não é inquilino mas precisa de vir a ser…
Peço desculpa pela ignorância, mas eu vivo nas sombras porque não consigo lidar com o caos do mundo constantemente.
Aumentar o número de casas disponíveis através de construção não iria aumentar o negócio imobiliário, no sentido de quem tem já tem dinheiro para investir adquiriria essas novas habitações para arrendar?
Aumentar os rendimentos? Isso não iria permitir que os donos dos imóveis pudessem requerer mais dinheiro pelas rendas, uma vez que todos iriam ter mais dinheiro?
De novo, peço desculpa pela ignorância que pode seguir, mas quem arrenda e gere os preços das rendas? Individuais ou empresas? Ambos?
Quais seriam as chances de regular legalmente a posse de imóveis de privados, no caso destes serem os que definem, tecnicamente, os termos das rendas? Por exemplo, nenhum indivíduo poderá ser dono de mais de 1 imóvel em Portugal e não poderão haver coletivos com posse de múltiplos imóveis em seu nome. Basicamente banir o negócio de investimento de imóveis. Teria de se ter atenção mais detalhes como por exemplo: quem possui mais que um imóvel teria x anos para o vender e se no fim desse tempo não o tivesse feito, o estado forneceria o serviço de um técnico para avaliar a casa, sendo que esse valor seria depois pago parcial ou totalmente pelo estado ( o estado comprava a casa, sem poder de renegociação do dono). Mas basicamente removeria-se a possibilidade de duas habitações. Não às casa de férias, não às casas para arrendar como rendimento passivo. Isto abriria todo o número de casas que são propriedade de pessoas singulares que estão a explorar o mercado, e bem para eles. Eu nem sei se seriam tantas casas assim, porque não sei os dados no que diz respeito a quantas pessoas possuem mais que uma casa. Tenho consciência que isto parece uma ideia descabida, mas lembrei-me disto e ainda não vi nada a mencionar esta opção. Se calhar é porque é ridícula mesma, e iria ter consequências das quais eu não tenho noção sequer. Mas pronto, é a ideia.