Concordam que em Portugal estas propostas seriam facilmente aprovadas por referendo?

17 comments
  1. THREAD 🧵:
    A democracia directa na Suíça permite à população participar activamente em decisões importantes para o dia a dia, com referendos a serem votados a cada 3 meses.
    Abaixo estão um conjunto de iniciativas que, rejeitadas na Suíça, teriam facilmente sido aprovadas em PT:

    posted by [@AfonsoCAr_](https://twitter.com/AfonsoCAr_/)

    [Thanks to inteoryx, videos are supported even without Twitter API V2 support! Middle finger to you, twitter](https://github.com/inteoryx/twitter-video-dl)

  2. Para quem não quiser/puder abrir o tweet:

    1- Em 2012, os sindicatos lançaram uma proposta para aumentar os dias de férias anuais exigidos por lei de 20 para 30 dias úteis. A proposta foi rejeitada por 2/3 dos votantes.

    https://t.co/yJA0FUaiHI

    2- Em 2013, a Juventude Socialista lançou uma iniciativa que pretendia limitar os salários dentro de uma empresa, em que o salário do funcionário melhor pago não pudesse ser mais de 12 vezes o salário do funcionário pior pago. Proposta rejeitada por 2/3.

    https://t.co/nChHkjRIjA

    3- Em 2014, uma proposta dos sindicatos apoiada pela esquerda (SP e Verdes) pretendia estabelecer um salário mínimo nacional (inexistente na Suíça), que seria o mais elevado do mundo. Rejeitado por 76% dos eleitores.

    https://t.co/Jr6JVxzDSP

    4- Também em 2014, uma iniciativa do Partido Social-Democrata (SP) pretendia substituir o sistema suíço de seguros de saúde privados por um único fundo estatal universalque financiasse todo o sistema. Rejeitado por 62% da pop.

    https://t.co/HPAVff68oc

    5- Em 2016, uma iniciativa popular apoiada pelos partidos de esquerda intendia criar um direito constitucional a um Rendimento Básico Incondicional (RBI) foi rejeitada por 77% dos votantes.

    https://t.co/WAtpdWI3Cy

    6- Também em 2016, os Jovens Socialistas/Sociais-Democratas, lançaram uma iniciativa que intendia limitar a “especulação financeira” no sector da alimentação, culpada pelos preços elevados dos bens alimentares. Rejeitado por 60% dos eleitores.

    https://t.co/ht2acLgA9e

    7- Em 2021, uma proposta socialista pretendia aumentar os impostos sobre lucros e ganhos de capital, de modo a que, a partir de um certo nível de rendimento, tivessem de ser pelo menos 1,5 vezes o valor dos impostos sobre o trabalho. Rejeitado por 2/3.

    https://t.co/EEhAjaq7cY

  3. Sinceramente, só a número 1. ou 6. passariam. As outras basta pensar um bocado para ver que é possível terem um resultado terrível, e para além do título é preciso perceber se a sua implementação concreta vale a pena o risco. O pessoal queixa-se muito mas quando é o momento da decisão, quando a sua carteira é ameaçada, afinal gosta do status quo.

  4. Concordo que seriam facilmente aprovadas, independentemente de concordar ou discordar de algumas mas, entre confiar o país à populaça e confiar o país à “elite” portuguesa, não sei que hipótese me dá mais comichão.

  5. Gostava de ver isso em Portugal mas da maneira como os políticos são mamões também o povo é. Passávamos de 20 dias de férias para 30 e depois para 40 e por aí a fora. Como povo somos uma simpatia e 5 estrelas mas como cidadãos maior parte é fraco. Só olha para o próprio umbigo ou para a garagem do vizinho. Antes disto seria necessário mudar mentalidades

  6. Consigo entender algumas, não consigo entender quem não quer ter mais 10 dias de férias por ano. Eu acho que o nosso tempo pessoal é do mais precioso que podemos ter e todos os anos sinto que as férias não chegam para tudo. Mas pronto, isto sou eu.

  7. >Não usar aumentos salariais nem dias de férias como suborno para o eleitorado

    Nunca vai acontecer em Portugal lol

    Acho impressionante os suíços conseguirem votar para além dos seus interesses imediatos, ainda assim. Confesso não perceber porquê votarem contra muitas dessas medidas, mas tenho a certeza que terão feito essa decisão muito mais informadamente do que o povo português faz as suas.

  8. É bom saber que os cidadãos Suiços não se deixam levar pela falsa canção do Xuxalismo.Por isso é que a Suiça é rica e Portugal pobre mas xuxalista

  9. Mas a Suiça tem um nível de literacia alto, e onde se le jornais e literatura. La’ esta’, onde as métricas da OCDE não são manipuladas para ficar bem na fotografia.

    A população esta’ envolvida e a par dos acontecimentos políticos desde há muito. Isto não se cria do dia para a noite – cultiva-se ao longo de gerações e faz parte da sua cultura e modo de estar.

    A população Portuguesa olha para a politica e para as eleições de forma clubistica, como um evento isolado, a que se assiste de forma passiva, sem conhecer *”a ponta d’um chavelho”* dos programas eleitorais. No final coloca-se uma cruzinha no quadradinho que mais nos agrada e pronto, dever cumprido!

    Obviamente, neste panorama nunca se criam condições suficientes para votar de forma ponderada e consciente em algo tão directo e contundente como um referendo – por isso pouco me admira que os nossos politicos não o queiram usar.

  10. Dependeria se o referendo necessitasse apenas de maioria ou de pelo menos 2/3 dos votos. Caso fosse a última, dificilmente algum deles passaria.

    Muitos destes não teriam sequer maioria. Um referendo a aumentar os dias de férias ou um aumento abrupto do salário mínimo seria precedido por uma forte campanha das empresas a garantir que abrem falência caso o referendo passe. Se as pessoas quiserem que o salário mínimo soba para valores elevados por decreto, basta votarem no PCP. No entanto, os comunistas nunca estiveram perto da maioria.

    O comentário do Twitter é parvo, tal como muitos no Reddit, que acha que Portugal é um inferno cheio de socialistas.

    E a democracia direta que funciona na Suíça não funcionaria bem em todo o lado. Está bem adaptada aos suíços e vice-versa. Não funcionaria se a Suíça entrasse na União Europeia, nem se a Suíça fosse um país pobre. E a riqueza da Suíça tem muito que se lhe diga.

    As proezas da democracia direta também levaram a que um cantão da Suíça só tenha permitido às mulheres votar no início dos anos 90s. Até o muro de Berlim caiu primeiro.

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