
# O que pode valer a arte pública? Fazemos as contas, a propósito da vandalização da escultura de Cabrita Reis
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11 comments
Concordo com a parte de haver maneiras melhores de expressar o descontentamento do que vandalizar as coisas ( penso que ainda não vivemos no planeta dos macacos ) mas entendo que usar as supostas vias legais para reclamar caia no vazio. É ambíguo.
O que é que o imposto audiovisual tem a ver com isto?
Os teus posts são todos no mesmo sentido.
Se a cultura mede a maturidade de uma sociedade, o que isto diz de quem acha que “aquilo é mesmo para ser vandalizado”?
Gozar com quem trabalha é reduzir tudo a estás discussões básicas.
A grande maioria da arte mundial é patrocinada por fundos públicos acho q isso é um facto indiscutível.
Por acaso n sei precisar quem pagava ao Picasso mas o q n falta por aí é histórias de grandes artistas q morreram na miséria porque ninguém os patrocinou em vida mas as suas obras têm valores incalculáveis.
Podemos concordar ou n com a arte ou uma obra em particular e somos livres de opinar sobre isso o q no somos livres é de destruir o trabalho de quem quer que seja só porque n gostamos ou concordamos.
A arte é algo especulativo sim tal como alguns instrumentos financeiros isso permite a q andemos a destruir bancos ou propriedade de empresas que se dedicam a essa especulação?
vistas tão curtas. se pudesses, também vandalizavas a Capela Sistina.
Duas vigas destas custam acerca de 1000€ mais uns 200 pintura… 1000 transporte
..
Devia ter ido para escultor
A quantidade de ignorância nesta thread de alguns users assusta-me. A falta de capacidade para entender que arte é cultura e que todos precisamos dela para continuarmos a ser uma civilização é incrível. Goste-se ou odeie-se, a arte deve ser financiado, seja ela a da escultura, da pintura, da música, do teatro ou até mesmo da televisão, como é o caso da RTP. Dizer que esta instalação não merecia fundos públicos é criar um precedente que nenhuma outra deveria merecer porque A ou B acha que “são um par de vigas no meio daquele lugar”. Daí para mandar o resto abaixo é meio caminho.
Continuamos na americanização da Europa, na recusa de entender as consequências do que se diz, de ser incapaz de ver o cinzento em vez da bipolarização entre preto e branco. Se eu não gosto, ai de alguém gostar!
A arte pública é a política pública, esquece as esculturas
Artlol
Amigos, se vocês soubessem a vigarice que é por exemplo o cinema em Portugal e a quantidade de subsídios que vão para produtoras de filmes… Filmes estes que vocês nunca ouviram falar e se os virem até choram. E não me venham com merdas que é arte, porque já vi trabalhos feitos por universitários mais bem feitos e com ideias mais bem conseguidas.
Eu trabalhei numa produtora de filmes e vi filmes a receber tipo 300k e etc. Vi filmes que levaram 10 anos a ser feitos e que no fim parecia um filme amador. Filmes que foram feitos e o realizador simplesmente decidiu nunca lançar o filme. Enfim…
Já para não falar dos que tinham 4 ou 5 produtoras em nome de associados e mamavam os subsídios todos.
E depois nunca fazem dinheiro por ter pessoas a ver, fazem dinheiro porque têm connects com festivais e são pagos para os mostrar lá. Ah e claro mais subsídios.
Upa tocaste num ninho de formigas… E olha que nem é mau, ate ver so sustentas ‘cultura’ que se pode dizer portuguesa… Vai estando atento