Estudo com 300 participantes. Este artigo é uma palhaçada. Nem sequer diz onde é que estão emigrados ou qual a profissão
“Para se reformar”
“300 portugueses residentes no estrangeiro, 60% dos quais com idades compreendidas entre os 40 e 65 anos e 26% entre os 26 e os 40 anos.”
Isto é mesmo para levar a sério ou é só mais uma piada socialista?
Masoquistas?
Quando controlas a CS e encomendas estas pérolas.
Milhões de Portugueses/lusodescendentes espalhados pelo Mundo, bora perguntar a *300* se querem voltar a Portugal e levar isso como de um caso científico se tratasse.
Acho que o jornalista escreveu 300 tantas vezes no artigo porque nem ele acredita que o tirou um curso para escrever estas coisas…
Vender a banha da cobra estes gajos
Regressar pode significar muita coisa…
Eu querer quero. E também quero manter as condições que tenho fora. E também quero ganhar o Euromilhões. E também quero conseguir achar piada ao Fernando Rocha. E também quero chocolate com açúcar mas que não engorde. E também…
Claro que a maioria das pessoas gostaria de regressar num futuro idílico, o que obviamente não quer dizer que regressem.
por acaso em agosto estou ai batido 2 semanas
Só não voltaram ainda porque tinham bilhetes com a TAP…
Quase 100% nunca queriam ter saído 🙂
Duas palavras: Interior Português. Um avec não é um turista, é um retornado. Não vai para hotéis 5 estrelas em Lisboa, vai para a aldeia onde viveu a avó e onde deixou os pais, com a ideia de construir uma casa. Neste momento estão vários na “praia fluvial” de Constância, com caravanas. Eu também nunca vi uma mulher a fazer xixi de pé. Mas elas existem.
Um avec não é algo que tu notes à vista, precisas de falar com a pessoa alguns minutos, seguir uma determinada linha de raciocínio e conversa. Porque “ser avec” é acima de tudo mentalidade. Há detalhes que saltam à vista mas precisas de os meter a falar. Uma das coisas que os fazem notar, por exemplo, é aquele constante sentimento de superioridade de falarem português, mas teimam em falar francês uns com os outros só para mostrar “aos da terra” o quão linguísticos são ou aquela panca estranha com os autocolantes da Federação Portuguesa de Futebol. Há quem diga que outro exemplo é aquela mentalidade de que são demasiado bons para lavar escadas em Portugal, mas depois vão lavar escadas para Lyon.
As opiniões divergem, provavelmente. Pessoalmente, penso que os avecs são apenas azeiteiros. A gente só lhes dá um nome diferente porque em vez de serem “azeite”, são “huile d’olive”. Um avec a gabar-se do carro não é diferente do mitra da terra a gabar-se do “seat do aço”. A árvore é a mesma. A frutinha também.
Mas nota que nem todos os tugas que voltam podem (devem?) ser considerados avecs. Um avec deve dar aquele sentimento de vergonha alheia para ter um selo de qualidade “AVEC”. Nem todos dão. Tens muitos emigrantes perfeitamente normais.
Eu também estou emigrado há vários anos e não descarto voltar a Portugal mas não é uma prioridade. Pode acontecer? Pode, mas pelo menos não nos próximos 15 anos (quando já tiver um CV bom o suficiente para um cargo de topo numa empresa) ou só depois da reforma. De qualquer forma, também não é uma prioridade.
Para além da amostra desta sondagem ser estranhamente pequena, há outra coisa que este artigo não menciona, que é o tipo de emigrantes foram inquiridos e em que países estão. Um português emigrado na Alemanha, Espanha, Holanda, Reino Unido ou Irlanda tem normalmente um perfil técnico diferente de um emigrante que está na Suíça ou na França, porque eram estes os principais destinos da emigração portuguesa nos anos 80/90, onde as pessoas iam trabalhar para sectores menos qualificados com o objectivo de construir um pé de meia e voltar a Portugal (quem vêm de cidades do interior certamente conhece este tipo de emigrantes). Por outro lado, os emigrantes portugueses dos últimos 20 anos já são na sua maioria muito mais qualificados e emigram com objectivos de carreira bem estabelecidos e não vêem o regresso a Portugal como uma prioridade.
A mim cheira-me fortemente a sondagem encomendada para ser menciona pela bancada do Governo em algum dos próximos debates quinzenais.
RISOS
Qualquer pata rapada vai para jornalista mandar larachas, depois admiram-se que o povo não queira ler o jornalismo amarelo.
17 comments
Estudo com 300 participantes. Este artigo é uma palhaçada. Nem sequer diz onde é que estão emigrados ou qual a profissão
“Para se reformar”
“300 portugueses residentes no estrangeiro, 60% dos quais com idades compreendidas entre os 40 e 65 anos e 26% entre os 26 e os 40 anos.”
Isto é mesmo para levar a sério ou é só mais uma piada socialista?
Masoquistas?
Quando controlas a CS e encomendas estas pérolas.
Milhões de Portugueses/lusodescendentes espalhados pelo Mundo, bora perguntar a *300* se querem voltar a Portugal e levar isso como de um caso científico se tratasse.
Acho que o jornalista escreveu 300 tantas vezes no artigo porque nem ele acredita que o tirou um curso para escrever estas coisas…
Vender a banha da cobra estes gajos
Regressar pode significar muita coisa…
Eu querer quero. E também quero manter as condições que tenho fora. E também quero ganhar o Euromilhões. E também quero conseguir achar piada ao Fernando Rocha. E também quero chocolate com açúcar mas que não engorde. E também…
Claro que a maioria das pessoas gostaria de regressar num futuro idílico, o que obviamente não quer dizer que regressem.
por acaso em agosto estou ai batido 2 semanas
Só não voltaram ainda porque tinham bilhetes com a TAP…
Quase 100% nunca queriam ter saído 🙂
Duas palavras: Interior Português. Um avec não é um turista, é um retornado. Não vai para hotéis 5 estrelas em Lisboa, vai para a aldeia onde viveu a avó e onde deixou os pais, com a ideia de construir uma casa. Neste momento estão vários na “praia fluvial” de Constância, com caravanas. Eu também nunca vi uma mulher a fazer xixi de pé. Mas elas existem.
Um avec não é algo que tu notes à vista, precisas de falar com a pessoa alguns minutos, seguir uma determinada linha de raciocínio e conversa. Porque “ser avec” é acima de tudo mentalidade. Há detalhes que saltam à vista mas precisas de os meter a falar. Uma das coisas que os fazem notar, por exemplo, é aquele constante sentimento de superioridade de falarem português, mas teimam em falar francês uns com os outros só para mostrar “aos da terra” o quão linguísticos são ou aquela panca estranha com os autocolantes da Federação Portuguesa de Futebol. Há quem diga que outro exemplo é aquela mentalidade de que são demasiado bons para lavar escadas em Portugal, mas depois vão lavar escadas para Lyon.
As opiniões divergem, provavelmente. Pessoalmente, penso que os avecs são apenas azeiteiros. A gente só lhes dá um nome diferente porque em vez de serem “azeite”, são “huile d’olive”. Um avec a gabar-se do carro não é diferente do mitra da terra a gabar-se do “seat do aço”. A árvore é a mesma. A frutinha também.
Mas nota que nem todos os tugas que voltam podem (devem?) ser considerados avecs. Um avec deve dar aquele sentimento de vergonha alheia para ter um selo de qualidade “AVEC”. Nem todos dão. Tens muitos emigrantes perfeitamente normais.
Eu também estou emigrado há vários anos e não descarto voltar a Portugal mas não é uma prioridade. Pode acontecer? Pode, mas pelo menos não nos próximos 15 anos (quando já tiver um CV bom o suficiente para um cargo de topo numa empresa) ou só depois da reforma. De qualquer forma, também não é uma prioridade.
Para além da amostra desta sondagem ser estranhamente pequena, há outra coisa que este artigo não menciona, que é o tipo de emigrantes foram inquiridos e em que países estão. Um português emigrado na Alemanha, Espanha, Holanda, Reino Unido ou Irlanda tem normalmente um perfil técnico diferente de um emigrante que está na Suíça ou na França, porque eram estes os principais destinos da emigração portuguesa nos anos 80/90, onde as pessoas iam trabalhar para sectores menos qualificados com o objectivo de construir um pé de meia e voltar a Portugal (quem vêm de cidades do interior certamente conhece este tipo de emigrantes). Por outro lado, os emigrantes portugueses dos últimos 20 anos já são na sua maioria muito mais qualificados e emigram com objectivos de carreira bem estabelecidos e não vêem o regresso a Portugal como uma prioridade.
A mim cheira-me fortemente a sondagem encomendada para ser menciona pela bancada do Governo em algum dos próximos debates quinzenais.
RISOS
Qualquer pata rapada vai para jornalista mandar larachas, depois admiram-se que o povo não queira ler o jornalismo amarelo.