“Esgotado”, João deixou de ser médico: “Os que continuam no SNS, para mim, são heróis” – Oncologista do IPO Porto deixa o país e a profissão

17 comments
  1. “este médico é muito pouco resiliente”

    Que muitos o sigam. Não a abandonar a profissão, mas sim o SNS.

    Infelizmente o país vai ter de bater no fundo para o povo acordar.

    A maior carga fiscal de sempre e o dinheiro é torrado em grupos de trabalho, comissões, *jobs for the boys*, TAP e afins, em vez do que realmente importa. Saúde, Justiça e Educação.

    Espero que ele volte à profissão eventualmente, agora rejuvenescido.

    Que não volte é para o SNS, pois o povo que é paciente dele é o mesmo povo que depois lhe cospe na cara ao votar PS.

  2. Boa descrição apesar de que tem algumas coisas estranhas. Crítica às ordens por não fazerem nada mas não tece qualquer comentário à vergonha que é gestão hospitalar.

    Sei de uma situação em que a ordem dos médicos junto com vários profissionais de saúde apresentaram um problema grave numa instituição e resposta da ARS foi “não é nada connosco ” e do ministério do foi ” vamos criar um grupo de trabalho para avaliar”.. .

    Está na altura das pessoas e principalmente os profissionais de saúde seguirem a metáfora das canas, uma a uma quebram, todos juntos não. Juntem-se ao montes e lutem, sejam pro-ativos uma administração não vão despedir mais de 50% dos profissionais se estes decidirem bater o pé conseguirem mudança.

  3. Ninguém trabalha para aquecer, e os médicos não são exceção. Nós trabalhamos para ganhar dinheiro e alguns de nós felizmente têm a possibilidade de trabalhar em algo que gostam e ganhar dinheiro

  4. Este governo está a conseguir empurrar mais médicos para fora da profissão que qualquer outro.

    Os médicos são o pilar da saúde, ninguém os consegue substituir, eles é que podem substituir todos os outros.

    O povo vai ter exatamente o SNS que merece: degradado, sem os melhores, e só para pobres.

  5. Os comentários que para aqui andam a criticar a “desistência”, fazem me mesmo ficar triste com esta merda de mentalidade do *tough it up*…

  6. Não tem resiliência.Se em 8 horas por dia não se consegue fazer todo o trabalho, passa para 16 horas dia as 8 horas restantes chegam bem para comer e dormir, nada mais é necessario.

  7. Escreveu sobre pontos bastante relevantes. A meu ver, faltou desenvolver o ponto essencial: a falta de produtividade no SNS e dos médicos que estão lá a encher chouriços que nós sabemos ser verdade. Isto não se resolve somente com o aumento de salários. Desengane-se quem acha isso.

  8. O natural vai acontecer

    Os médicos vão trabalhar para o privado que é mais produtivo, lhes paga melhor, e no fundo acaba por prestar um melhor serviço que o SNS

    Cabe é ao estado assegurar que quem realmente precisa e não consegue pagar tenha acesso à saúde, em vez de tentar gerir um sistema de uma complexidade monstruosa como o SNS

  9. O dinheiro é um fator importante, mas condições de trabalho para muita gente é o fulcral. De que serve ganhar 5000 euros se não tens vida ou saúde? Ter que fazer mais de 60 horas por semana, fazer turnos malucos, fazer noites, fins de semana e feriados 0… A nova geração ocidental já não anda no mundo com o objetivo de trabalhar de sol em sol e procriar. Só é pena os gestores continuarem a organizar o trabalho com base nesse tipo de mentalidade.

    Quem critica este médico, se gosta deste modelo de sociedade, pode sempre migrar para a China.

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