Em 1979 nasciam duas vezes mais bebés em Portugal do que em 2021. Quais serão as consequências?

42 comments
  1. Em 1979 nasceram em Portugal 160 mil crianças. Em 2021, nasceram 79 mil, um record mínimo.

    A juntar a isto, temos o colapso do serviço de saúde, que não consegue lidar com tantos nascimentos. Agora imaginem se a natalidade se mantivesse nos 160 mil.

  2. A consequência mais evidente, pelo menos para mim, é ver que cada vez Portugal deixa de ser dos Portugueses e passa a ser de pessoas de outros países.

    Logicamente a imigração é importante em qualquer país. Mas se continuarmos com este ritmo de atribuição de nacionalidades a torto e a direito / entrada de estrangeiros a torto e a direito e uma taxa de natalidade tão baixo, não tarda nada são os portugueses que têm de aprender a falar outra língua qualquer no próprio país.

  3. Vou dar a minha opinião, não tenho a minima se é a correta ou não. Só no meu grupo de amigos foram 5 casais os que tiveram que recorrer à consulta de infertilidade e todo o processo que isso implica, 1 deles não conseguiu de todo, os outros conseguiram 1 bebé cada com muito custo. As estatísticas sobre a infertilidade a nível global são assustadoras, e penso que estamos a caminhar para um colapso demográfico a médio-longo prazo, sem qualquer solução.

    Claro que a questão monetária, é dispendioso ter filhos e os portugueses tem vencimentos baixos, e a questão profissional, cada vez mais tempo até se conseguir a estabilidade que permita ter filhos, também são fatores importantes.

  4. O sangue Portuguẽs tal como o sangue Númenoriano está se a extinguir. Resta nos esperar pelo regresso do Rei.

  5. Economia desgraçada, Infraestruturas roubadas aos portugueses, políticas de imigração, políticas de emigração (quem não quererá fugir).

    Portugal será (ainda mais) um país terceiro mundista com governos ainda mais corruptos, povo ainda mais pobre burro e sem saúde e cheio de problemas sociais, violência e bairros de lata.

    Eventualmente a UE corta-nos da comunidade.

  6. Consequências será como os índios na América, seremos raros, estaremos confinados a reservas por falta de opções a nível de imobiliário e seremos os Estados Unidos Portucalenses.

    Passaremos de apelidos comuns como Santos e Silva para “dos Santos”, Lopes, Schimdt etc

    Agora a sério é preocupante mas continuem a votar PS que eventualmente a coisa acontece

  7. A comunicação social não ajuda.

    O governo e o Estado muito menos, suas politicas não favorecem formação de famílias.

    O preço das casas.

    A mudança dos paradigmas entre homem x mulher já que homossexuais obviamente são incapazes de gerar novos descendentes.

    Em resumo, os portugueses estão mesmo a definhar mas muitos negam a enxergarem.

  8. Eu tenho esperança que as principais consequências sejam:

    – Menos grunhos

    – Menos condutores de BMW

    – Menos condutores que não saibam usar os piscas

  9. As consequências, dependendo de quanto a imigração ajudar a mitigar isto, vai ser um “resize” de tudo o que é estruturas físicas ou não, para a nova população. Se isso fosse bem feito, até era fixe. Uma população mais pequena, com mais território disponível.

    Mas claro que isto não vai ser nem planeado nem executado com pés e cabeça, por isso o que vamos ver vai ser um colapso da nossa máquina governamental.

  10. As nossas crianças vão falar todas um misto de brasileiro com jargão inglês de empreendedor, o fado vai ser proibido, vão-se fazer fogueiras para queimar guitarras portuguesas vai-se deixar de ensinar a disciplina de História de Portugal nas escolas e vai-se diluir a mui nobre linhagem de sangue puro lusitano. É mais ou menos isto que querias ouvir, OP?

  11. As consequências são que tens de continuar a importar estrangeiros para pagar reformas. Em 79 a esperança média de vida era mais baixa. Lamento informar mas a Seg Social vai colapsar dentro de poucos anos se nada se alterar. Causas?! Socialismo , internet , cultura de influencers desconectados com o que nos rodeia.

  12. Portugal é o melhor país do mundo para se viver para toda a gente, menos para os portugueses…

    Eu e a minha namorada temos um salário acima da média e mesmo assim, combinado não nos chega para pagar as despesas básicas para viver na nossa cidade natal que é Lisboa.

    Ter filhos está completamente fora de questão, penso que dos maiores problemas para a baixa natalidade é insegurança financeira dos jovens casais.

  13. é um misto de várias coisas que levou a isto no mundo moderno.

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    Para ser diferente preferia focar-me no facto que a sociedade está a evoluir numa de rejeitar a sua biologia e naturalidade. É natural querer ter filhos como é ter fome, querer evacuar, etc… Na minha opinião a sociedade devia ter sido moldada segundo esses princípios e não o oposto. Devia ser tão importante as pessoas poderem ter filhos como é para que não passem fome ou durmam na rua.

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    Por outro lado a geração dos chamados Baby boomers (decadas 50-60 nos EUA e 70-80 em PT) também moldou a visão da família ideal para algo extremamente estático e imutável. Muitos viveram infâncias e juventudes díficeis e preenchidas (seja nos states as segunda grande guerra, seja cá a guerra colonial ou pobreza extrema) o que levou a que na sua vida adulta a procura pela estabilidade e dedicação unica e exclusiva à familia fosse transformado em algo quase dogma divino e não apenas um luxo que lhes foi permido pela natureza das epocas. Pois um casal aos 25 anos em muitos casos já desde os 12-14 já andava a trabalhar ou aos 16-17 tinha ido para a guerra, já tinham vivido muito. Agora é o oposto.

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    Isto tudo para dizer que a juventude atual cresceu com um ideal de estabilidade e família e exigências (dos próprios pais) que já esta mais que percebido que não vai ser possível replicar e por isso temos de nos adaptar. Não podemos simplesmente esperar para ter um emprego estável e uma família numa casa feliz para procriar, não. Temos de lutar muito e ter família ao mesmo tempo. Vejo muita gente a correr atrás de uma meta perfeita na vida adulta que possivelmente nunca irá chegar. E sinceramente cada vez mais acho que é uma perda de tempo essa corrida (nada contra a ambição, não é esse o ponto).

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    Dificilmente vamos ser os pais com a disponibilidade e dedicação extrema aos filhos ao nível que os nosso pais tiveram e apesar de isso parecer mal, noutras situações acho que também é bom, os filhos não precisam de estar numa redoma mas viver em conjunto com os pais.

  14. Desastrosas para os trabalhadores activos na altura da reforma dos jovens de agora. Ou na altura vamos ter pagamentos à segurança social sobre postos automatizado a (que vai ser algo muito difícil de regulamentar) ou estamos lixados.

  15. Conta-se pelos dedos das mãos os amigos que alguma vez falaram em ter filhos. Já os que falam em nunca ter filhos? Quase todos

  16. É mais facil importar mão de obra estrangeira pouco qualificada.. ficamos facilmente com o problema resolvido.. viva o nosso PM.

    Ter um filho hoje em dia deve representar cerca de 500 mes a mais de gastos..

    Uma familia media com 2500€ mês 500€ vai dar para um filho e vao viver apertados.. nem imagino uma familia com ordenados minimos.. se tiverem um filho vao ter de fazer muitos sacrifícios..

  17. Porque as novas gerações não querem responsabilidades. Dinheiro sim, pinar sim, responsabilidades? Eh pah isso não obrigado! (Fazem um filme enorme para ter um filho. Estão sempre e se? E se? O pessoal não quer responsabilidades. (Pronto ja disse, podem fechar)

  18. As consequências são óptimas. A proliferação, multiplicação e perpetuação da pobreza não é solução para nada.

  19. >Quais serão as consequências?

    No futuro haverá menos pessoas em Portugal, o que não é necessáriamente mau. Pelo contrário, tem uma serie de vantagens, por exemplo a nivel ambiental.

    Tirando o periodo de ajustamento, em que temos sociedades organizadas a contar com o crescimento constante da população e que vai causar alguns problemas com o tempo as coisas vão-se ajustar e a vida continua.

    Por exemplo os avanços da automação e da robotica poderão ajudar muito uma sociedade com um grande numero de idosos.

    Historicamente Portugal só ultrapassou os 5 milhoes de pessoas por volta de 1900 e os 10 em 1975. Se em 2100 tivermos 7 milhoes não é propriamente uma anormalidade historica.

  20. Regra geral nascem poucos bebes no mundo ocidental. A economia portuguesa até pode ter o seu papel, mas eu diria que é uma questão muita mais global.

  21. Como poderia alguma vez ter filhos se estamos numa situação de aquecimento global sem precedentes na história da humanidade?

    E em breve seremos 10 biliões de pessoas no planeta, nunca houve tantos seres humanos.

  22. Quais serão as consequências? Empobrecimento do País a curto prazo, envelhecimento da população a médio prazo, substituição demográfica da população, substituição cultural e econômica a longo prazo (como qualquer outra civilização em decadência).

  23. * Elevada precariedade laboral
    * Destruição dos valores da família (sou ateu, mas é um facto)
    * Enorme pressão laboral durante o maior período de fertilidade
    * Movimentos culturais como child-free com cada vez mais apoiantes
    * Fraco apoio financeiro do estado para quem tem filhos (excetuando a miséria que é o abono de família e algumas deduções fiscais em sede de IRS)
    * Baixos rendimentos que não permitem planear ter filhos (porque no Ocidente existe planeamento familiar)

  24. O fim da segurança social, sns, etc.

    No fundo um regresso àquilo que portugal sempre foi e o que seria sem a EU: um marrocos menos exótico.

  25. Consequencias? Mudar o Modelo economico que funcione com o crescimento populacional.

    Ja se ve ha muitos anos que isso ia parar, e que e insustentavel cada casal ter 8/10 filhos. E exagerado.

    Nos (ocidente) ja chegamos a linha de estabilidade.

    O crescimento de populacao vai chegar com a imigracao ate que ira parar.

    A solucao a nivel nacional e meter Gente competente a gerir o fundo da seguranca social.

    É impensavel a meu ver que qualquer idiota com 2 dedos de testa consegue ter um retorno de 5/7% ao ano e um fundo nacional nao.

    A solucao a nivel individual, e investir eu proprio. Antes de qualquer despesa vem o minimo dos 10% para investir. Sejam esses 10% 50€/100/200/500€.

    Paga a ti primeiro, depois aos outros.

    Quando a transferencia automatica bate no dia que recebes para a ta conta poupanca/investimento vais conseguir pagar as tuas contas, nem que vivas o mes todo como se tivesses no fim do mes.

    Parte da malta viver como merda e porque trabalhar 8h por dia pra ganhar dinheiro e natural, mas tirar 30minutos por semana para ganhar um bocadinho de literacia financeira e impensavel.

    Nao me venham com merdas que nao da.

    Agarra no subsidio de natal e investe isso se realmente usas todos os centimos do salario em despesas essenciais.

    Quando ganhava 500 paus gastava 450, agora que ganho mais, sigo a mesma logica.

    Com toda a gente que me cruzo, os que ralham mais da economia, que nao vao ter reforma, que descontam muito, nunca se deram ao trabalho de ler um livro ou se esforcaram um bocadinho em entender o mundo.

    E a mesma malta que diz que a bolsa e um esquema porque em 1980 alguem lhes vendeu uma acao que nunca deu nada.

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