Vai acabar…por ser a melhor coisa que já aconteceu aos trabalhadores, só pode. O LinkedIn anda on fire com estes comentários desesperados. Chorem lá mais um bocadinho.
LMAO vai acabar, essa foi boa.
Eu não uso o Lickdick, mas tinha ideia que era para se partilhar o CV. Afinal é uma rede social como o facebosta?
mais um sábio do linkedin…por favor vão continuando a partilhar estas pérolas.
Porra por estes gajos era tudo corrido ao SMN, horas extra não remuneradas (amor à camisola), e claro, tudo no escritório.
Isto é a típica conversa da malta com “bullshit jobs”, grande parte deles com funções de gestão de pessoas/middle-management que agora se deparam com a realidade de que não são precisos para nada e estão com o rabo a arder.
Um bem haja para eles e votos de encontrarem brevemente uma nova profissão com utilidade.
Ele foi meu professor de representação para um musical que fiz da câmara de Oeiras 🤣🤣🤣🤣 Não tava à espera de ver a cara dele aqui
Mas os *entendidos* da vida laboral meteram a carne toda no assador esta semana?
Edit: não bebo café nem fumo. A percentagem de problemas a serem resolvidos diminui. Complicado. Ele há cá com cada uma…
Daqui a uma semana tá a reclamar no LinkedIn porque ninguém quer trabalhar para ele.
Os argumentos usados e a incoerência de muitos deles nesta conversa é ridícula, mas infelizmente este tipo de artigos não são exclusivos do patronato tuga, todas as semanas me aparecem pérolas do género, e adivinhem quem é que está sempre a apoiar estas posições nos comentários ou até a escrever os artigos em si? O patronato.
“e hoje em dia parece-me que as pessoas estão a olhar mais para o seu benefício pessoal e não para a sociedade/grupo/equipa a que pertencem.”
No shit Sherlock, porque é que haveriam de meter a empresa à frente do seu bem estar se no final do dia o trabalho continua a ser feito.
Eu gosto especialmente desta incoerência entre estes dois pontos que o mesmo escreve:
“A velocidade. Quantas vezes perdemos tempo no chat à espera da resposta do nosso colega? Aparentemente parece pouco (2 a 5 minutos), mas quando estamos no mesmo espaço, essa resposta é instantânea.”
“Conversa de corredor. Quantos problemas são resolvidos durante um café, um cigarro, um encontro no corredor, ou até mesmo durante o almoço? Isto é completamente inviabilizado em trabalho em remoto.”
Então perder aqueles minutos à espera de resposta no chat é um problema de produtividade, mas as percas de tempo com conversa de corredor, pausa para café ou fumar um cigarro socialmente que estende o tempo que as pessoas perdem nessas situações já não.
Nada contra essas pausas atenção, eu até trabalho numa indústria onde isso é encorajado e etc e acho saudável, mas parece-me pouco coerente tendo em conta o ponto da velocidade que o autor aponta como sendo um problema uns parágrafos antes.
Para finalizar, a completa bullshit de que precisamos de socializar é ridícula, trabalho remoto fora de um contexto de pandemia é completamente diferente e não reduz a socialização das pessoas, simplesmente lhes dá a possibilidade de escolher com quem querem socializar.
Quem é que diz que eu tenho que ser amigo dos meus colegas de trabalho ou que isso torna as coisas necessariamente mais produtivas? Eu prefiro ter a opção de decidir com quem quero efectivamente socializar e manter colegas de trabalho como colegas de trabalho em que temos um objetivo comum.
Trabalho na Alemanha, com vários Alemães na equipa e eles são incríveis a fazer esta separação de forma bastante pragmática e eu acho excelente, um colega de trabalho não passa disso, isso não implica que não se formem amizades, mas eles é que acabam por “decidir” isso, não por uma ideia estranha vindo dos managers de que têm que ser todos amiguinhos para a vida só porque trabalham na mesma equipa.
“Daqui a uns 5 ou 10 anos, depois de terem passado dias a fio de chinelo em casa, a comer gomas salpicadas de Netflix, qual será o seu verdadeiro network? Nenhum…
O nosso network é feito através de quem conhecemos no trabalho, em cliente, num evento da empresa….”
Outra completa treta, algum do melhor networking que criei e que me abriu umas portas bastante boas para a minha carreira foi na verdade fruto de pessoas com quem trabalhei exclusivamente de forma remota ou pessoas que conheci exclusivamente online fora de um ambiente empresarial. Este argumento tem sido repetito lá fora de forma igual e para mim não passa de uma forma dos patrões/managers de assustar a mão de obra junior para os forçar ao contexto de escritório, dando aos mesmos a longo prazo uma maior pressão sobre o resto da malta mais experiente que se recusa a voltar ao escritório convencional.
Boa leitura. Também faz bem ouvir opiniões de que discordo postas de uma forma algo coerente.
O ponto que concordo é que o trabalho presencial pode fazer mais sentido para quem está a começar (rookies) e até para quem começa um novo trabalho. À medida que se percebe como é que a equipa trabalha, a presença deixa de ser tão relevante.
Também no inverno pode haver outra vantagem: estares num escritório com aquecimento grátis (nop, isso não existe na minha casa, só casacos polares 🙂)
Há outros pontos que sinceramente não concordo.
Linguagem corporal não acho que seja algo fulcral dentro da equipa, que necessite uma ida ao escritório, a não ser para os senhores e senhoras lavarem os olhos, se é que me entendem.
Na conversa de corredor não concordo. De certeza que à segunda conversa já haveria muito manager a dizer que não somos produtivos porque estamos sempre na copa.
Na velocidade de respostas diria que depende de equipa para equipa.
Também há os tempos mortos que são a pior coisa que pode haver num escritório. Não tens nada para fazer, mas não podes te entreter na net porque o manager pode lixar-te e também não podes sair mais cedo porque os teus próprios colegas começam a mandar bocas.
Ele também assume que o pessoal em casa está sempre em multitask (fazer reunião enquanto estende a roupa lol) o que não é verdade. Em casa na hora de trabalho é trabalho. No almoço tenho mais oportunidade de almoçar com os meus e as horas de viagens acabam por ser mais tempo de descanso ou até de treino.
E no escritório, sendo eu de Lisboa, perdes qualidade de vida em viagens, e financeiramente se fores ao trabalho de carro próprio.
O facto de ele não se ter baseado na permissa que em casa estamos sempre a coçá-los já é muito bom.
O Linkedin é a rede social de mais alucinados que vi na vida. É que estas pérolas de Vilão de Charles Dickens interessam a alguém? (Ou melhor alguém minimamente não preso em 1998)
>Na minha visão, em contexto de escritório e em trabalhos colaborativos, o trabalho remoto ou híbrido parece-me ser uma desculpa conveniente para quem o defende.
>Já são poucas as situações onde existem restrições devido à pandemia Covid-19, no entanto ainda há empresários que procuram poupar alguns custos operacionais e colaboradores que preferem gerir a sua vida a partir de casa.
>Já ouvi 500 razões para sustentar a teoria e benefícios do trabalho à distância, como se tivessem descoberto a pólvora, mas recordo que tudo isto começou devido às restrições durante a pandemia e hoje em dia parece-me que as pessoas estão a olhar mais para o seu benefício pessoal e não para a sociedade/grupo/equipa a que pertencem.
Estou a olhar para os dois. Não vou “beber café” 10 vezes por dia, não me disperso em conversas, não tenho de aturar conversas paralelas no openspace. Estou mais focado, o tempo que trabalho é mais produtivo, e consigo – se quiser – efectivamente trabalhar mais horas.
Mas também não perco tempo no trânsito, não desperdiço dinheiro, não tenho que fingir ser amigo de ninguém, posso tirar burriés chatos e se me apetecer comer grão em 2 refeições seguidas só tenho que clicar no mute de vez em quando.
>Entendo que os colaboradores prefiram ficar em casa, poupando tempo e dinheiro nas deslocações e ao mesmo tempo gerir a sua vida de forma mais eficaz. Eu próprio conseguia “participar” em reuniões enquanto ia buscar os miúdos à escola, ou até adiantar uma tarefa de casa entre emails. Mas na minha visão isto tem vários desafios para o grupo com quem trabalhamos.
Estavas a trabalhar mal. Se é para ir buscar os miúdos é para ir buscar os miúdos. Se é para trabalhar é para trabalhar, ainda te espetas de carro ó CMO da SYONE…
>Em primeiro lugar acho muito importante separar o trabalho da vida pessoal. Estender roupa enquanto se discute um orçamento, ou “fui lá baixo à mercearia”, é completamente esquizofrénico. Mas na verdade não é só esta questão, mas sim a forma como interagimos quando ocupamos o mesmo espaço.
Lá está, 2 anos de pandemia e não aprendeste a trabalhar remotamente.
Por exemplo:
>O sentido de missão, de grupo, de equipa, com um objectivo comum, é praticamente impossível criá-lo em remoto.
Quem tem brio, tem brio. Quem é respnsável é responsável. Tenho colegas que só ví 2 vezes na vida em pessoa e temos sentido de grupo e objectivos comuns.
>A velocidade. Quantas vezes perdemos tempo no chat à espera da resposta do nosso colega? Aparentemente parece pouco (2 a 5 minutos), mas quando estamos no mesmo espaço, essa resposta é instantânea.
Pois, mas também é possível que esse teu colega não consiga fazer um crl o dia todo com perguntas. Acredita que se escreveres uma pergunta com pés e cabeça bem contextualizada é muitas vezes melhor do que andar a perguntar às mijinhas.
>A leitura corporal. Mesmo que tenha a sorte dos meus colegas ligarem todos o vídeo nas reuniões, quando alguém está a fazer uma apresentação a imagem dos participantes fica ridiculamente pequena, e muitas vezes sem microfone, o que nos deixa sem qualquer possibilidade de sentir o “ambiente da sala”. Além disso, eu não sei quando envio uma mensagem no chat se do outro lado houve entusiasmo ou um soprar subtil. Enfim… impossível sentir o grupo à distância.
Não estou a jogar poker.
>lado houve entusiasmo ou um soprar subtil.
Já presencialmente não havia, era tudo falso Sr CMO da SYONE.
>Conversa de corredor. Quantos problemas são resolvidos durante um café, um cigarro, um encontro no corredor, ou até mesmo durante o almoço? Isto é completamente inviabilizado em trabalho em remoto.
Call directa no teams ou similar da empresa, vai dar ao mesmo.
>Todos estes fatores, e muitos mais, são a “cola” que há entre nós. É este poder que faz a diferença entre as equipas que são boas e as menos boas. Alguém motivado, que gosta de estar com os seus colegas, e que se sente feliz, é alguém mais produtivo e isso é bom para a empresa e também para as pessoas.
A cola que há entre nós é, antes de mais, termos contas para pagar.
>e que se sente feliz, é alguém mais produtivo
Afinal se calhar percebeste…
> No entanto depois de se habituarem a trabalhar de casa, com ganhos substanciais no seu orçamento e uma aparente liberdade… agora vai ser difícil acabar com o modelo remoto/híbrido.
Mai nada!
>Noutro ângulo, queria partilhar mais uma consequência do trabalho remoto. Neste caso, será mais para os novos miúdos que exigem este formato, ou para alguém com poucos anos de trabalho e que também acreditam que o Trabalho Remoto/Hibrido é melhor para eles. Daqui a uns 5 ou 10 anos, depois de terem passado dias a fio de chinelo em casa, a comer gomas salpicadas de Netflix, qual será o seu verdadeiro network? Nenhum…
Podia-te dizer onde é esse network se podia enfiar, mas porra man acho que ainda não percebeste o que é trabalho remoto. Eu não como gomas, e vou ao pirate bay. Tomo banho todos os dias, visto-me, vou à rua e depois é que começo a trabalhar, raramente de chinelos.
>O nosso network é feito através de quem conhecemos no trabalho, em cliente, num evento da empresa…. que no futuro podem atender o telefone com um pedido de ajuda, ou até ligarem-nos a desafiar para um novo emprego, porque se lembram que és alguém válido e um bom profissional, com quem é fácil lidar.
>Em suma, tenho a convicção que não se investindo no relacionamento humano in loco, ao vivo e a cores as pessoas que ficarem em casa vão ser ultrapassadas, mais cedo ou mais tarde.
Cunhas, compadrios e amigos dos chefes? Passo.
Quem trabalha comigo recomendar-me-ia para outros trabalhos, sem problema.
Não quero acreditar que esse gajo fale a sério.
Cá para mim isto já é como os influencers, lançam opiniões polémicas só para ganhar fama.
Grupo Trivalor, porque não fico surpreendido?
Vivi e trabalhei no Porto e em Lisboa, fartei-me e voltei para casa à 7 anos, trabalho quando quero, faturo o que preciso e não aturo ninguém, mas segundo esse profeta tenho de voltar para o escritório.
É tão bom ver videntes a passar figuras tristes
Tenho teletrabalho oficialmente aprovado até ao ano de 9999. Acredito que depois disso acabe, mas tenho a impressão que não me vou importar muito.
Eu antes até perguntava qual era o range salarial para a vaga, 99% sabia que não tinha resposta, agora passei a fazer a primeira pergunta “qual é o regime”.. quando dizem híbrido ou presencial, nada mais fácil para educadamente recusar…funciona melhor para repelir recrutadores do que abrir a porta nú aos jeovás…
este ainda é mais burro que o zé que queria uma secretária a salário mínimo
trabalho remote para quem pague o triplo é mato e há cada vez mais.
> phd candidate
loool
Honestamente qual é o beneficio de trabalhos presenciais em empresas que não o requerem? Se não tiverem escritório poupam na renda, a produtividade é maior ou igual, o trabalhador está há hora exata onde devia estar invés de estar dependente do trânsito, por isso pergunto qual é o benefício de trabalho presencial?
Os patrões sentem-se assim tão sozinhos na vida que tem que obrigar os trabalhadores a passar os dias com eles?
Só pro lembrar que já havia trabalhado remoto antes da pandemia….
O ciclo do empresário português:
Implementa política/gestão retrógrada > Perde trabalhadores > Queixa-se de falta de gente e ninguém quer trabalhar mas não altera nada e paga saláriosde fome > Repetir o passo anterior
A pandemia simplesmente veio mostrar quem havia muitas pessoas em Portugal com empregos não necessários principalmente ao nível de gestão.
A pandemia bateu as empresas começaram a cortar custos, e chegaram a conclusão que havia muita gente nestas funções que não faziam nada e recebiam bem ao fim do mês, estas pessoas ou foram para outras funções menores onde tinham de facto trabalhar ou foram mandadas embora.
O Modelo híbrido é o mais natural nos dias de hoje, não há necessidade de ir 5 dias aos escritório quando maior parte do trabalho pode ser feito remotamente. E assim até acaba a velha questão á tuga de quem sai mais tarde é quem trabalha.
O trabalho remoto permite focar muito mais em resultados do que o presencial na minha opinião. Este senhor que escreve este artigo das duas uma: Ou vive na paranóia que quem trabalha a partir de casa não trabalha, ou então têm uma função descartável com o tele-trabalho.
O linkind esse é um antro de narcisistas que vivem numa bolha imaginária de que a vida é fixe e fácil. Todos fazem coisas extraordinárias, todos parecem ter um êxito incalculável. Enfim. Entre esses gabarolas e as gajinhas de rabo à mostra no instagram dos likes, não sei quais são piores.
O tuga é tão pequeno que quando vê felicidade à sua volta faz de tudo para foder a vida ao próximo…
O pessoal adora poder trabalhar de casa, quem ainda não está nesse sistema, não por incompatibilidade de funções, mas sim porque o patrão é um retrógrada horrível adoraria estar e vêm estes camelos mandar postas de pescada porque acham que sabem.
Ah e tal e o contacto com as pessoas… Oh Zé, a maior parte das pessoas na grande maioria das empresas são execráveis, quanto mais longe melhor!!
Parece que já os ouço. “Eu pago-lhes é para virem ao escritório! Não me interessa se são mais produtivos e felizes em casa!”
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https://www.linkedin.com/posts/helderfigueiredo_o-trabalho-remoto-eou-h%C3%ADbrido-vai-acabar-activity-6956970464250327040-rSRD?utm_source=linkedin_share&utm_medium=ios_app
Vai acabar…por ser a melhor coisa que já aconteceu aos trabalhadores, só pode. O LinkedIn anda on fire com estes comentários desesperados. Chorem lá mais um bocadinho.
LMAO vai acabar, essa foi boa.
Eu não uso o Lickdick, mas tinha ideia que era para se partilhar o CV. Afinal é uma rede social como o facebosta?
mais um sábio do linkedin…por favor vão continuando a partilhar estas pérolas.
Porra por estes gajos era tudo corrido ao SMN, horas extra não remuneradas (amor à camisola), e claro, tudo no escritório.
Isto é a típica conversa da malta com “bullshit jobs”, grande parte deles com funções de gestão de pessoas/middle-management que agora se deparam com a realidade de que não são precisos para nada e estão com o rabo a arder.
Um bem haja para eles e votos de encontrarem brevemente uma nova profissão com utilidade.
Ele foi meu professor de representação para um musical que fiz da câmara de Oeiras 🤣🤣🤣🤣 Não tava à espera de ver a cara dele aqui
Mas os *entendidos* da vida laboral meteram a carne toda no assador esta semana?
Edit: não bebo café nem fumo. A percentagem de problemas a serem resolvidos diminui. Complicado. Ele há cá com cada uma…
Daqui a uma semana tá a reclamar no LinkedIn porque ninguém quer trabalhar para ele.
Os argumentos usados e a incoerência de muitos deles nesta conversa é ridícula, mas infelizmente este tipo de artigos não são exclusivos do patronato tuga, todas as semanas me aparecem pérolas do género, e adivinhem quem é que está sempre a apoiar estas posições nos comentários ou até a escrever os artigos em si? O patronato.
“e hoje em dia parece-me que as pessoas estão a olhar mais para o seu benefício pessoal e não para a sociedade/grupo/equipa a que pertencem.”
No shit Sherlock, porque é que haveriam de meter a empresa à frente do seu bem estar se no final do dia o trabalho continua a ser feito.
Eu gosto especialmente desta incoerência entre estes dois pontos que o mesmo escreve:
“A velocidade. Quantas vezes perdemos tempo no chat à espera da resposta do nosso colega? Aparentemente parece pouco (2 a 5 minutos), mas quando estamos no mesmo espaço, essa resposta é instantânea.”
“Conversa de corredor. Quantos problemas são resolvidos durante um café, um cigarro, um encontro no corredor, ou até mesmo durante o almoço? Isto é completamente inviabilizado em trabalho em remoto.”
Então perder aqueles minutos à espera de resposta no chat é um problema de produtividade, mas as percas de tempo com conversa de corredor, pausa para café ou fumar um cigarro socialmente que estende o tempo que as pessoas perdem nessas situações já não.
Nada contra essas pausas atenção, eu até trabalho numa indústria onde isso é encorajado e etc e acho saudável, mas parece-me pouco coerente tendo em conta o ponto da velocidade que o autor aponta como sendo um problema uns parágrafos antes.
Para finalizar, a completa bullshit de que precisamos de socializar é ridícula, trabalho remoto fora de um contexto de pandemia é completamente diferente e não reduz a socialização das pessoas, simplesmente lhes dá a possibilidade de escolher com quem querem socializar.
Quem é que diz que eu tenho que ser amigo dos meus colegas de trabalho ou que isso torna as coisas necessariamente mais produtivas? Eu prefiro ter a opção de decidir com quem quero efectivamente socializar e manter colegas de trabalho como colegas de trabalho em que temos um objetivo comum.
Trabalho na Alemanha, com vários Alemães na equipa e eles são incríveis a fazer esta separação de forma bastante pragmática e eu acho excelente, um colega de trabalho não passa disso, isso não implica que não se formem amizades, mas eles é que acabam por “decidir” isso, não por uma ideia estranha vindo dos managers de que têm que ser todos amiguinhos para a vida só porque trabalham na mesma equipa.
“Daqui a uns 5 ou 10 anos, depois de terem passado dias a fio de chinelo em casa, a comer gomas salpicadas de Netflix, qual será o seu verdadeiro network? Nenhum…
O nosso network é feito através de quem conhecemos no trabalho, em cliente, num evento da empresa….”
Outra completa treta, algum do melhor networking que criei e que me abriu umas portas bastante boas para a minha carreira foi na verdade fruto de pessoas com quem trabalhei exclusivamente de forma remota ou pessoas que conheci exclusivamente online fora de um ambiente empresarial. Este argumento tem sido repetito lá fora de forma igual e para mim não passa de uma forma dos patrões/managers de assustar a mão de obra junior para os forçar ao contexto de escritório, dando aos mesmos a longo prazo uma maior pressão sobre o resto da malta mais experiente que se recusa a voltar ao escritório convencional.
Boa leitura. Também faz bem ouvir opiniões de que discordo postas de uma forma algo coerente.
O ponto que concordo é que o trabalho presencial pode fazer mais sentido para quem está a começar (rookies) e até para quem começa um novo trabalho. À medida que se percebe como é que a equipa trabalha, a presença deixa de ser tão relevante.
Também no inverno pode haver outra vantagem: estares num escritório com aquecimento grátis (nop, isso não existe na minha casa, só casacos polares 🙂)
Há outros pontos que sinceramente não concordo.
Linguagem corporal não acho que seja algo fulcral dentro da equipa, que necessite uma ida ao escritório, a não ser para os senhores e senhoras lavarem os olhos, se é que me entendem.
Na conversa de corredor não concordo. De certeza que à segunda conversa já haveria muito manager a dizer que não somos produtivos porque estamos sempre na copa.
Na velocidade de respostas diria que depende de equipa para equipa.
Também há os tempos mortos que são a pior coisa que pode haver num escritório. Não tens nada para fazer, mas não podes te entreter na net porque o manager pode lixar-te e também não podes sair mais cedo porque os teus próprios colegas começam a mandar bocas.
Ele também assume que o pessoal em casa está sempre em multitask (fazer reunião enquanto estende a roupa lol) o que não é verdade. Em casa na hora de trabalho é trabalho. No almoço tenho mais oportunidade de almoçar com os meus e as horas de viagens acabam por ser mais tempo de descanso ou até de treino.
E no escritório, sendo eu de Lisboa, perdes qualidade de vida em viagens, e financeiramente se fores ao trabalho de carro próprio.
O facto de ele não se ter baseado na permissa que em casa estamos sempre a coçá-los já é muito bom.
O Linkedin é a rede social de mais alucinados que vi na vida. É que estas pérolas de Vilão de Charles Dickens interessam a alguém? (Ou melhor alguém minimamente não preso em 1998)
O “artigo”: https://www.imagensdemarca.pt/artigo/o-trabalho-remoto-eou-hibrido-vai-acabar/
>Na minha visão, em contexto de escritório e em trabalhos colaborativos, o trabalho remoto ou híbrido parece-me ser uma desculpa conveniente para quem o defende.
>Já são poucas as situações onde existem restrições devido à pandemia Covid-19, no entanto ainda há empresários que procuram poupar alguns custos operacionais e colaboradores que preferem gerir a sua vida a partir de casa.
>Já ouvi 500 razões para sustentar a teoria e benefícios do trabalho à distância, como se tivessem descoberto a pólvora, mas recordo que tudo isto começou devido às restrições durante a pandemia e hoje em dia parece-me que as pessoas estão a olhar mais para o seu benefício pessoal e não para a sociedade/grupo/equipa a que pertencem.
Estou a olhar para os dois. Não vou “beber café” 10 vezes por dia, não me disperso em conversas, não tenho de aturar conversas paralelas no openspace. Estou mais focado, o tempo que trabalho é mais produtivo, e consigo – se quiser – efectivamente trabalhar mais horas.
Mas também não perco tempo no trânsito, não desperdiço dinheiro, não tenho que fingir ser amigo de ninguém, posso tirar burriés chatos e se me apetecer comer grão em 2 refeições seguidas só tenho que clicar no mute de vez em quando.
>Entendo que os colaboradores prefiram ficar em casa, poupando tempo e dinheiro nas deslocações e ao mesmo tempo gerir a sua vida de forma mais eficaz. Eu próprio conseguia “participar” em reuniões enquanto ia buscar os miúdos à escola, ou até adiantar uma tarefa de casa entre emails. Mas na minha visão isto tem vários desafios para o grupo com quem trabalhamos.
Estavas a trabalhar mal. Se é para ir buscar os miúdos é para ir buscar os miúdos. Se é para trabalhar é para trabalhar, ainda te espetas de carro ó CMO da SYONE…
>Em primeiro lugar acho muito importante separar o trabalho da vida pessoal. Estender roupa enquanto se discute um orçamento, ou “fui lá baixo à mercearia”, é completamente esquizofrénico. Mas na verdade não é só esta questão, mas sim a forma como interagimos quando ocupamos o mesmo espaço.
Lá está, 2 anos de pandemia e não aprendeste a trabalhar remotamente.
Por exemplo:
>O sentido de missão, de grupo, de equipa, com um objectivo comum, é praticamente impossível criá-lo em remoto.
Quem tem brio, tem brio. Quem é respnsável é responsável. Tenho colegas que só ví 2 vezes na vida em pessoa e temos sentido de grupo e objectivos comuns.
>A velocidade. Quantas vezes perdemos tempo no chat à espera da resposta do nosso colega? Aparentemente parece pouco (2 a 5 minutos), mas quando estamos no mesmo espaço, essa resposta é instantânea.
Pois, mas também é possível que esse teu colega não consiga fazer um crl o dia todo com perguntas. Acredita que se escreveres uma pergunta com pés e cabeça bem contextualizada é muitas vezes melhor do que andar a perguntar às mijinhas.
>A leitura corporal. Mesmo que tenha a sorte dos meus colegas ligarem todos o vídeo nas reuniões, quando alguém está a fazer uma apresentação a imagem dos participantes fica ridiculamente pequena, e muitas vezes sem microfone, o que nos deixa sem qualquer possibilidade de sentir o “ambiente da sala”. Além disso, eu não sei quando envio uma mensagem no chat se do outro lado houve entusiasmo ou um soprar subtil. Enfim… impossível sentir o grupo à distância.
Não estou a jogar poker.
>lado houve entusiasmo ou um soprar subtil.
Já presencialmente não havia, era tudo falso Sr CMO da SYONE.
>Conversa de corredor. Quantos problemas são resolvidos durante um café, um cigarro, um encontro no corredor, ou até mesmo durante o almoço? Isto é completamente inviabilizado em trabalho em remoto.
Call directa no teams ou similar da empresa, vai dar ao mesmo.
>Todos estes fatores, e muitos mais, são a “cola” que há entre nós. É este poder que faz a diferença entre as equipas que são boas e as menos boas. Alguém motivado, que gosta de estar com os seus colegas, e que se sente feliz, é alguém mais produtivo e isso é bom para a empresa e também para as pessoas.
A cola que há entre nós é, antes de mais, termos contas para pagar.
>e que se sente feliz, é alguém mais produtivo
Afinal se calhar percebeste…
> No entanto depois de se habituarem a trabalhar de casa, com ganhos substanciais no seu orçamento e uma aparente liberdade… agora vai ser difícil acabar com o modelo remoto/híbrido.
Mai nada!
>Noutro ângulo, queria partilhar mais uma consequência do trabalho remoto. Neste caso, será mais para os novos miúdos que exigem este formato, ou para alguém com poucos anos de trabalho e que também acreditam que o Trabalho Remoto/Hibrido é melhor para eles. Daqui a uns 5 ou 10 anos, depois de terem passado dias a fio de chinelo em casa, a comer gomas salpicadas de Netflix, qual será o seu verdadeiro network? Nenhum…
Podia-te dizer onde é esse network se podia enfiar, mas porra man acho que ainda não percebeste o que é trabalho remoto. Eu não como gomas, e vou ao pirate bay. Tomo banho todos os dias, visto-me, vou à rua e depois é que começo a trabalhar, raramente de chinelos.
>O nosso network é feito através de quem conhecemos no trabalho, em cliente, num evento da empresa…. que no futuro podem atender o telefone com um pedido de ajuda, ou até ligarem-nos a desafiar para um novo emprego, porque se lembram que és alguém válido e um bom profissional, com quem é fácil lidar.
>Em suma, tenho a convicção que não se investindo no relacionamento humano in loco, ao vivo e a cores as pessoas que ficarem em casa vão ser ultrapassadas, mais cedo ou mais tarde.
Cunhas, compadrios e amigos dos chefes? Passo.
Quem trabalha comigo recomendar-me-ia para outros trabalhos, sem problema.
Não quero acreditar que esse gajo fale a sério.
Cá para mim isto já é como os influencers, lançam opiniões polémicas só para ganhar fama.
Grupo Trivalor, porque não fico surpreendido?
Vivi e trabalhei no Porto e em Lisboa, fartei-me e voltei para casa à 7 anos, trabalho quando quero, faturo o que preciso e não aturo ninguém, mas segundo esse profeta tenho de voltar para o escritório.
É tão bom ver videntes a passar figuras tristes
Tenho teletrabalho oficialmente aprovado até ao ano de 9999. Acredito que depois disso acabe, mas tenho a impressão que não me vou importar muito.
Eu antes até perguntava qual era o range salarial para a vaga, 99% sabia que não tinha resposta, agora passei a fazer a primeira pergunta “qual é o regime”.. quando dizem híbrido ou presencial, nada mais fácil para educadamente recusar…funciona melhor para repelir recrutadores do que abrir a porta nú aos jeovás…
este ainda é mais burro que o zé que queria uma secretária a salário mínimo
trabalho remote para quem pague o triplo é mato e há cada vez mais.
> phd candidate
loool
Honestamente qual é o beneficio de trabalhos presenciais em empresas que não o requerem? Se não tiverem escritório poupam na renda, a produtividade é maior ou igual, o trabalhador está há hora exata onde devia estar invés de estar dependente do trânsito, por isso pergunto qual é o benefício de trabalho presencial?
Os patrões sentem-se assim tão sozinhos na vida que tem que obrigar os trabalhadores a passar os dias com eles?
Só pro lembrar que já havia trabalhado remoto antes da pandemia….
O ciclo do empresário português:
Implementa política/gestão retrógrada > Perde trabalhadores > Queixa-se de falta de gente e ninguém quer trabalhar mas não altera nada e paga saláriosde fome > Repetir o passo anterior
A pandemia simplesmente veio mostrar quem havia muitas pessoas em Portugal com empregos não necessários principalmente ao nível de gestão.
A pandemia bateu as empresas começaram a cortar custos, e chegaram a conclusão que havia muita gente nestas funções que não faziam nada e recebiam bem ao fim do mês, estas pessoas ou foram para outras funções menores onde tinham de facto trabalhar ou foram mandadas embora.
O Modelo híbrido é o mais natural nos dias de hoje, não há necessidade de ir 5 dias aos escritório quando maior parte do trabalho pode ser feito remotamente. E assim até acaba a velha questão á tuga de quem sai mais tarde é quem trabalha.
O trabalho remoto permite focar muito mais em resultados do que o presencial na minha opinião. Este senhor que escreve este artigo das duas uma: Ou vive na paranóia que quem trabalha a partir de casa não trabalha, ou então têm uma função descartável com o tele-trabalho.
O linkind esse é um antro de narcisistas que vivem numa bolha imaginária de que a vida é fixe e fácil. Todos fazem coisas extraordinárias, todos parecem ter um êxito incalculável. Enfim. Entre esses gabarolas e as gajinhas de rabo à mostra no instagram dos likes, não sei quais são piores.
O tuga é tão pequeno que quando vê felicidade à sua volta faz de tudo para foder a vida ao próximo…
O pessoal adora poder trabalhar de casa, quem ainda não está nesse sistema, não por incompatibilidade de funções, mas sim porque o patrão é um retrógrada horrível adoraria estar e vêm estes camelos mandar postas de pescada porque acham que sabem.
Ah e tal e o contacto com as pessoas… Oh Zé, a maior parte das pessoas na grande maioria das empresas são execráveis, quanto mais longe melhor!!
Parece que já os ouço. “Eu pago-lhes é para virem ao escritório! Não me interessa se são mais produtivos e felizes em casa!”