Sem mão de obra, setor de móveis em Portugal foi ao Sul buscar brasileiros: ʽNão falta trabalhoʼ |

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  1. Trabalho não falta, faltam é melhor salários. Enquanto o governo permitir a importação de mão de obra barata pelos empresários isto nunca vai melhorar.

    “Ai mas não podemos pagar mais que o salário mínimo e dois pães com manteiga”. Paciência, é o mercado a funcionar … só que desta vez do lado dos trabalhadores. E se não conseguem pagar mais, azar , é porque o negócio não é viável e vão ter que fechar

  2. >A falta de mão de obra em Portugal não dá descanso às fábricas de móveis. Enquanto retoma as exportações a um nível próximo ao do período anterior à pandemia de Covid-19, o setor tem sofrido bastante para encontrar trabalhadores. Algumas empresas têm ido buscar profissionais no Brasil como forma de ocupar as vagas que sobram e seguir com a produção.

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    >Diretor executivo da principal organização nacional do setor, a Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (Apima), Gualter Morgado disse ao Portugal Giro que até cinco mil postos estarão em falta nos próximos cinco anos. A chance de encontrar emprego, segundo ele, é total em algumas regiões do país, sobretudo nas maiores cidades da região Norte, como Porto e Braga.

    >— Na área onde estão estas indústrias, não falta trabalho em lado nenhum e só não trabalha quem não quer — disse Morgado.

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    >Ao comentar a disputa por funcionários no setor, Morgado ressalta que uma empresa pode tentar retirar trabalhadores formados por uma companhia concorrente para suprir as vagas. Ou até ir mais longe, precisamente para a região Sul do Brasil, onde existe mão de obra qualificada, segundo o diretor.

    >— Já temos pessoas do Brasil, da região Sul, onde as fábricas de imóveis são fortes. Algumas destas pessoas, os empresários portugueses foram buscar, ajudaram a se instalar encontrar casas e tudo o mais, porque a falta de habitação suficiente tem sido outro problema — contou Morgado.

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    >Uma das funções na linha de produção é a de estofador. Morgado explica que o salário inicial começa nos € 700 (R$ 4,4 mil) e pode ultrapassar os € 2 mil (R$ 12 mil), dependendo do segmento, se a empresa produz artigos luxuosos e etc.

    >— As pessoas podem ganhar até € 2 mil como estofadores, mas não está sendo fácil encontrá-las. Quanto mais especializado, mais dinheiro vai ganhar. O mercado é diversificado e há sofás de € 300 (R$ 1,8 mil) e € 3 mil (R$ 18 mil), por exemplo. Então, um salário começa nos € 700 para aprendizes e o vencimento mais comum é de € 1 mil (R$ 6,2 mil) ou € 1,5 mil (R$ 9,4 mil), que vai aumentando de acordo com o trabalho. E qualquer empresa paga férias, auxílio de alimentação e subsídio de natal. São 14 salários por ano para 11 meses de trabalho. O problema são os impostos, porque a carga fiscal em Portugal é grande e penaliza o trabalhador — garantiu ele.

    >O diretor foi um dos primeiros a levantar o problema da falta de mão de obra em Portugal de maneira incisiva. E concorda que os salários baixos, emigração e envelhecimento da população ampliam o drama, que não acabará logo.

    >— A taxa de desemprego é de 6,1%. Quem são estas pessoas? É gente em trânsito de um emprego para outro e em desarticulação com o que faz ou fez e o que quer fazer. Por isso, há vagas em todo o país, mas em maior número no Porto e Braga, onde estão concentradas as indústrias. Parte das pessoas que trabalham hoje em dia se aposentará em cinco anos, as empresas precisam de gente nova para que possam treiná-los e substituí-los — explicou.

  3. A culpa é dos partidos de esquerda que abrem as portas à imigração não qualificada do 3 mundo. Se não fosse possível importar imigrantes não qualificados, essas empresas teriam que forçosamente subir os salarios para atrair trabalhadores.

  4. Isto daqui 200 anos vai ser equiparado ao comércio de escravos de há 200 anos atrás. Leram aqui primeiro.

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