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17 comments
  1. Vejam o vídeo, o jornalista e a convidada tiveram um debate bem aceso.

    Pessoalmente, achei um perigo o que a convidada defendeu que basicamente é retirar as crianças aos pais porque a lei diz que há perigo existencial que atenta à vida das crianças. Os regimes fascistas e comunistas surgiram através da doutrinação académica, sinceramente acho um perigo o que estão a fazer ao obrigar à frequência da unidade curricular (que na verdade não se faz nada lá, o meu irmão mais novo tem aquela disciplina e é basicamente a antiga Formação Cívica onde não se fazia nada).

  2. > “*É por isso que, segundo a advogada, não existe um excesso das competências, até porque “o MP tem o dever de assegurar, com todos os meios que tem ao seu dispor, a proteção da criança”.Patrícia Baltazar Resende sublinha que o que poderá estar em causa é que o MP considerou que os pais não estavam a zelar pela educação dos filhos, algo que é uma obrigação dos progenitores.“O facto de estas crianças não frequentarem aquela disciplina pode ter tido uma influência tão preponderante que pode afetar as crianças”, indica, colocando-se a hipótese de o bem-estar físico e psicológico das crianças poder estar em causa. “O MP tem de se substituir aos progenitores quando estes não conseguem assegurar o bem-estar.*””

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    “*O MP fundamenta a “situação de perigo em que os referidos jovens se encontram” com nove pontos, entre os quais destaca que os pais “põem em perigo a sua formação [das crianças], educação e desenvolvimento”; que os jovens possam sofrer de “maus-tratos psíquicos; de os jovens “não receberem os cuidados ou afeição adequados às suas idades e situação pessoal; de os jovens “estarem sujeitos a comportamentos dos pais que afetam gravemente o seu equilíbrio emocional”*.”

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    Foda-se, esta gente está louca. Que leviandade a fazer acusações tão graves. Agora qualquer pai mais conservador pode ser acusado de maus-tratos pelo Estado? Que merda de MP.

    O mais engraçado/triste no final disto tudo é que esta deve ser daquelas disciplinas que até os professores se estão a cagar enquanto as estão a leccionar. Eu também tinha duas disciplinas deste tipo, Formação Cívica e a outra nem me lembro do nome e literalmente jogávamos às cartas durante os tempos, com aval dos profs.

  3. Conheço quem esteja a tentar que as crianças de uma família cujos adultos vão para a prisão à vez por tráfico de droga desde que elas nasceram sejam entregues para adoção. Spoiler alert: impossível. Mas estas crianças é que estão em situação de perigo…

  4. O debate é feito entre:

    – Uma advogada que faz todas as ressalvas antes de dar a sua opinião profissional, fundada na lei, sobre o processo, falando genericamente sobre os casos em que este tipo de guarda institucional é aplicada e até admitindo que possa haver exagero no pedido do Min.Público.

    – Um Tucker-Carlson-wannabe que em vez de fazer jornalismo, tenta fazer generalizações e whataboutismo, e que nem percebe o âmbito da aplicação da medida.

    Nem tudo é a preto e branco, as leis são complexas e à falta de melhor, temos a justiça para decidir sobre o superior interesse dos menores. O argumento do Ministério Público (criticável ou não) é para este caso concreto, nestas circunstâncias, não é “pArA oBRigAr tOdA a GeNTe…”

  5. Este pai tem medo que os filhos aprendam o que é igualdade de género e é contra qualquer tipo de educação sexual. Continuando com este raciocino claramente importado da extrema direita americana, e se a seguir ele for contra ciências ou matemática porque não “acredita” na evolução das espécies ou acha que a terra é plana?

  6. Na minha altura Cidadania servia para escrever regras, o Diretor de Turma cascar nos alunos porque éramos arruaceiros ou para estudar para outras disciplinas.

  7. a disciplina é obrigatória, vai a aula ótimo e passa o ano, não vai, reprova o ano

    isto não é querer ou não, se não gostam da educação vão na privada ou o caralho, teria vergonha de ter pais assim

  8. Todo este caso é absolutamente surreal.

    Não tenho qualquer dúvidas que haja muitas famílias que não podem, não sabem nem devem dar educação básica aos seus filhos.

    Noções básicas de igualdade e de boas regras de convivência, civismo e tolerância.

    Percebo o porquê desta disciplina existir.

    Não minha altura era a escolha. Religião e Moral ou DPS(Desenvolvimento pessoal e social).

    Apesar de ser católico acho que vivemos num estado laico e uma escola pública não tem que ter aulas de religião e moral, até aí o ME concorda e hoje em dia não há a não ser em colégios privados.

    Para uma grande parte de uma sociedade altamente religiosa não é de admirar que alguns dos conteúdos de uma aula que até a bem pouco tempo não contava para nada cause celeuma.

    É do pleno direito de quaisquer país educarem os filhos como mais acham indicado desde que essa educação se traduza num indivíduo responsável capaz de se integrar em sociedade, que pese embora o exagero conservador do pai, é o caso. 6 filhos tem esta família. 6 filhos bem educados. 6 filhos estimados pelos professores e colegas, pelos vizinhos e conterrâneos. 6 filhos com excelentes notas. 6 filhos extremamente bem integrados na sociedade.

    Nao ha aqui qualquer negligência ou perigo e o que o MP e ME estão a fazer roça uma linha extremamente perigosa.

    Se há aqui perigo para a saúde mental das crianças este perigo vem na forma de uma ordem judicial que retira a custódia dos pais sobre os seus dois filhos.

    Como pai que sou isto a mim deixar-me ia doente. Sinceramente se me retirassem a custódia do meu filho por alguma coisa como está não sei se teria a calma que este pai está a ter.

  9. Eu acho que é um não assunto, o programa da disciplina de Cidadania é muito subjetivo. Se for dado por uma feminista bastante ativa os alunos vão ficar com uma opinião, se for um machista retrogrado vão ficar com outra, se for alguém que consiga ser neutro também vão ficar com outra opinião. Não é uma disciplina factual como praticamente todas são, nem acho que o ensino esteja preparado para as dificuldades de ensinar uma disciplina subjetiva desde o 1º ciclo, muito porque o sistema de ensino está envelhecido. Acho que é uma excelente ideia ensinarmos que somos todos diferentes e o programa completo, mas ao mesmo tempo há outros assuntos importantissimos que ficam de fora e que são fulcrais na preparação para a vida adulta. O sistema de ensino precisa de uma pequena reformulação nesse sentido porque cada vez mais vejo que a malta que sai do secundário tem praticamente 0 preparação para se desenrascarem na vida adulta.

  10. Para todos vós que não concordam com os pais da criança, fica aqui a seguinte questão para pensarem antes de quererem obrigar as pessoas a algo deste género:

    E se um dia for o Chega no poder a definir que, na cadeira obrigatória de cidadania, se dará a glorificação do colonialismo e a superioridade de uma etnia sobre as outrasc assim como os valores religiosos conservadores?

    Pensem nas consequências das vossas escolhas, hoje é o PS no poder mas amanhã pode ser o Chega ou o PCP ou pior… o Ergue-te

  11. Nós não somos donos de nós mesmos, aqui fica esta lição, o Estado é dono de todos nós e eles tem armas para garantir isto!

    Se alguem nao esta satisfeito a unica saida é o aeroporto se e somente se o Estado permitir.

    Dura realidade

  12. Eu não tenho a informação toda para ter uma conclusão neste caso em especifico. Numa disciplina que aborda assuntos como a Homossexualidade, e até o Transgênero, se o curricula não for exactamente explicito no que vai abordar nestes subjects. Tanto podemos ter professores mais a esquerda social em que dizem que é normal se gostar da pessoa do mesmo sexo ou que é normal uma pessoa se identificar com outro gênero. Como podemos ter um professor neutro que diz a homossexualidade é quando uma pessoa se sente atraída por outra do mesmo sexo, e transgênero é quando uma pessoa se identifica com o gênero oposto que nasceu, estas pessoas devem ser respeitadas mas se é normal é algo que o aluno tera que formar a sua propria opinião (esta para mim é a forma apropriada de abordar o tema com maiores de 12, em debate por exemplo). Como podemos ter um Professor mais a direita social que diz que homossexualidade é quando uma pessoa se sente atraída por outra do mesmo sexo, e Transgênero e quando uma pessoa se identifica com o gênero oposto que nasceu, ambos são comportamentos anormais e moralmente repreensíveis.

    Este é o problema em abordar estes temas na escola publica, que se pode resolver de 2 maneiras. Ou curricula é explicito na maneira como aborda o tema, e a rasão pela qual o governo não faz isto é exactamente porque iria ter dificuldade em agradar a todos, iria alienar parte do eleitorado.
    Ou simplesmente não abordar estes temas na disciplina.

  13. parece-me haver aqui uns quantos broncos por isso deixem-me fazer uma analogia futebolística que deve cair-vos melhor.

    Vocês são ferrenhos benfiquistas.

    Vocês odeiam Portistas.

    O estado diz que o clube não é motivo válido de descriminação e por isso na disciplina de cidadania inclui a aceitação de vários clubes como iguais e diz que o importante é o futebol.

    Vocês imediatamente assumem que o estado quer que os vossos filhos sejam portistas.

    O estado está-se a cagar para o clube dos vossos filhos , só não quer que eles andem ao estalo por causa disso e não quer que eles deserdem os filhos só por serem portistas.

    ​

    talvez fique mais fácil assim, tentei.

  14. Honestamente nunca me preocupei com este assunto mas tendo em conta que hoje já é a 2ª ou 3ª vez que o vejo, fui tentar entender o que é a disciplina em questão.

    Após ler um bocado parece-me ser uma daquelas disciplinas super baunilha sem nada de especial. Nem sei porque raio os pais estão a complicar ao dizer que se sentem especialmente incomodados por abranger sexualidade ou lá o que lhes incomoda. Eventualmente li o que cito abaixo.

    Citado do seguinte :[https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Aprendizagens_Essenciais/cidadania_e_desenvolvimento.pdf](https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Aprendizagens_Essenciais/cidadania_e_desenvolvimento.pdf)

    *”…formação das crianças e jovens portugueses de modo que no futuro sejam adultos e adultas com uma conduta cívica que privilegie a igualdade nas relações interpessoais, a integração da diferença, o respeito pelos Direitos Humanos e a valorização de valores e conceitos de cidadania nacional…”*

    Talvez esteja a descontextualizar, mas sinto que é uma daquelas situações de faz o que eu digo não o que eu faço.

    Vamos ensinar as crianças a ser tolerantes e abertas aos temas que nós queremos mas vamos aplicar força e coação sobre aqueles que têm pensamentos diferentes dos nossos…

    Força e coação devem apenas ser utilizadas para controlar comportamentos destrutivos para a sociedade e/ou indivíduos. Logo, a minha pergunta é, os pais estão ativamente a educar os filhos para serem racistas, anti democráticos, misoginistas, anti cívicos, nazistas ou algo que se pareça? Se sim ok, retirem a guarda dos miúdos. Se não, então reprovem os miúdos por faltas e siga para problemas maiores.

    Eu pessoalmente sinto que forçar vai ter o resultado oposto ao pretendido. Cria polarização de opiniões que é exatamente o que não se quer quando se está a tratar de assuntos como igualdade e integração da diferença que me parece ser o cerne da questão nisto tudo. É uma jogada para ficar bonito no politicamente correto mais do que preocupação com o bem estar dos miudos.

    Reservo-me ao direito de estar errado e estou aberto a que me expliquem melhor o que não estou a perceber disto tudo.

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