É engraçado como as pessoas me perguntam coisas como “Mas como é que tu vês esses “pássaros” todos? Eu só vejo pombas e gaivotas…”. A minha resposta é sempre a mesma: “Basta estar atento ao que está à nossa volta”.
Por exemplo, das 5 espécies de andorinha que existem em Portugal, só me faltam ver 2 a partir da janela de minha casa (e provavelmente nunca as vou ver, dado que estão associadas a habitats com massas de água e taludes). Das 3 que já observei, a mais inesperada foi a andorinha-dáurica (*Cecropis daurica*). Esta espécie visita o nosso país durante os meses mais quentes. Apesar de estar presente um pouco por todo o território, é muito menos abundante na metade litoral.
Ora, qual não é o meu espanto quando, ao ir à janela, vejo 4 juvenis empoleirados no fio eléctrico enquanto esperam que os pais lhes tragam alimento. Escondido entre a caixilharia da janela e o estore, qual fotógrafo da National Geographic, lá estive entretido a fotografar o vai-e-vém constante dos progenitores, saciando as bocas famintas e barulhentas da prole.
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É engraçado como as pessoas me perguntam coisas como “Mas como é que tu vês esses “pássaros” todos? Eu só vejo pombas e gaivotas…”. A minha resposta é sempre a mesma: “Basta estar atento ao que está à nossa volta”.
Por exemplo, das 5 espécies de andorinha que existem em Portugal, só me faltam ver 2 a partir da janela de minha casa (e provavelmente nunca as vou ver, dado que estão associadas a habitats com massas de água e taludes). Das 3 que já observei, a mais inesperada foi a andorinha-dáurica (*Cecropis daurica*). Esta espécie visita o nosso país durante os meses mais quentes. Apesar de estar presente um pouco por todo o território, é muito menos abundante na metade litoral.
Ora, qual não é o meu espanto quando, ao ir à janela, vejo 4 juvenis empoleirados no fio eléctrico enquanto esperam que os pais lhes tragam alimento. Escondido entre a caixilharia da janela e o estore, qual fotógrafo da National Geographic, lá estive entretido a fotografar o vai-e-vém constante dos progenitores, saciando as bocas famintas e barulhentas da prole.
Fotografia de 8 de Julho de 2021, Porto