O jornal Público [já lançou os rankings das escolas 2022](https://www.publico.pt/rankings-escolas-2021/lugar-sua-escola#-) com vários dados detalhados e categorizados.

Alguns dados interessantes:

* a primeira escola pública ficou no lugar #40 (Escola Básica e Secundária Henrique Sommer em Leiria);
* a primeira escola pública a apenas Matemática ficou no lugar #10 (Escola Básica e Secundária de Arcozelo, Ponte de Lima), o que dá a entender que o ensino público é melhor a ensinar Matemática que o resto das matérias
* a Filosofia a escola #1 é pública (Escola Secundária de Albergaria-a-Velha)
* Quando analisamos por disciplinas mais notórias, as escolas públicas aparecem sempre em lugares inferiores a #40, mas nunca em #1 (excepção Filosofia) ou seja, em #1 em Filosofia, #8 em Economia, #2 em História, #4 a Geografia, #24 a Físico-Química, #13 a Português e #10 a Matemática
* tal implica duas coisas: a) as escolas públicas ensinam melhor as disciplinas mais notórias que ensinam as demais (não é claro se o ranking considera as notas internas, o que faria sentido pois os colégios são mais benevolentes que as escolas públicas nas notas internas), b) em disciplinas nucleares como Português, Física e Matemática, as escola públicas não aparecem nem no top #5 ou top #10 (na realidade aparecem apenas no #10 a Matemática)

A dicotomia público vs privado tem-se acentuado nas últimas décadas.

Em Controlo (sou formado em Controlo pelo IST) chamamos a isto de Realimentação Positiva (*positive feedback*):

1. os rankings mostram os colégios privados à frente
2. os pais querem sempre os melhor para os seus filhos, por isso, quando têm algum dinheiro, estão dispostos a pagar para os colocar em colégios
3. esses pais que têm essa possibilidade, estatisticamente, têm mais rendimentos o que correlaciona positivamente com maior formação académica
4. com maior formação académica mais facilmente acompanham os filhos e estimulam-nos a estudar e aprender
5. os colégios vão ficando com cada vez com mais alunos que têm melhor acompanhamento em casa e as escolas públicas vão ficando cada vez mais sem esses alunos
6. o ponto anterior acentua o diferencial mencionado no ponto 1, e o ciclo repete-se de 1 a 5, sempre com o diferencial do ponto 1 a aumentar a cada ciclo

Como quebrar o ciclo? Há duas formas:

* comunismo ou verdadeiro socialismo: proibir o ensino privado obrigando todos, ricos e pobres, a frequentar o ensino público e universal
* liberalismo social: o estado introduzir o cheque-ensino para que os menos favorecidos possam frequentar os colégios privados

27 comments
  1. Não se deve demonizar o setor privado, seja ele da saúde ou do ensino, ele existe para preencher lacunas no mercado.

    O setor privado tem duas grandes vantagens, melhores condições para os seus recursos humanos poderem trabalhar e ensinar, e um filtro em relação a quem tem possibilidades de frequentar esse tipo de ensino. Normalmente são crianças com melhores condições em casa, melhor nutrição, mais estabilidade emocional, com acesso a apoio no estudo fora da escola, é normal que tal permita melhor desempenho.

    Por muito que melhores as condições de trabalho no ensino público, irás sempre ter uma percentagem significativa de alunos com graves problemas e défices cognitivos simplesmente pelo fato do país ser pobre e ter uma larga faixa da população no limiar da pobreza.

  2. >pois os colégios são mais benevolentes que as escolas públicas nas notas internas

    Eu nāo sei se isto é verdade, ou pelo menos tāo verdade como querem fazer querer. A minha realidade vale o que vale, mas eu próprio andei em escola publica e depois colégio privado e conheço outras pessoas de outros colégios e a nossa realidade, isto há 20 anos (porra tou velho) é que a exigência nos colégios privados era muito maior, tanto era que quando comparávamos com os testes na publica ate dava vontade de rir de tāo fáceis que eram.

    Havia uma maior exigência mas também existia um maior apoio dos professores, já para nāo falar da possibilidade de ter explicações. E o próprio ambiente de aula é completamente diferente.

    Atenção, eu nāo digo que nāo existam, só acho que nāo é tāo banal como querem fazer parecer.

  3. >liberalismo social: o estado introduzir o cheque-ensino para que os menos favorecidos possam frequentar os colégios privados

    A ideia à partida parece interessante. A questão é. Iriam surgir colégios que iriam querer propinas bem mais altas e logo aí fariam novamente a seleção de “pobres” e “ricos”.

    Mas pode-me estar a faltar algo.

  4. Falta-te aí um fator muito importante no teu “controlo”. As escolas privadas podem escolher os seus alunos e expulsam aqueles que dão problemas que depois não têm alternativa senão a escola pública. Isto leva a uma diminuição das médias das escolas públicas que têm que alocar os seus recursos num maior número de alunos problemáticos e desse modo não conseguem maximizar os seus recursos nos melhores alunos como nos privados (o que seria sempre injusto e inconstitucional). Não sou formado em Controlo pelo IST mas acho que a isso se chama de realimentação negativa.

  5. A Amadora tem o pior ranking dos concelhos do distrito de Lisboa.

    Curiosamente 2 das 10 piores escolas públicas do país são no concelho da Amadora e estão a poucos metros de distância uma da outra, na Damaia.

    Quem quiser comprar casa, constituir familia e meter os miudos na escola, provavelmente viver a Amadora e principalmente a Damaia parece ser a pior opção possível e o sitio nº1 a evitar.

  6. O que me incomoda nestes estudos é que quer O Público quer o CM nem mencionam que esses resultados assentam numa segregação económica terrível que existe entre ensino privado e público. Não estou a dizer que ensino privado é vilão, mas a verdade é que quem o frequenta, por norma, são alunos com famílias com posses e com muito menos stresses diários. Ficam livres para se dedicarem exclusivamente aos estudos.

    Escolas públicas são por norma frequentadas por alunos de classe baixa e média e convivem diariamente com problemas domésticos. Seja carência afectiva e/ou económica, um aluno pobre por norma vai ter sempre mais dificuldade em se dedicar a 100% aos estudos.

    Não vou dizer que o problema do ensino púbico é estritamente este porque todos sabemos que os profs estão sobrecarregados de turmas com 30 alunos e as escolas não têm as condições desejáveis. Mas se tiver de escolher uma razão pela qual a melhor escola pública aparece em 40º lugar, diria é mesmo por segregação económica e o impacto que isso tem diariamente nos alunos.

  7. >comunismo ou verdadeiro socialismo: proibir o ensino privado obrigando todos, ricos e pobres, a frequentar o ensino público e universal

    se isso acontecesse haveria maior pressão por parte da população mais rica para existir um ensino público de maior qualidade.

    >liberalismo social: o estado introduzir o cheque-ensino para que os menos favorecidos possam frequentar os colégios privados

    se isso acontecesse as coisas continuariam iguais, havendo uma enorme disparidade entre escolas dependendo do capital que pudessem angariar.

    já agora, as coisas na educação não dependem só do investimento. é simplista esta visão da educação, como o ranking demonstra. por vezes um/a só professor/a faz uma diferença abissal na qualidade de ensino.

  8. Gostava de perceber como é que o cheque-ensino vai colocar dezenas de milhares de alunos nas mesmas escolas, já que os pais não vão querer meter os filhos nas privadas dos ultimos lugares…

  9. Essas não são as únicas duas formas. Há uma terceira: melhorar a escola pública de modo que a escola privada se torne obsoleta. A solução não pode ser a proibição da iniciativa privada nem a destruição da escola pública.

    E quanto à questão dos rankings: um colégio privado que mete os seus aluno a tirar 18,19, 20 nos exames é melhor que uma escola pública numa zona desfavorecida que consegue diminuir o abandono escolar? Como é se se mede o real sucesso de uma escola? É que se nas escolas públicas apenas contassem para a média as notas dos alunos de condições socio-económicas mais elevadas, talvez os privados não dominassem sempre estes rankings.

    E ainda há um terceiro ponto, que é a comparação da performance dos alunos após concluir o secundário. De nada serve sacares altas notas no secundário se depois não estás minimamente preparado para a Universidade (no meu curso, os melhores alunos eram todos da escola pública mas gostava mesmo de saber se há dados ou estudos que avaliem isto).

  10. As escolas nao sao melhores por serem públicas ou privadas.

    São melhores porque os alunos que as frequentam sao de extractos socioeconomicos diferentes.

    O cheque ensino só resolve se:

    * a escola não puder cobrar mais do que o valor do cheque ensino nem obrigar à aquisição de roupa ou equipamento específico.

    * a escola nao puder seleccionar alunos, caso existam mais candidatos do que vagas é feito um sorteio a nível central (ministerio) entre todos os candidatos à escola.

  11. Os rankings não valem uma merda, a diferença está no estrato social e económico das famílias.

    Nem isolando o público se pode comparar, uma escola no centro de uma cidade vai ter os filhos das classes media-alta e alta, com outra estrutura social e económica que podem por exemplo, entre outra coisas, pagar explicações às disciplinas que for preciso, já na periferia vão maioritariamente os alunos das classes baixas. As assimetrias são incomparáveis.

    Na turma da minha filha, 8⁰ ano 28 alunos, centro de Aveiro, numa reunião de pais com a diretora de turma um pai pediu para os pais que não tinham os filhos em explicações de matemática para porém o dedo no ar, eram 4.

    Em média uma explicação de matemática em Aveiro custa 150€, agora digam-me onde está a equidade no ensino quando 70% da população portuguesa não pode pagar explicações.

  12. > Como quebrar o ciclo? Há duas formas:

    Há mais.
    Se proibires as escolas privadas de expulsar alunos ou de rejeitar candidaturas baseado em aptidao, as escolas privadas começam a descer nos rankings.

  13. A qualidade do ensino não se mede em médias de 1 exame :/ Não é ter 16 num exame que vai ajudar a desenrascar na faculdade, não é ter 19 a matemática que vai ajudar a ter competências sociais. A escola é bem mais que uma nota de 0/20 por isso escolham a escola consoante o que querem. Querem que o vosso puto se desenrasque e saiba que o mundo não é uma redoma de vidro, que tem injustiças ou querem um onde ela possa ficar até mais tarde com aulas extra ou um onde haja disciplinas tipo robótica/natação etc? Isso sim conta. Agora notas de exame? Meh

  14. Espera uma maneira de quebrar o ciclo não seria estimular a qualidade do ensino publico?

    Além disso acho que nunca será possível separar completamente o nível de rendimento do sucesso escolar por motivos sociais (sem querer discriminar ninguem mas é um bocado verdade)

  15. >comunismo ou verdadeiro socialismo: proibir o ensino privado obrigando todos, ricos e pobres, a frequentar o ensino público e universal

    liberalismo social: o estado introduzir o cheque-ensino para que os menos favorecidos possam frequentar os colégios privados

    ​

    Há aqui, diria, um problema fundamental com ambas as teorias:

    – Com o comunismo/socialismo, a escola da lapa ia continuar a ser melhor que a escola da damaia, pelo simples facto de que estás a por os miudos perto de onde vivem, e as pessoas com dinheiro regra geral vivem em zonas boas e os filhos delas vão todos as mesmas escolas. Mesmo que os professores não sejam incriveis, são filhos de pessoas que tem expetativas e tempo e dinheiro para garantirem melhores outcomes (é um efeito relativamente bem estudado que os outcomes académicos dos filhos estão altamente relacionados com os dos pais – é uma questão de tempo e recursos disponiveis bem como de expectativas (se tens um curso superior a tua expectativa é que os teus filhos(as) tb as tenham, se não tiveres, nem sempre é o mesmo)). Para resolver isto tb tinhas de ter mais controlo sobre onde as pessoas moram, ou mandar os miudos para escolas longe (que tb não ajuda nada)

    ​

    – Com o liberalismo, tens todo o problema das admissions – as escolas têm algum poder sobre quem escolhem para entrar – o que tb não é ideal – vais ver que o que os pais fazem vai ser importante, de onde vem e onde moram. Claro que vão haver sempre alguns que são admitidos com “mérito” só para mandar as medias para cima, mas diria que vai haver mto elitismo em quem pode entrar no são joão de brito, ainda que todos tenham um cheque escola para pagar.

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    Honestamente não é de todo claro como resolver. Diria que a alemanha/holanda têm um sistema interessante em que tens escolas tecnicas e profissionais que são mais merit based, mas depois tb tens o problema de estares a selar o destino de crianças pelos resultados que tiveram num exame aos 13 – se for bom vais pra faculdade, se não vais ser carpinteiro. Em paises ricos ambos podem ter bom dinheiro, mas não deixa de ser um bocado infeliz que aos 13 tenhas o teu destino selado xD

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    >Em Controlo (sou formado em Controlo pelo IST) chamamos a isto de Realimentação Positiva (positive feedback):

    Also, como um fellow IST, menos bragging/intelectual snobbery, especialmente quando é 100% desnecessário… As pessoas não são estupidas. Podias perfeitamente ter explicado sem dizer que eras de controlo, que eras do IST e honestamente, nem precisavas de dizer que é positive feedback…

  16. O ranking das escolas serve apenas os interesses dos colégios privados, publicidade gratuita. Nada tem de positivo para os alunos. Os graus que fazem exames para estas estatísticas, nesse ano letivo, apenas se trabalha para os exames. Um ano perdido para os alunos.

    O ensino continua a padronizar crianças com os mesmos princípios básicos da revolução industrial. Submissão, padronização.

    Em vez de se evoluir para uma escola inclusiva, promoção dos talentos individuais, criatividade, ensino artístico. Não, ranking das escolas!

    É do interesse de uns quantos manter este estado de submissão não vão as pessoas começar a ter opiniões próprias.

    Enquanto não nos livramos dos imbecis que têm ideias peregrinas como esta…. está tudo fod…….

  17. Quantos NEEs estão nos colégios? Quantas famílias de baixos rendimentos?

    >comunismo ou verdadeiro socialismo: proibir o ensino privado obrigando todos, ricos e pobres, a frequentar o ensino público e universal

    TIL Finlandia é um país comunista. Quando é que vocês acabam com as mentiras para se começar a discutir soluções a sério?

    >liberalismo social: o estado introduzir o cheque-ensino para que os menos favorecidos possam frequentar os colégios privados

    Estás mesmo a pensar que no dia seguinte tens o colégio Americano cheio de ciganos?

    Depois, esse liberalismo social, nos países que o praticam, só se aplica a escolas sem fins lucrativos.

    Ou pensas que os países nórdicos estão bem por cair nas patranhas dos neoliberais?

  18. É uma análise interessante, mas a verdade é que é parvo comparar ensino público e privado.

    O público serve para todos, bons ou maus, pobres ou ricos. Não escolhe nem exclui. O privado escolhe, e exclui. Logo é normal que os resultados do privado sejam melhores. Não estamos realmente a comparar coisas iguais.

    É preciso investir na escola pública. É preciso melhorar – muito – a organização do sistema e as carreiras dos professores. Mas não é preciso proibir o ensino privado. É só perceber que as duas coisas não estão em competição.

    É este o problema de olhar para tudo através de um prisma de dinheiro gasto… Ficamos míopes. Começamos a olhar para problemas de microgestão e esquecemos o objetivo final.

  19. Uma estatística importantíssima que muita gente se esquece quando estes rankings anuais aparecem:

    > **O modelo também revela a existência de um efeito negativo no desempenho universitário quando os estudantes são provenientes de escolas secundárias com médias mais elevadas nos exames nacionais.** Este efeito acontece tanto na UCP como na UP, mas na UP o efeito negativo da média da escola nos exames nacionais é mais relevante quando a escola é privada. **Isto é, para alunos em tudo idênticos nas restantes variáveis do modelo, os que vêm de escolas com médias mais elevadas nos exames nacionais terão desempenho esperado inferior.**

    > Embora este resultado possa parecer contra-intuitivo, há outros estudos na literatura que reportam o mesmo fenómeno. **Isto é, os estudantes de escolas com desempenho abaixo da média que entram na universidade estão entre os mais hábeis e mais motivados.** Por outro lado, pode estar associado a outros factores, tais como o uso excessivo de explicações (mais frequente nas famílias de estatuto sócio-económico elevado) ou a inflação de notas (mais frequente nas escolas privadas), que podem contribuir para que alunos de escolas acima da média nos exames nacionais obtenham um desempenho inferior ao esperado no ensino superior.

    > **Estes resultados obrigam, mais uma vez, a uma reflexão sobre os rankings das escolas secundárias. O papel das escolas na formação dos estudantes vai muito além da preparação para os exames.** Uma conclusão importante da nossa análise é a necessidade de avaliar o papel das escolas considerando diversas dimensões. A preparação para exames é importante no sentido em que permite a entrada na universidade, mas que, dissociada de outros factores essenciais para a formação dos adolescentes, não assegura o sucesso académico subsequente.

    https://www.publico.pt/2019/02/16/sociedade/analise/secundario-comparam-escolas-1861810

  20. Este ranking avalia as escolas pelas notas dos alunos. Não pela qualidade do ensino das mesmas.

     

    Esta metodologia para avaliar as escolas é propaganda, só isso.

  21. Que conclusões tontas as tuas, perdoa-me que te diga,

    Existem vários estudos que provam que os alunos do público vão para a universidade melhor preparados.

    Segundo, o ensino das privadas é mais orientada para os resultados dos exames do que para o resto e podem escolher os alunos para evitar descer nos rankings.

    A tua “análise” não passa de uma maneira de apresentares aquilo que queres, não é uma análise séria, porque omite muitos fatores.

  22. E isto serve para? Ah, aumentar a mensalidade dos colégios bem colocados, é isso.
    Já sei… quando o teu puto for trabalhar para o estrangeiro e disser que estudou no Colégio Dona Bolacha Maria.

  23. Mas continuamos a ligar peva ao ranking

    *Escolas que recebem tudo*

    *vs*

    *Escolas que activamente selecionam quem as frequenta por condição económica e/ou performance académica*

    porquê, ao certo?

    Fora inquinar opiniões é suposto isto servir para alguma merda?

  24. Tens um outro efeito, o ranking mostra médias, o que esconde muitos extremos.

    A escola publica não pode rejeitar alunos e não tem qualquer interesse em não levar alunos a exame. Pelo outro lado a escola privada consegue desde logo selecionar os bons alunos e convidar os menos bons a sair e tem tb um interesse em que certos alunos nao vão a exame.
    Isto é visível no numero de exames feito nas escolas privadas vs públicas

  25. Tenho uma mãe professora e se há coisa que ela odeia é o cheque-ensino, e ela é de direita. Acho que algo como o ensino é das coisas que tem de de fazer convertendo o ensino privado para público, há demasiada diferença entre as escolas e aí sim seria possível abolir os exames nacionais

  26. Para alguém que aparentemente sabe distinguir estatística relevante e correlações casuais tiras bastantes conclusões.

    Especialmente quando comparas colégios e escolas públicas, esquecendo que neste ranking nem há a distinção entre alunos das escolas e externos, só esse facto enviesa estes dados para um lado. Que só interessa aos que querem propagar mitos, não aos que querem analisar a realidade como ela é.

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