Na minha altura também tive nega a matemática e eu pensava que era mais um burro a matemática.
Mas na faculdade tive cadeiras de economia, contabilidade e análise de dados e foram das melhores notas que tive (a mais baixa acho que foi 16 e eu era trabalhador-estudante e trabalhava a full time)
>A média a Português também desceu de 60% para 55%. Nesta disciplina realizaram-se 90.501 provas, das quais 33.968 tiveram classificação negativa (38%). **A Matemática, com 92.646 provas, esta proporção sobe para 57,7%**, de acordo com um comunicado do Ministério da Educação enviado nesta segunda-feira.
Acho incrível como é que 57% dos alunos tem negativa no exame matemática do 9º ano. É preciso investir urgentemente no ensino de matemática.
Sa foda, passam tudo a mesma.
É preciso ter atenção que os estudantes que estão agora a ser avaliados no 9o ano passaram grande parte deste ciclo do ensino básico em contexto pandémico. A matemática, pelas suas particularidades didácticas e disciplinares (em particular a sua natureza gradativa e de interdependência entre os diferentes domínios que a constituem), não é facilmente ensinada ou aprendida a distância, em particular quando há uma dificuldade crónica com esta componente curricular.
Depois, creio que o problema deve ser analisado desde da génese: o 1o CEB. Com as alterações feitas em 2012 – parcialmente revertidas em 2018 – a matemática, neste nível de ensino, aumentou muito em quantidade de conteúdos e na sua abstração. Este aumento dificulta um trabalho sistemático em torno de competências matemáticas mais transversais como o raciocínio matemático, a resolução de problemas ou a consciência geométrica. Quantidade – em particular no 1o CEB – não significa qualidade ou riqueza das aprendizagens.
Este ano não houve exame de Matemática no 9.º ano.
Foi transformado em prova de aferição pouco antes do ano acabar.
Não contava para nada, era só para avaliar o sistema.
Conclusão: balda total. Só por brio é que os alunos se esforçaram.
Matemática ? Esqueçe… hoje em dia os candidatos a engenheiros, cientistas, economistas apenas tem de se preocupar com a cadeira da cidadania.
Depois na universidade é tentarem serem felizes em vez de estudar.
Na matemática só há 2 hipóteses, ou és crânio ou resolves dezenas e dezenas de exercícios até decorares os truques todos. Porque quando os professores apresentam a matéria e a formula na aula tudo parece fácil e fazer sentido, o problema vem quando metem as rasteiras nos testes que são pouco abordadas durante as aulas porque há pouco tempo e é preciso continuar o programa, ou outra desculpa qualquer… Já agora, esta prática de ensino é propositada para selecionar os alunos que realmente lhes interessam, os tais crânios, e descartar os restantes, caso contrário a maioria não tinha problemas nenhuns em seguir matemática.
A coisa fica engraçada quando por exemplo no calculo integral podes resolver um exercício de maneiras diferentes, chegar a respostas diferentes, e estarem ambas corretas.
Não se preocupem meus caros, isto já está planeado já à anos, muito antes da pandemia. Porquê que que acham que à uns anos se proibiu os alunos chumbarem até o 9o ano? Só para terem peninha das crianças? Nah para fazer o típico português mais burro e mandar tudo para os braços dos subsídios do estado. Depois venham-se queixar que as escolas privadas estão sempre no top 50🥱
Os exames não contam para nada, dai os resultados. Os exames deveriam ser para fim de todos os ciclos lectivos, e os maus resultados teriam que ter impacto sobre a progressão e ordenado dos professores e todos os pais, sobre a forma de mais impostos ou perda de benesses. Os bons deveriam ser beneficiados. Arrepiavam caminho
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Na minha altura também tive nega a matemática e eu pensava que era mais um burro a matemática.
Mas na faculdade tive cadeiras de economia, contabilidade e análise de dados e foram das melhores notas que tive (a mais baixa acho que foi 16 e eu era trabalhador-estudante e trabalhava a full time)
>A média a Português também desceu de 60% para 55%. Nesta disciplina realizaram-se 90.501 provas, das quais 33.968 tiveram classificação negativa (38%). **A Matemática, com 92.646 provas, esta proporção sobe para 57,7%**, de acordo com um comunicado do Ministério da Educação enviado nesta segunda-feira.
Acho incrível como é que 57% dos alunos tem negativa no exame matemática do 9º ano. É preciso investir urgentemente no ensino de matemática.
Sa foda, passam tudo a mesma.
É preciso ter atenção que os estudantes que estão agora a ser avaliados no 9o ano passaram grande parte deste ciclo do ensino básico em contexto pandémico. A matemática, pelas suas particularidades didácticas e disciplinares (em particular a sua natureza gradativa e de interdependência entre os diferentes domínios que a constituem), não é facilmente ensinada ou aprendida a distância, em particular quando há uma dificuldade crónica com esta componente curricular.
Depois, creio que o problema deve ser analisado desde da génese: o 1o CEB. Com as alterações feitas em 2012 – parcialmente revertidas em 2018 – a matemática, neste nível de ensino, aumentou muito em quantidade de conteúdos e na sua abstração. Este aumento dificulta um trabalho sistemático em torno de competências matemáticas mais transversais como o raciocínio matemático, a resolução de problemas ou a consciência geométrica. Quantidade – em particular no 1o CEB – não significa qualidade ou riqueza das aprendizagens.
Este ano não houve exame de Matemática no 9.º ano.
Foi transformado em prova de aferição pouco antes do ano acabar.
Não contava para nada, era só para avaliar o sistema.
Conclusão: balda total. Só por brio é que os alunos se esforçaram.
Matemática ? Esqueçe… hoje em dia os candidatos a engenheiros, cientistas, economistas apenas tem de se preocupar com a cadeira da cidadania.
Depois na universidade é tentarem serem felizes em vez de estudar.
Na matemática só há 2 hipóteses, ou és crânio ou resolves dezenas e dezenas de exercícios até decorares os truques todos. Porque quando os professores apresentam a matéria e a formula na aula tudo parece fácil e fazer sentido, o problema vem quando metem as rasteiras nos testes que são pouco abordadas durante as aulas porque há pouco tempo e é preciso continuar o programa, ou outra desculpa qualquer… Já agora, esta prática de ensino é propositada para selecionar os alunos que realmente lhes interessam, os tais crânios, e descartar os restantes, caso contrário a maioria não tinha problemas nenhuns em seguir matemática.
A coisa fica engraçada quando por exemplo no calculo integral podes resolver um exercício de maneiras diferentes, chegar a respostas diferentes, e estarem ambas corretas.
Não se preocupem meus caros, isto já está planeado já à anos, muito antes da pandemia. Porquê que que acham que à uns anos se proibiu os alunos chumbarem até o 9o ano? Só para terem peninha das crianças? Nah para fazer o típico português mais burro e mandar tudo para os braços dos subsídios do estado. Depois venham-se queixar que as escolas privadas estão sempre no top 50🥱
Os exames não contam para nada, dai os resultados. Os exames deveriam ser para fim de todos os ciclos lectivos, e os maus resultados teriam que ter impacto sobre a progressão e ordenado dos professores e todos os pais, sobre a forma de mais impostos ou perda de benesses. Os bons deveriam ser beneficiados. Arrepiavam caminho
Uma grande treta